Bênção a Juiz de Fora marca Vigília Pascal na Catedral Metropolitana

vigilia pascalNa noite do último sábado, 3 de abril, a Catedral de Juiz de Fora sediou a celebração mais importante do calendário litúrgico: a Vigília Pascal, durante a qual acontece a proclamação da ressurreição de Jesus. A Celebração Eucarística foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e contou com a presença dos padres e diáconos permanentes da Paróquia Santo Antônio.

No início da cerimônia, ainda do lado de fora da igreja, que estava na penumbra, houve a bênção do fogo novo e a preparação do Círio Pascal, que simboliza o Cristo Ressuscitado. Em seguida, o templo foi se iluminando aos poucos, chegando ao ápice no momento do “Glória”, quando o sino ressoou festivamente. Durante a Liturgia da Palavra, as leituras recordaram as maravilhas que Deus realizou ao Seu povo desde o início dos tempos. Após a homilia de Dom Gil, teve início a Liturgia Batismal, durante a qual os fiéis que acompanhavam a Eucaristia pelo YouTube da WebTV “A Voz Católica”, pelo Facebook da Arquidiocese e pela Rádio Catedral 102,3 FM renovaram as suas promessas batismais.

“Esta celebração é a central de todo o ano litúrgico dos cristãos. Não há nenhuma celebração mais importante do que a Páscoa, e a gente começa justamente a proclamação da Páscoa na Vigília Pascal, com as leituras bíblicas, com o rito da renovação das promessas do batismo e proclamação das aleluias pascais. É um dia de alegria, de exultação, mesmo sabendo que nós continuamos em um mundo exigente. Mesmo sabendo que estamos num mundo de pandemia, com tantos desafios, hoje é um dia de alegria, dia de agradecimento e de confiança em Deus”, apontou o Arcebispo Metropolitano.

A celebração também foi marcada pela bênção à cidade de Juiz de Fora com o Santíssimo Sacramento, realizada da porta da Catedral, ao final da Missa. “No silêncio da hóstia branca está Jesus ressuscitado para ser nosso alimento e nossa bênção. Neste momento tão difícil para todas as cidades, e também para a nossa, que tem um número muito grande de pessoas infectadas com o coronavírus, essa bênção representa uma oração que nós elevamos a Deus para que Nosso Senhor abençoe as nossas famílias, nos ajude a enfrentar esse momento difícil e dê força para aqueles que estão enfrentando a pandemia de maneira particular”, ressaltou.

Clique aqui e confira as fotos da celebração.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Liturgia da Paixão e Descendimento da Cruz acontecem na Catedral

acao liturgicaNa tarde desta Sexta-feira Santa, 02 de abril, a Catedral Metropolitana de Juiz de Fora sediou a Solene Ação Litúrgica das 15h, horário em que Cristo morreu crucificado. De portas fechadas, a celebração foi conduzida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e contou com a presença dos padres da Catedral.

A Ação Litúrgica começou com a prostração dos religiosos diante do altar, momento em que se deitaram no chão, de bruços, lembrando a hora exata da morte do Senhor. Logo após, houve Liturgia da Palavra, Oração Universal – acrescida pela prece pelos que padecem a pandemia do Covid-19 – e Adoração à Santa Cruz, seguida da Comunhão Eucarística. Novamente este ano, omitiu-se o beijo da cruz, sendo este substituído por um breve silêncio e inclinação da cabeça, no momento da Adoração, para comtemplar a cruz.

Dom Gil iniciou a homilia lembrando que a sexta-feira Santa é o dia de celebramos a salvação da humanidade, a grande misericórdia de Deus Pai e de nos convertermos. “Todos somos chamados, diante do Senhor, colocar e chorar, se preciso for, nossos pecados, traições, negações”. Usando o exemplo de Pedro, o Arcebispo orientou a todos a reconhecerem seus pecados e se converterem a cada queda.

Ele ainda falou que os pecados que mais ofendem ao Senhor são os cometidos pelos mais próximos, ou seja, nós cristãos, católicos. “O dia de sexta-feira santa é dia de conversão, de escutar a palavra e deixa-la cair no coração. Podemos nos aproximar do Senhor e ter um coração distante dele, como Judas”. Assim, ele pediu que neste dia, todos olhem para dentro de si mesmos e se perguntem: como anda minha vida espiritual? E meu cristianismo? Minha prática religiosa? Minha casa é verdadeiramente uma igreja doméstica?

Mais uma vez recordando o momento difícil vivido pelo mundo, Dom Gil pediu a todos que não percam a esperança. “É preciso ter confiança em Jesus, fazer deste tempo, que as vezes te dá mais tempo, tempo conversão”.

