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Os chinelos do Cura d’Ars

Santo-CuraComo foi bela aquela viagem! Comigo foram quatro colegas, quando estudávamos em Roma. O calendário primaveril da Europa, marcava o dia 5 de abril de 1991. Eram os primeiros dias de Páscoa, quando as faculdades romanas oferecem férias festivas de uma semana. De Paris, tomamos um trem muito veloz que nos levou a Lion, depois Besançon e por fim, Ars, pequeno povoado cujo nome oficial é Ars sur Formans, comuna da França, do Distrito de Ain. Estávamos muito desejosos de visitar a pequenina paróquia onde viveu e se santificou Padre João Batista Maria Vianney, que se tornou conhecido em todo o mundo como o Santo Cura d’Ars.

Ao visitar sua casa paroquial, singela e pobre, adentramos seu quarto. Chamou-me logo à atenção o seu par de chinelos, debaixo da cama, ali conservado desde seu falecimento, em 4 de agosto de 1859. Como o chapéu toma a feição do dono, segundo o adágio popular, aqueles chinelos, feitos de tapete, revelavam os pés missionários do sacerdote. Lê-se em sua história que teve que atender a várias comunidades na região e, na maioria das vezes, ia a pé, quando muito, de carroça, levando sua volumosa valise com os objetos litúrgicos para a missa. De súbito, me veio à mente e ao coração as palavras do Profeta Isaías: “Quão formosos, sobre os montes, os pés dos que anunciam as boas novas; que trazem boas notícias, que proclamam a salvação; que dizem a Sião: o teu Deus reina! ” (Is 52,7). São Paulo, mais tarde, em sua carta aos Romanos, vai citar esta frase aplicando aos que pregam o Santo Evangelho de Cristo (cf. Rom 10,15).

Nascido aos 8 de maio de 1796, em plena revolução napoleônica, com tantos sofrimentos para a Igreja, o menino João Vianney desejou, desde muito cedo, ser padre. Família muito pobre, mas rica de fé e amor a Deus, somente aprendeu a ler e a escrever aos 18 anos. Estudando entre os feixes de feno, para não ser surpreendido pelas autoridades anticlericais, mal aprendeu o latim e não foi aluno brilhante em nenhuma matéria. Os seus reflexos luminosos estavam na alma, na sinceridade do caráter, na vida moral exemplar, sobretudo na vida intensa de oração. Apresentado por um padre, seu bom jeito de ser na juventude, sua assiduidade e gosto pelos ambientes religiosos, foram suficientes para convencer o bispo de ordená-lo, embora já se previsse para ele lugares humildes e nenhum destaque na organização pastoral. Ordenado, foi designado para a desprezível Ars, aonde nenhum padre desejaria ir. O lugar não contava mais que 300 habitantes, a vida do povo não ia além de bordéis, futilidades, bebidas alcoólicas e pouca religião.

Os pés do jovem sacerdote se puseram à estrada, enquanto a mente e o coração somente lhe inspiravam ardor nas coisas de Deus. Ia rezando e, confessou mais tarde: “a oração me traz alegria e nela nem vejo o tempo passar”.

Como Deus não precisa dos humanos, mas os humanos que precisam de Deus, aquele humilde servo se transformou numa inesperada e extraordinária atração para multidões sedentas de fé. De todas as partes da França e da Europa inteira, chegavam caravanas, não só de simples fiéis, mas também de padres, bispos e cardeais, para confessarem seus pecados, receberem a absolvição sagrada e se aconselharem para o prosseguimento da vida. Sua união com Deus era tão intensa, visível e natural, como dois pedaços de cera que, uma vez misturados, não mais se vê diferença e ninguém mais pode separar. Esta imagem foi usada por ele mesmo, quando pregava aos seus paroquianos sobre a oração. “Rezar e amar, eis o segredo da vida do cristão”, dizia ele.

