Celebração da alegria da Ressurreição encerra Semana Santa histórica

pascoaNo último domingo a Catedral Metropolitana recebeu o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira para a Missa de Páscoa. O dia da vitória de Cristo sobre a morte finaliza uma Semana Santa diferente de todas já vividas no local.

Novamente com a igreja vazia, devido às medidas de prevenção à pandemia de Covid-19, Dom Gil presidiu a celebração convidando a todos experimentarem da alegria. “Essa sensação de paz, de tranquilidade, de alegria que vivemos, é o que desejamos para todos nessa situação de pandemia”, afirmou ele no início de sua homilia.

Durante o sermão, ele frisou o desejo de Cristo doar-se pela humanidade e que a ressurreição é uma vitória de cada irmão. “Ele venceu o mal, o pecado, a morte. A vitória de cristo é a nossa vitória.”

Ao explicar a liturgia, pontuou do papel das mulheres na evangelização. “Jesus aparece primeiro a mulher, Madalena. As mulheres, portanto, levam a notícia da ressurreição. Na Igreja, hoje as mulheres que levam a noticia da ressurreição para todos os povos”.

O convite feito, no entanto, foi para que o homem velho dê lugar ao novo. Assim como fizeram os discípulos, que não entendiam a ressurreição, tiveram medo, deixaram Jesus, mas após sua vitória compreendem e sair para pregar. “A Igreja vai anunciando essa verdade. Muitas vezes encontra oposições, agressões, dificuldades, mas nunca deixa de pronunciar aquilo que o Senhor pretende que ela anuncie”, explicou o Arcebispo.

Nesse dia de exultação, o Administrador da Catedral, Padre José de Anchieta Moura Lima, e os Vigários Paroquiais, Mons. Luiz Carlos de Carlos e os padres Danilo Celso de Castro, Luiz Carlos Vitório e Antônio Pereira Gaio concelebraram com Dom Gil. Também participaram os diáconos Antônio Valentino da Silva Neto e Waldeci Rodrigues da Silva.

Ao final da missa, Dom Gil expressou sua gratidão a todos que participaram das celebrações da Semana Santa, seja colaborando para sua realização ou acompanhando as transmissões ao vivo. Em especial as equipes da Pastoral da Comunicação (Pascom) que ajudaram os padres a realizarem a divulgação das missas.

Em entrevista, ele confessou sua satisfação com a nova experiência vivida. “Esse ano tivemos que preparar tudo de repente, a Semana Santa de forma completamente diferente. Então a avaliação que eu faço, embora tenha sido uma correria, foi uma benção de Deus. Podemos atingir muito mais pessoas, não só a Catedral, mas tantas paróquias de nossa arquidiocese, e do mundo inteiro. Quando vezes o papa foi visto? Os bispos e padres.”

O pastor enxerga no cenário de pandemia algo positivo para o momento que a Arquidiocese de Juiz de Fora vive. “O Senhor nos deu um jeito novo de evangelizar. Inclusive, nós estamos tendo uma benção para nosso II Sínodo Arquidiocesano. Ele possui como lema: ‘Proclamai o Evangelho pelas ruas e sobre os telhados’. As ruas estão vazias, mas os moradores das ruas receberam a evangelização de forma muito mais intensa do que se gente saísse nas ruas procurando evangelizar. Tudo isso é motivo de alegria e crescimento para o sínodo!”.

Para o administrador paroquial, Padre Anchieta a experiência foi única. “Na minha vida de 35 anos de padre, que já estou fazendo, é a primeira vez que tivemos que assumir uma realidade dessas. Foi muito desafiante, mas muito rica”.

“Deixo a mensagem de páscoa, fazer a experiência de sair da dor, do sofrimento, para a glória, para a vida eterna que o senhor nos conduz. Queremos pedir a Deus para nos afastar do sofrimento”, concluiu ele, em entrevista.

Lembrando que a Ressurreição de Cristo dá início ao Tempo Pascal. Ele é celebrado durante sete semanas, até a vinda do Espírito Santo no Domingo de Pentecostes. Ele prolonga a alegria inigualável da Ressurreição e prepara para a vinda do Espírito Santo.

A primeira das sete semanas deste tempo litúrgico é a assim chamada “Oitava da Páscoa”, a ser encerrada com o “Domingo da Oitava da Páscoa”. Todos são convidados a participarem das missas durante estes dias. Na Web TV a missa é transmitida todos os dias, ao vivo, às 12h e reapresentada às 19h.

Confira as fotos da celebração no Facebook da Catedral.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora, com informações do Portal Aleteia

Ressurreição de Cristo é anunciada durante Vigília Pascal

sabado santoNa noite do último sábado, 11 de abril, o Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu a Solene Vigília Pascal na Catedral Metropolitana. A celebração teve início com a igreja na penumbra, ainda no espírito da morte do Senhor, recordada no dia anterior. Após a cerimônia de acendimento do Círio Pascal, imagem simbólica do Cristo Ressuscitado, o templo foi se iluminando aos poucos, chegando ao ápice no momento do “Glória”, quando o sino ressoou festivamente após dias de silêncio.

