chamada blog

Arquidiocese de Juiz de Fora abre seu Sínodo

DSC 0832A celebração do dia 7 de dezembro na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora foi um presente do céu. Muito bem preparada pela equipe, com um coral excelente e participada por cerca de 3 mil pessoas que lotaram a igreja e os salões adjacentes, foram evidentes a piedade, a unção e a animação genuinamente celebrativa do povo. A inédita ordenação de 25 diáconos permanentes e três transitórios ao mesmo tempo causou um clima novo de expressiva eclesialidade.

A apresentação e envio de cerca de 100 delegados missionários sinodais, a oração do Sínodo rezada com fervor e o canto do seu hino entoado a plena voz deram a marca eloquente de que estamos literalmente em nova caminhada sinodal. Tudo maravilhoso num ambiente de beleza sem par, na Catedral cujo restauro das pinturas internas encontra-se em fase final! Rezar num ambiente belo e acolhedor tem outro sentido. Nosso povo o merece!

Iniciamos, desta forma, o 2º Sínodo Arquidiocesano que nos convida: “Proclamai o evangelho pelas ruas e sobre os telhados”. Sob o manto maternal de Maria, a Imaculada Conceição, entramos de cheio na nova estrada para oferecer a Cristo uma Igreja ainda mais viva, comprometida com os santos evangelhos, com a unidade, com a missionariedade e com a santidade das pessoas.

Somos Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em missão.


Dom Gil Antonio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Sínodo Arquidiocesano

Logo-sem-lema-siteEstamos para iniciar as atividades práticas do 2° Sínodo Arquidiocesano de Juiz de Fora: 7 de dezembro será o grande dia. Com a Ordenação de 28 novos diáconos, daremos partida a nova fase da Igreja Particular, ampla revisão, animação e revitalização da vida eclesial na cidade e no campo. Tudo vem sendo preparado, há mais de um ano, com muita oração, celebrações, reuniões e encaminhamentos práticos.

O que é Sínodo? Quanto à etimologia, o termo tem raízes no idioma grego e significa “caminhar juntos”. Quanto ao fundamento bíblico, realizar Sínodo resulta na disposição de cumprir o desejo de Cristo que rezou ao Pai: “Que todos sejam um para que o mundo creia, como eu e Tu, Pai, somos um” (Jo. 17, 21).

Para quê celebrar um Sínodo? A Igreja, constituída de seres humanos, precisa estar sempre atenta à sua missão de espalhar o evangelho, de celebrar os mistérios de Deus e de santificar a cada um de seus filhos. Neste sentido, deve ter a humildade de rever suas ações, melhorar seus métodos, criar novos meios, animando e reanimando seu ardor apostólico. O centro, o princípio e o fim do Sínodo são sempre a pessoa de Jesus Cristo. É com olhos fixos nele que terá sentido a caminhada sinodal.

O lema do 2° Sínodo Arquidiocesano de Juiz de Fora é “Proclamai o evangelho pelas ruas e sobre os telhados” (cf. Mt 10, 27) e nosso mote se confirma: “Arquidiocese de Juiz de Fora, uma Igreja sempre em missão”.

Viva o 2° Sínodo! Intensamente!


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Educação Católica diante de desafios

Crucifixo-em-sala-de-aulaA Igreja tem sido respeitada como perita em Educação. Há, no mundo de hoje, milhares de escolas católicas com milhões de alunos. Estão presentes inclusive em países não cristãos. Não há muito tempo, a Congregação para a Educação Católica da Santa Sé romana foi procurada por alguns chefes muçulmanos de comunidades cruelmente destruídas pelo Estado Islâmico. Tendo sido todos os prédios escolares arrasados ao solo, tais chefes informaram que a parte física de tais escolas seriam reconstruídas por eles, mas que a parte acadêmica gostariam que fosse assumida pela Igreja Católica, pois estavam convencidos da excelência de seu ensino.

O fato foi contado pelo Secretário da referida Congregação, Dom Vincenzo Zani, no Congresso Internacional de Educação Católica, realizado em Juiz de Fora nos primeiros dias deste mês de novembro. Contudo, como vimos no mencionado Congresso, a Educação Católica enfrenta sempre riscos a serem superados.

Na época atual, três desafios podem ser resumidos da seguinte forma: em primeiro lugar, o risco antropológico presente na chamada ideologia de gênero, que põe em perigo a dignidade da pessoa humana, comprometendo até mesmo os dados da biologia. Quanto a isso, a Congregação para a Educação Católica publicou, em maio passado, um documento orientativo com o título “Homem e Mulher, Deus os Criou”.

Em segundo lugar, vem a tendência de certas correntes antirreligiosas da atualidade que desejam negar a dimensão transmental da pessoa humana. A terceira seria a questão política com teorias plurais, às vezes com emprego de lutas de classe que não descartam o uso da violência e da massificação de ideias.

A Igreja não tem partidos. Ela tem princípios cuja base são os ensinamentos e a própria pessoa de Cristo. Em análise proposta pelo Convênio da Congregação para a Educação Católica, realizado em Roma no ano de 2015, quatro pilares foram definidos: reforço da identidade católica de suas escolas; a formação excelente dos educadores; a consciência da escola como comunidade educadora; a família como primeiro lugar da educação.

Todos estes pontos e vários outros foram tratados no Congresso Internacional de Educação Católica de Juiz de Fora. Pela avaliação altamente positiva de educadores e pais de alunos, temos esperança que tal evento tenha representado excelente contribuição para a educação em geral em nossa região.


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Arquivos

Tags

  1. Facebook
  2. Twitter
  3. Instagram
  4. Video