Certa vez, foi a Ars um professor de Paris com o propósito de analisar, do ponto de vista sociológico, o fenômeno das multidões atraídas por um simples pároco rural. Voltou silencioso. Seus alunos lhe perguntaram: “o que viu em Ars?” Quebrando o segredo de sua transformação interior, lhes respondeu: “vi a Deus em um homem”.

Além de seus chinelos, chama à atenção do observador em Ars, o duro confessionário formado por banco de madeira e uma grade que se ergue à direita, onde o santo passava, às vezes, 18 horas em atendimento.

Ao lado da matriz paroquial, encontra-se ampla construção. É o orfanato que o Santo Cura d’Ars construiu com esmolas que povo lhe dava, para acolher crianças pobres. Chamou-o de “Casa da Providência”.

Com meus colegas de viagem, todos presbíteros, tivemos a graça de celebrar a missa diante de seu corpo conservado, recoberto de camada de cera. O bondoso sacristão, com gentil acolhida, nos trouxe o cálice sempre utilizado pelo Santo, para que, com ele, oferecêssemos o santo sacrifício de Cristo. Emocionante!

Ao retorno, nossos pés pareciam calçados de seus chinelos, ensinando-nos lições de humildade, simplicidade, oração e amor a Deus. Mistérios da santidade. Modelo para todo padre.


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Sete Parábolas de Jesus sobre o Reino

parabolas-de-jesus-scaledO número sete, na cultura judaica, tem especial significado. Representa plenitude. Para traduzir a palavra de Jesus, o Reino de Deus, o evangelista São Mateus escolheu sete comparações, a que chamamos parábolas. Estão todas no capítulo 13 de seu evangelho. Na liturgia católica, todas essas parábolas são lidas em três domingos seguidos, a saber, nos 15º, 16º e 17º Domingos do Tempo Comum do Ano A. Ao encerrar este ciclo, são apresentadas as parábolas do tesouro escondido no campo, em que uma pessoa vende tudo o que tem e o compra; a da pérola preciosa, em que alguém também dá tudo o que possui em troca; e a da rede com os peixes, que, no fim dos tempos, serão separados entre bons e maus, indo os bons para os cestos do Senhor e os demais para o fogo da condenação eterna.

As duas primeiras parábolas coincidem em sua mensagem: quem encontra o Reino de Deus é capaz de deixar tudo por ele. Vende tudo o que tem e o acolhe. Coloca-o acima de qualquer riqueza. O Reino de Deus é para ele o maior de todos os bens. Os apóstolos deixaram tudo por causa dele. Além deles, quantos exemplos nós encontramos na história, na tradição da Igreja, de pessoas que foram capazes de deixar tudo por causa do Reino dos Céus! A começar por São Paulo Apóstolo, Silas, Barnabé, São Policarpo de Esmirnia, Santo Irineu de Lião; todos mártires que preferiram perder a vida do que abandonar o Reino. Há também, Santo Antão, São Bento, filhos de famílias ricas que se fizeram monges para viver mais intensamente no Reino de Deus. São Francisco e Santa Clara, Santa Catarina de Sena, São Camilo de Léllis, Santo Inácio de Loyola, Santa Teresa de Ávila, Santa Teresinha do Menino Jesus; Santa Teresa Benedita da Cruz, que no século chamava-se Edit Stein, filósofa, fenomenologista, judia convertida ao cristianismo; Santa Teresa de Calcutá, São João Paulo II, Santa Dulce dos Pobres e tantos outros. A Igreja guarda com carinho de mãe os nomes de todos estes e de milhares outros como exemplos de pessoas que foram capazes de deixar tudo por causa do Reino de Deus.

A sétima parábola é a da rede e os peixes. Ela se compara à metáfora do joio e do trigo, com a qual tem algo em comum: ao final dos tempos, alguns vão para a companhia do Pai e outros serão jogados fora, e vão para o fogo que não se extingue. Ela fala das realidades escatológicas, de nossa vida após a morte, a entrada no Reino Definitivo, que é o céu, e se refere aos que, por escolha própria, lá não poderão entrar.