Dirigindo aos que estão sofrendo mais diretamente por conta da pandemia, acometidos com o vírus, os que perderam entes queridos, ou que estão trabalhando de forma incansável no combate a pandemia, o Dom Gil os animou com suas palavras. “Com tudo isso, participemos da paixão do Senhor! Façamos disso uma participação no calvário do Senhor, mas nunca percamos a esperança. Porque o calvário não foi uma residência, é passageiro. O túmulo não foi uma residência, é transitório. Chegou para Cristo para os apóstolos o dia da ressureição, chegou a vitória dada por Deus. Pensemos, tudo passa!”

descendimentoDescendimento da Cruz

Já a noite foi marcada pela cerimônia do descendimento da Cruz. O sermão foi realizado pelo Padre Leonardo Pinheiro, com a presença do Arcebispo, padres e diáconos. Dom Gil falou sobre o momento tão forte para a liturgia da Igreja. “Estamos representando aquele momento bíblico em que José de Arimatéia e Nicodemos desceram o corpo de Jesus do madeiro da cruz. Nossa senhora estava presente e recebeu-o em seus braços, ela o afagou com seu abraço de mãe. João Evangelista também estava presente com as santas mulheres.”

Devido ao momento delicado causado pela pandemia, Dom Gil lembrou que a tradição no Brasil é celebrar a data com procissões pela rua com a imagem de Jesus falecido. “Infelizmente não podemos fazer a procissão do enterro, celerada em todo Brasil. Por conta da pandemia temos que renunciar a isso, mas nossos corações acompanham Jesus e ele nos acompanha em nossa vida.”

O Pastor concluiu o momento reforçando que a espiritualidade da sexta-feira Santa possui um significado especial, pois recorda todos aqueles que estão sofrendo diante dos acontecimentos que estamos passando. “Nesse momento de pandemia o descendimento da cruz é muito importante, pois representa o sofrimento daqueles que estão padecendo e representa um afago do céu. Que Nossa Senhora nos acolha como mãe, como aquela que dá resposta à nossa fé e ao nosso sofrimento.”

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Missa da Ceia do Senhor recorda momentos anteriores à crucificação

ceia do senhorNa noite dessa quinta-feira, 1º de abril, a Igreja deu início ao Tríduo Pascal, auge da Semana Santa. Na Catedral de Juiz de Fora, a Missa da Ceia do Senhor foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e contou com a participação de todo o clero paroquial. A celebração desse dia recordou a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, o serviço do Lava-Pés e o Mandamento Novo.

“Durante a Semana Santa nós intensificamos aquilo que vivemos na Quaresma, sobretudo meditando com mais atenção, mais coração, mais amor, a paixão e morte do Senhor. No Tríduo Pascal nós celebramos tudo isso já com o coração voltado para o Domingo da Ressurreição”, apontou Dom Gil.

Após a celebração, houve uma pequena procissão com o Santíssimo Sacramento em direção ao salão paroquial. No local, Jesus Eucarístico foi colocado em uma urna. “Na Quinta-feira Santa, depois que termina a Missa da Ceia do Senhor, o Santíssimo Sacramento é recolhido numa capela especial, para que ali as pessoas possam adorá-Lo sabendo que Ele está vivo, mas celebrando respeitosamente a Sua morte”, explicou ainda o Arcebispo. Além disso, houve o rito da desnudação dos altares, que recorda o momento em que as roupas de Cristo foram tiradas, antes da crucificação. “Representando esse momento de sofrimento moral de Jesus, a Igreja pede para desnudar os altares, tirar as toalhas, mas sempre na esperança da veste nova do batismo, da veste nova da ressurreição”, ressaltou.

Dom Gil Antônio Moreira ainda comentou sobre as celebrações que os católicos viverão nos próximos dias. “Depois passamos para o recolhimento da sexta-feira, olhando para o Senhor que morre por nós. Dia de silêncio, dia de respeito, dia de jejum e abstinência. Entramos no sábado da expectativa e tudo culmina no domingo da ressurreição. Esta é a nossa Páscoa, esta é a Páscoa verdadeira. Páscoa significa passagem, libertação do pecado, libertação do mal e vitória da vida”.

O Arcebispo Metropolitano aproveitou para deixar uma mensagem, recordando o momento difícil que o mundo vive. “Neste tempo de pandemia muitas coisas nos desafiam, muitos problemas nos assolam, muitas situações estão colocando grandes dificuldades para muita gente. É preciso a gente assumir isso de forma pascal. É uma espécie de sexta-feira santa que estamos vivendo desde o ano passado, uma paixão do Senhor. Mas sem perder a esperança e o ânimo, chegará o momento da ressurreição, e nós queremos que ele chegue o mais rápido possível”.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

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