“Deus está reinventando o mundo, resignificando relações e modos de proceder”, diz Dom Gil durante Missa de Ramos

24“Estamos fechados em nossas casas, mas não estamos, na verdade, isolados uns dos outros”, disse o Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, durante a homilia da Missa de Ramos, realizada na manhã desse domingo (5), na Catedral Metropolitana. “Fico pensando que em certo sentido estamos muito mais juntos agora, mais conectados. O mundo inteiro está rezando muito mais; nunca o papa, os bispos, os padres estiveram tão presentes em nossas casas, como agora. A Palavra de Deus está chegando intensamente em nossos lares e no coração da maioria”, completou o Pastor, dirigindo-se aos fiéis que acompanhavam a celebração pela internet.

Durante sua reflexão, entoada para uma igreja quase vazia, por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Arcebispo ainda ressaltou o trabalho da Pastoral da Comunicação, que tem permitido que as celebrações sejam acompanhadas, de casa, pelos fiéis. Dom Gil também relacionou o atual momento com o episódio recordado no Domingo de Ramos, em que Jesus entra em Jerusalém aclamado pelos judeus. “Tudo o que está acontecendo me parece nova entrada de Jesus nas ‘Jerusaléns’ das nossas vidas, de nossos lares, das nossas cidades, nossas nações, nosso mundo. Há um movimento re-iniciador, re-criador, e é preciso tomar em nossas mãos os ramos da alegria, estender ao chão os mantos do respeito, da reverência, da adoração a Cristo que vem chegando montado em seu jumentinho de simplicidade, de humildade, de concórdia e de misericórdia para, outra vez, nos ensinar a viver.”

Durante entrevista, o Arcebispo de Juiz de Fora confessou um sentimento diferente ao presidir a Santa Missa. “Foi uma emoção celebrar desta forma nova, com a igreja vazia, mas, ao mesmo tempo, cheia de fiéis nas suas casas, nas Igrejas domésticas. Tenho a impressão de que Nosso Senhor está, agora, nos mostrando um novo caminho de evangelização, uma utilização muito mais intensa dos meios de comunicação para que a Sua palavra, de fato, chegue a todos ‘pelas ruas e sobre os telhados’ (cf. Mt 10,27)”.

O Administrador da Catedral, Padre José de Anchieta Moura Lima, e os Vigários Paroquiais, Mons. Luiz Carlos de Carlos e os padres Danilo Celso de Castro e Luiz Carlos Vitório, concelebraram com Dom Gil. Também participaram os diáconos Antônio Valentino da Silva Neto e Waldeci Rodrigues da Silva.

Coleta da Solidariedade

O Domingo de Ramos é marcado, em todo o Brasil, pela Coleta da Solidariedade, por meio da qual os fiéis demonstram seu comprometimento com a evangelização e promoção da dignidade dos pobres e oprimidos. Por conta da ausência do povo nas celebrações, o gesto concreto será realizado em outra data, ainda a ser definida.

“Nós vamos marcar um outro dia para fazer essa coleta, e você vai guardar um pouco daquilo que tem para dar para aqueles que não têm. Se você não pode fazer o seu gesto concreto, dando o seu dinheiro, você pode dar o seu coração”, concluiu Dom Gil, destacando gestos de solidariedade que marcam o momento da pandemia, como o auxílio de jovens aos mais velhos no uso da internet.

Clique aqui e confira, na íntegra, a transmissão da Missa de Ramos.

Você pode ver mais fotos da Celebração na página da Catedral no Facebook.

Fonte: site da Arquidiocese Juiz de Fora

Em tempos de igrejas sem missas presenciais, bispos falam sobre importância da contribuição do dízimo

dizimoNo atual cenário da pandemia mundial do novo coronavírus, a CNBB tem recebido diversos questionamentos sobre a necessidade de se recolher o dízimo. Para esclarecer as dúvidas, o portal da Conferência conversou com dom Murilo Krieger, atual administrador apostólico da arquidiocese de Salvador (BA).

Dom Murilo foi um dos responsáveis pelo documento da CNBB intitulado “O Dízimo na Comunidade de Fé: orientações e propostas”. O texto afirma que o princípio da doação, na perspectiva eclesial, é intrinsecamente ligado à vida cristã, é “compromisso de fé”. Para além disso, o documento anuncia que o dízimo tem quatro dimensões: religiosa, eclesial, missionária e caritativa.