Mas o que é, afinal, este Reino de Deus? Ele não se confunde com organização social ou política. Não se compara com uma realidade mundana, porque na terra nunca haverá perfeição. Isso não significa, porém, que não tenhamos que criar aqui um mundo mais justo e mais fraterno, mais humano.

O Reino é um estilo de vida em Deus. Um modus vivendi que resulta em comunidade de fé e amor. Na verdade, podemos afirmar que o Reino se resume na pessoa de Jesus Cristo. Quem n’Ele está, está no reinado de Deus, está sob o Senhorio amoroso do Pai. Neste sentido, podemos dizer que o Reino é uma pessoa: é Deus mesmo. Quem está em Deus, está no Reino e quem n’Ele não está, mesmo que estivesse numa organização social exemplar, no Reino ainda não está. A Igreja, por sua vez, é sacramento do Reino. Ela é o Corpo Místico de Cristo no qual nos encontramos como membros do Reino.

Entre muitas de Suas parábolas Ele também se compara à porta do redil, por onde entramos para o rebanho de Deus. Por ele, como peixes bons, mergulharmos no Pai. Ele é a porta de entrada para o grande ‘mar’ de salvação que é a Trindade Santíssima. Aqui na Terra vamos vivendo até nos encontrarmos eternamente em Deus, como peixes bons que só têm vida dentro d’água. Se dela saem, morrem na praia e vão servir para o lixo.

Ao redor de Jerusalém, havia um vale onde jogavam a imundície da cidade. Era chamado Geena. Por medida de higiene, mantinham-no sempre incandescente, às vezes nele lançando enxofre para o fogo não se extinguir. Ali jogavam, além do lixo doméstico, toda podridão que surgisse, animais mortos e até cadáveres de pessoas condenadas ou consideradas indignas. Quem caísse vivo neste lugar, não tinha mais salvação. Era impossível resgatar alguém que se afundasse naquele lixão de fogo.

Jesus usou esta imagem para falar do fogo do inferno. Quem se recusa a estar no Reino de Deus, ou seja, estar imerso no Seu amor, mergulhado em Deus, como peixe na água, se tornará lixo e seu fim será trágico, por louca escolha pessoal. Eis aí o que significa a expressão de Jesus ao afirmar que “no fim dos tempos, os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13, 49-50). Contudo, o perseverante viverá para sempre na plenitude do Reino celeste. Jesus, ao ensinar aos apóstolos a rezar, incluiu este pedido: “venha a nós o vosso Reino“. Deus nos quer junto d’Ele, com Ele e n’Ele para sempre. Amém!


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Páscoa Definitiva de Dom Henrique Soares da Costa, verdadeiro semeador do trigo

Dom-Henrique-scaledNosso coração ficou partido, ferido, condoído com o inesperado e rápido falecimento de um dos mais admiráveis bispos do Brasil, nosso amigo, nosso irmão espiritual tão caro, Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares (PE). Ele, na verdade, não era apenas Antístite de uma diocese do nordeste brasileiro. Era Pastor de todos, de milhares de jovens e adultos do Brasil inteiro e do exterior, a quem alimentava a vivência espiritual, através das mídias sociais e de tantos instrumentos de comunicação.

Trazia a todos a palavra certa sobre a fé, a orientação clara sobre a moral cristã e a catequese translúcida sobre a doutrina católica. Agia sem agressões, sem proselitismo, sem desamor. Em nossa Arquidiocese de Juiz de Fora, gozava de grande estima do clero, dos seminaristas e de tantos leigos que o conheceram, pois aqui esteve por cinco vezes, pregando dois Retiros para o clero, em dois turnos e, em novembro passado, assessorando no I Congresso Internacional de Educação Católica, promoção de nossa Arquidiocese.