“Chegamos ao dia da Páscoa. Hoje podemos cantar, alegres no coração: ‘Cristo ressuscitou, aleluia!’. Aquele glória que nós não cantávamos durante a Quaresma, cantamos hoje, festivamente. As aleluias que nós não pronunciávamos, hoje cantamos solenemente. Os sinos que estavam silenciados desde quinta-feira agora tocam festivamente. É que Cristo ressuscitou, irmão, e não morre mais. E nós hoje celebramos em nosso meio a alegria dessa verdade”, disse o Arcebispo durante a homilia.

Dom Gil ainda relacionou a Páscoa do Senhor ao momento atual. “Nessa situação tão especial do mundo hodierno, marcado pela pandemia do novo coronavírus, a celebração da Páscoa representa, sem dúvida, um hálito de esperança, uma força que anima, sentimento que traz paz no meio das dúvidas e apreensões dos médicos e de toda a população”. E continuou: “Gostaria de oferecer essa noite santa, tão antiga na nossa Igreja, a Vigília que é a mãe de todas as vigílias, essa Páscoa do ano de 2020, a Deus em favor dos médicos, enfermeiros e ainda a todos os demais que trabalham no campo da sáude”.

Dois médicos estiveram presentes na celebração da Catedral, representando os profissionais de saúde de todo o mundo: Karen Ishii e Áureo de Almeida Delgado. Em entrevista, o gastroenterologista da Santa Casa de Misericórdia ressaltou a importância do respeito ao isolamento social e, também, da fé, no cenário atual. “Há necessidade de a população entender que é necessário ficar em casa. O isolamento social é a arma mais importante no momento para que a gente possa diminuir a curva de pacientes infectados e, com isso, diminuir o número de casos em pessoas que são mais vulneráveis. A doença vai ser curada através dos profissionais da saúde, dos medicamentos, mas a fé em Deus, a ajuda divina, também é extremamente importante”.

Após a homilia, foi realizada a cerimônia de bênção e aspersão da água, durante a qual os fiéis presentes e os que acompanhavam a Missa pela WebTV “A Voz Católica” e pela Rádio Catedral puderam renovar suas promessas batismais. Depois da Eucaristia, Dom Gil conduziu o Santíssimo Sacramento para a parte externa da Catedral, onde, de forma simbólica, abençoou Juiz de Fora e todo o território arquidiocesano.

Segundo o Arcebispo, este momento substituiu a procissão com o ostensório, tradicionalmente realizada após a Missa do Sábado Santo. A Bênção Pascal foi realizada a exemplo da Bênção “Urbi et Orbi”, dada pelo Papa Francisco da porta da Basílica de São Pedro no dia 27 de março. “Eu dei a bênção nos quatro pontos cardeais pedindo a Nosso Senhor que abençoe todas as nossas famílias: os católicos e os não católicos, os crentes e os não crentes; todos nós precisamos de proteção nesta hora. Esta bênção foi para toda a nossa cidade, para toda a nossa Arquidiocese, para todas as pessoas, pedindo a Jesus que, assim como Ele ressuscitou, também nos livre do poder deste vírus que pode nos levar à morte”, explicou Dom Gil. Em seguida, foi realizado breve momento de adoração eucarística no interior da Catedral.

Acesse o Facebook da Catedral e confira as fotos da Vigília.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Cerimônias da Sexta-feira Santa lembram Paixão e Morte de Cristo

sexta-feira siteNa última Sexta-feira Santa, 10 de abril, a Catedral Metropolitana de Juiz de Fora sediou duas cerimônias: o Sermão das Sete Palavras e a Solene Ação Litúrgica das 15h, horário em que Cristo morreu crucificado.

Ambas as celebrações foram conduzidas pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, contaram com a presença dos padres da Catedral e de poucos membros do Coral Benedictus.

O Sermão das Sete Palavras foi uma novidade este ano, porque a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) impediu que eventos com a presença de fiéis fossem realizados.

A Ação Litúrgica começou com a prostração dos religiosos diante do altar, momento em que se deitaram no chão, de bruços, lembrando a hora exata da morte do Senhor. Logo após, houve Liturgia da Palavra, Oração Universal e Adoração à Santa Cruz, seguida da Comunhão Eucarística. Neste ano, devido à pandemia de coronavírus a celebração não teve a participação de fiéis e também não aconteceu o tradicional “beijo na Cruz”.

Em entrevista, Dom Gil falou sobre a importância da Sexta-feira da Paixão. “É dia muito santo, de respeito, silêncio, meditação, jejum e abstinência. Nós fazemos isso por causa do Senhor, que deu a vida por nós, morreu na cruz para nos salvar. Todos os cristãos neste dia se inclinam reverentes diante da cruz de Cristo, na qual Ele nos salvou”.

sexta-feira site 2O arcebispo também fez um paralelo entre a Sexta-feira Santa, a Vigília Pascal e o Domingo de Páscoa. “Nós veneramos o Senhor que deu a vida por nós, o Cordeiro de Deus que derramou o Seu sangue no altar da Cruz para lavar os nossos pecados, mas estamos com a expectativa do Sábado e do Domingo, quando Ele ressuscitará. A Sexta-feira é um dia de recolhimento e o dia da Páscoa, é de exultação, Ele venceu a morte!”

Dom Gil concluiu sua fala dando uma bênção e pedindo que o “Senhor derrame seu sangue e interceda ao Pai para que possamos sair desse tempo de perigo do coronavírus”.

Acesse nosso Facebook e confira as fotos do Sermão das Sete Palavras e da Solene Ação Litúrgica.

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