Quando questionado se os católicos devem ou não oferecer o dízimo em tempos de igrejas sem missas presenciais, dom Murilo enfatizou que o fiel deve fazer questão de participar responsavelmente da vida de sua paróquia, oferecendo o dízimo como expressão de sua fé.

“A partir do momento que o fiel tem a consciência de que a oferta é uma colaboração para com a manutenção da Igreja, na perspectiva de que tudo o que tem recebeu de Deus e a Ele oferece uma parte do fruto de seu trabalho, e sabendo que sua paróquia tem compromissos com os funcionários, com o pagamento da energia elétrica, água, telefone, com a ajuda aos necessitados etc., o fiel faz questão de participar responsavelmente da vida de sua paróquia e oferece o dízimo como expressão de sua fé”, salientou.

“Sem muito esforço ele descobre que, se está passando por dificuldades, há outras pessoas que passam por problemas muito maiores”, disse dom Murilo.

Na entrevista, dom Murilo falou sobre o comprometimento do caixa das paróquias e dioceses, neste período. De acordo com ele, os párocos passarão por grandes dificuldades a partir de agora, mas também as dioceses, que se mantém com uma percentagem do que as paróquias recebem. “Como as paróquias têm suas receitas diminuídas, também a diocese receberá menos. Os desafios de paróquias e dioceses não são pequenos nem fáceis de serem superados, pois a vida continua e a comunidade precisará, mais do que nunca, da devida assistência”, garantiu.

Já sobre o significado e o valor da contribuição de cada um com o dízimo, especialmente neste período de quarentena e quaresma, dom Murilo recordou a preocupação que todos devem ter para com os necessitados. Segundo ele, a caridade deve ser organizada, sistematizada, para se atingir os mais necessitados, e atingi-los de maneira eficaz. “Parte do dízimo é direcionada para os necessitados da comunidade. Portanto, oferecendo o Dízimo, o fiel cumpre também seu papel social”, finalizou.

Consultado sobre o assunto, o secretário-geral da CNBB e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Joel Portella Amado, explica que o dízimo não deve ser visto como um “pagamento” e sim um “recolhimento”. “A comunidade de fé não pode ser vista como um local onde se paga a contrapartida por um produto recebido. Esse princípio se aplica, por exemplo, às lojas. Nunca a uma comunidade, pois as comunidades se assemelham às famílias. Não às lojas. Um irmão, mesmo distante, será sempre um irmão com quem devemos nos preocupar. Um freguês poderá até ser objeto de preocupação do dono da loja, mas não porque ali está uma pessoa e sim pelo fato do que aquela pessoa pode dar, no caso, o pagamento”, conclui.

Fonte: Site da CNBB

Confira a programação de transmissões da Catedral para a Semana Santa 2020

programacao semana santa 2

Neste ano toda a Igreja Católica vai experimentar uma Semana Santa diferente e, na Catedral, já está tudo pronto para a celebração do momento mais importante na vida dos cristãos, a festa da ressurreição de Cristo.

A Catedral elaborou uma programação especial, entre os dias 05 e 12 de abril, para transmitir e possibilitar que os fiéis participem das celebrações da Semana Santa em suas casas. As transmissões serão realizadas pela Web TV A Voz Católica e pela Rádio Catedral FM 102,3.

Confira aqui a programação completa das transmissões da Semana Santa na Catedral:

05 de abril - Domingo de Ramos
09h - Missa de Ramos presidida por Dom Gil Antônio Moreira

06 de abril - Segunda
12h e 19h - Missa

07 de abril - Terça
12h e 19h - Missa

08 de abril - Quarta
12h e 19h - Missa

09 de abril - Quinta
19h30 - Missa da Ceia do Senhor presidida por Dom Gil Antônio Moreira

10 de abril - Sexta
13h30 – Sermão das Sete Palavras com Dom Gil Antônio Moreira
15h - Ação Litúrgica presidida por Dom Gil Antônio Moreira

11 de abril - Sábado
19h - GRANDE CELEBRAÇÃO DA PÁSCOA: Bênção do Fogo Novo e do Círio Pascal, Proclamação da Páscoa e Renovação das Promessas Batismais.

12 de abril - Domingo da Páscoa
10h - Missa presidida por Dom Gil Antônio Moreira

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