Certamente, em alguns corações, uma pergunta pode estar latente: por quê? Por que, meu Deus, ele partiu assim tão cedo, com apenas 57 anos, com um trabalho tão importante, tão grande em favor de Jesus Cristo por este mundo afora, no vigor de sua saúde só comprometida, há poucos dias, pela Covid-19? Por que assim, tão de repente? Esperávamos ser atendidos em nossas preces!

Será que podemos fazer estas perguntas? Eu responderia que sim. Elas não são ofensivas a Deus, pois Ele, como Pai Bondoso, entende a dor dos filhos. Também Jesus chorou diante da morte de Lázaro, quando Marta lhe disse: “Se estivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido” (Jo 11,20). Entre as lágrimas, ao perder seu amigo, Jesus a consola: “Teu irmão ressuscitará (Jo 11, 23). Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim não morrerá para sempre” (Jo 11, 26). Também aos discípulos de Emaús, entristecidos pela morte de seu Mestre, o Senhor bondoso e misericordioso não abandonou, mas se pôs a caminho com eles, lhes recordou a fé, alimentou-os com a Eucaristia (cf Lc 24, 13-35). Também, nesta hora, o Senhor se põe a caminhar conosco em todo o Brasil, para nos fortalecer com a Palavra e com a Eucaristia, força de vida para esta terra, sinais amorosos do céu, onde não há dores, nem lágrimas, nem doenças, nem pandemias, nem dúvidas.

A palavra de Deus vem sempre em nosso socorro. No domingo anterior à morte de nosso planteado Dom Henrique, iniciamos, na liturgia, a leitura do capítulo 13 do evangelho de São Mateus, que nos apresenta sete parábolas de Jesus. Ao velarmos seu corpo à distância, no 16º Domingo do Tempo Comum, que neste ano caiu em 19 de julho, líamos mais três parábolas do referido texto de São Mateus: a do trigo e o joio, a da semente de mostarda e a do fermento na massa. Em cada uma delas, pudemos descobrir sentido na vida de Dom Henrique, semeador incansável da Palavra, doador ardoroso do trigo sagrado dos sacramentos.

Se na imagem da semente vemos a Palavra que é mais que vocábulos, mas a própria pessoa de Jesus, Verbo Encarnado, no trigo que, ao final da história, será recolhido nos celeiros de Deus, vislumbramos a Eucaristia que é o corpo ressuscitado do Senhor, a nós dado em alimento salutar, como afirmou Jesus: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; quem come deste pão viverá eternamente” (Jo 6, 51).

Toda palavra semeada no campo deste mundo sofrerá o desafio do joio, que o maligno semeia e vai embora. São as forças contrárias à ação de Deus na missão dos seus discípulos. Também Dom Henrique, como todo verdadeiro profeta (veja bem, estou falando de verdadeiro profeta, não de qualquer pessoa que se arvore em ser profeta), sofreu a pressão do joio que quis dificultar sua ação apostólica. Porém, nunca se abalou com isto, pelo contrário, sempre respondia com um sorriso, com o seu jeito de ser bem nordestino. Jesus também sofreu oposição, mas não se revoltou contra as forças que lhe eram contrárias.

De fato, quanto ao joio, o Senhor nos ensinou a não nos preocuparmos em arrancar apressadamente a praga, devendo esperar o dia da colheita. Os anjos se encarregarão de separá-la do trigo. A parábola nos convida a aprender a imensa paciência de Deus com aqueles que erram, esperando que retomem ao bom caminho. Como se trata de uma comparação, o joio aqui não é joio, nem o trigo é trigo. Trata-se de pessoas humanas. Jesus está falando de gente. Neste campo, na seara de Deus, o joio pode até se transformar em trigo, alegrando o coração do Senhor. Por isso, o Senhor é paciente, é bondoso, é compassivo, é fiel, como cantamos no salmo de meditação.

A primeira leitura daquela última missa dominical de Dom Henrique, da qual participou já do alto, era do Livro da Sabedoria. Falava da bondade infinita de Deus, que tem a paciência de esperar a transformação interior das pessoas. Oxalá, no fim da história não fosse necessário queimar nenhum joio, porque todos teriam se convertido em bom trigo! Mas sabemos que não é esta a realidade, por isso o Senhor lamenta ao dizer que os joios que perversamente teimarem no seu caminho de erro, infelizmente terão seu fim desastroso, infernal. Era visível o esforço de Dom Henrique de tentar evitar este desastre para quem quer que fosse, procurando converter, trazer para a Igreja, para a casa do Senhor, todas as pessoas.

A segunda parábola ensina sobre o valor das pequenas coisas no Reino de Deus. A semente de mostarda é a menor de todas as sementes, mas produz árvore grande, onde os pássaros podem fazer ninho em seus ramos e produz frutos. O amor de Deus não se mede pelas coisas volumosas e vistosas, mas pelos gestos muitas vezes escondidos no coração, pois um copo de água fria dada a alguém por amor terá recompensa no céu (cf. Mt 10, 42). Jesus certo dia rezou: “Eu te dou graças, ó Pai do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos” (Mt 11, 25). Os pequenos gestos de bondade que fazemos têm grande valor diante Deus. Quantas vezes nosso Dom Henrique insistiu nestas palavras!

Além do galardão final que é o céu, onde ele hoje penetra qual Elias arrebatado em redemoinho de vento, continuará, contudo, vivendo entre nós, pela memória inesquecível e até com os vídeos, os áudios, as videoconferências que gravou. Tudo aquilo que ele registrou e que foi registrado sobre ele ficará à nossa disposição para vermos quantas vezes quisermos e bebermos da sabedoria de Deus por aquelas reflexões tão puras e tão profundas. Todos os que amam a Cristo podem continuar o trabalho que ele vinha desenvolvendo, se não com a força do carisma que lhe era próprio, ao menos com pequenos serviços em favor da causa de Cristo, a fim que seja mais conhecida e mais amada.

A terceira parábola é a do fermento que leveda a massa. Ser fermento é estar no meio dos outros de tal forma que nem seja necessário falar para comunicar o amor de Deus. A fé, a paz que se comunica através do comportamento, dos diálogos, da presença, pode ser fermento que leveda massa que ainda não tinha recebido nenhuma força para crescer.

Aprendamos com esse discípulo de Jesus, que hoje, aos 57 anos, parte para a eternidade. Ele vai para o alto, mas deixa para nós muitos exemplos. Oxalá, nós tivéssemos a sorte do profeta Eliseu, quando viu o profeta Elias ser arrebatado para o céu e dele cair o manto, do qual havia pedido ao menos uma parte. Dom Henrique deixa para nós, também, o manto da sua sabedoria, da sua humildade, do seu amor, do seu desapego. Ele foi grande pregador da verdade, grande semeador da palavra, grande exemplo de amor a Deus e a Maria, mãe do Senhor, terra fertilíssima onde a Palavra deu o melhor fruto.

Dom Henrique, vítima da Covid-19, interceda junto de Deus por nós, para que, neste tempo de pandemia, possamos crescer na fé, no exercício da espera da Eucaristia e, ao recomeçarmos o que estão chamando de novo-normal, sejamos muito mais de Deus do que somos, muito mais fiéis do que antes, muito mais frequentes do que no passado, muito mais solidários e irmãos que sempre fomos.

Senhor, nosso Deus, nós temos o coração doído, mas muito mais agradecido. Vós compreendeis as nossas lágrimas, recolhei também a nossa gratidão. Obrigado, meu Deus, por ter nos dado Dom Henrique Soares da Costa como Bispo em nossa pátria e na pátria do mundo. Que venham outros iguais!


Dom Gil Antônio Moreira

Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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