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Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

Santíssima-Trindade-site-scaledA festa da Santíssima Trindade, celebrada no dia 7 de junho, nos recorda a verdade sobre Deus e a base sólida da Igreja de Jesus Cristo. No evangelho daquele domingo, escutamos o Senhor dizer que “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra tudo o que n’Ele crer, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 18).

Ao terminar sua missão na terra, Jesus envia os Apóstolos para evangelizar o mundo: “Ide por todo o mundo, fazei discípulos meus entre todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,20). São Paulo, na II carta aos Coríntios, despede-se de seu povo com esta expressão: “A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão com o Espírito Santo estejam com todas vós” (II Cor 13, 13).

Em muitos outros lugares Jesus nos fala da Trindade Santíssima e os apóstolos foram sempre fiéis a esta doutrina. Deus é uno e trino. São três pessoas distintas, mas inseparáveis. Por isso, repetimos muitas veze ao dia: Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre. Amém!

Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, no Egito, no século IV, grande teólogo no primeiro Concílio da Igreja em Niceia (325), escreveu:

Não devemos perder de vista a tradição, a doutrina e fé da Igreja Católica, tal como o Senhor ensinou, tal como os apóstolos pregaram e os santos Pais transmitiram. De fato, a tradição constitui o alicerce da Igreja, e todo aquele que dela se afasta deixa de ser cristão e não merece mais usar este nome.

Ora, a nossa fé é esta: cremos na Trindade, santa e perfeita, que é o Pai, o Filho e o Espírito Santo; nela não há mistura alguma de elemento estranho; não se compõe de criador e criatura, mas toda ela é potência e força operativa.

Santo Atanásio explica que todas as coisas foram criadas pelo Pai, por meio do Verbo, ou seja, por Cristo, e no Espírito Santo. Assim se dá também na salvação, na Páscoa, e na ação do Espírito Santo, em Pentecostes.

No Antigo Testamento não se encontram referências explícitas a não ser a Deus uno, pois os Deuses Filhos ainda não conheciam, revelado na encarnação do Verbo, o Messias que esperavam. Ao Espírito Santo, de forma imperfeita, se referiam apenas como uma força, mas não como uma pessoa divina.

Jesus, contudo, se apresenta como Filho de Deus Altíssimo e se refere ao Espírito Santo como uma pessoa distinta. Cristo é a luz que ilumina a mente humana para se conhecer a verdade plena. Com Ele aprendemos que Deus é uno, mas não é só; é três, mas não é dividido. Se Deus é amor, Deus só poderia ser comunidade, porque, para haver amor, é necessário haver aquele que ama, aquele que é amado e o amor em si. O Pai ama o Filho, o Filho ama o Pai e o Espírito Santo é o amor personificado entre o Pai e o Filho.

A festa da Santíssima Trindade tem profunda ligação com o Sínodo Arquidiocesano, pois nos recorda, outra vez, que Deus é um e é comunidade de amor, nos ensinando a etimologia do termo “Sínodo”, que significa Caminhar juntos. Em nossa vida pastoral e em nossa ação evangelizadora o princípio é este, buscando um objetivo único que é levar Cristo aos outros e trazer outros para Cristo, cumprindo nossa aspiração de formar uma Igreja em saída, tal quanto a Trindade Santíssima que não se fecha em si mesma, mas envia Deus Filho para nos salvar. A única razão de ser Igreja é a se tornar cada vez mais missionária. Por isso nosso hino sinodal canta “ide, ide evangelizar: proclamai o evangelho pelas ruas e sobre os telhados. Dizer ‘sinodalidade’ é dizer fraternidade e comunhão, conhecer as direções que o Espírito nos dá”.

A Santíssima Trindade é uma escola de amor e de paz. Assim vivamos para nos tornarmos, cada vez, a sua imagem e semelhança. Amém.


Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

Carta aos dizimistas

dizimoPrezado (a) Dizimista,

“A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma.
Ninguém considerava suas as coisas que possuía,
mas tudo entre eles era posto em comum.” (At 4,32)

O dízimo deve ser compreendido como partilha que santifica, fruto da generosidade, colocado a serviço da própria comunidade eclesial local e diferenciado de outras ofertas ou coletas; por isso, hoje, gostaríamos de agradecer a atitude generosa nesse momento tão difícil para todos nós. Sua contribuição nos impulsiona a seguir em frente na prática da evangelização diária.

Ao fazer a sua oferta do dízimo pela conta bancária, você pode enviar o comprovante do depósito para o e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., destacando o seu nome, o código da carteirinha e o mês para darmos baixa no sistema. Além disso, o dizimista que estiver com a carteirinha em casa deve anotar o mês em que está contribuindo para facilitar o seu controle durante a Pandemia do Coronavírus (Covid-19). Se a sua carteirinha estiver na recepção paroquial da Catedral, informamos que você pode fazer a sua oferta nos horários de segunda a sexta-feira de 7h às 18h. 

Ao celebrar a Eucaristia, levamos Jesus ao seu lar pela WebTV A Voz Católica, Rádio Catedral FM 102.3, Facebook da Catedral, de segunda a sexta, às 12h e 18h e aos domingos, às 10h. Nessa ocasião, incluímos no 2º domingo de cada mês as intenções de cada dizimista. 

Obrigado por fazer parte da nossa família dizimista!


Pe. José de Anchieta Moura Lima
Pela Equipe Paroquial – Adm. Paroquial


Dados bancários e informações pelos telefones: (32)3250-0700 / Contato pelo WhatsApp: (32) 98867-0419
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Enviai o vosso Espírito e renovareis a face da Terra!

PentecostesDurante as duas últimas semanas do Tempo Pascal, lemos, na liturgia, o grande diálogo de Jesus com os Apóstolos, nas vésperas de sua paixão, registrado por São João nos capítulos de 13 a 17 de seu evangelho. Tudo tem caráter de despedida que traz para os discípulos, ainda frágeis na compreensão dos mistérios de Cristo, um ar de tristeza, de medo, de preocupações.

Na última semana, até o 7º sábado, a Igreja nos apresenta textos finais das escrituras do Novo Testamento, encerrando todo o rito pascal com o último capítulo do evangelho joanino, onde o Senhor Ressuscitado dialoga com Pedro sobre o amor e seu rebanho, e com João sobre a parusia. Também a primeira leitura daquele dia apresenta a conclusão literária dos Atos dos Apóstolos, com a ação missionária de Paulo, mesmo acorrentado, em prisão domiciliar na cidade de Roma.

Porém, no dia de Pentecostes, tudo se dá, em certo sentido, ao contrário. As leituras nos falam de um tempo novo, feliz, vitorioso, alegre. O medo dá lugar à coragem, a tibieza ao ânimo, a fraqueza a uma inexplicável força interior. Esplêndida luz vem do alto, o fogo do amor de Deus lhes penetra a alma, um vento impetuoso lhes traz refrigério e os impulsiona com sua força. É o Espírito Santo que lhes preenche o ser. As portas do cenáculo se abrem, os discípulos saem exultando de alegria e anunciam, destemidamente, a boa nova do Evangelho, o kerigma, diante das autoridades que haviam condenado a Cristo: aquele que conduz à vida, vós o matastes, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas! (Atos 3, 15). É o grande anúncio dos tempos novos, onde as forças da morte perdem sua potência, e a vida vence.

Nasce a Igreja missionária. Com ela está Maria, aquela que esteve com o Senhor desde o momento da encarnação, na vida pública, na paixão, e agora não poderia deixar de estar na ressurreição e em Pentecostes. Ela sabe bem quem é o Espírito Santo, pois Ele a tomara por esposa (Cf. Lc 1,35).

Estamos, neste ano, vivendo no mundo inteiro um tempo de preocupações, de cuidados extraordinários, nunca antes experimentados por nós. Medo e sofrimento por tantas perdas de vidas e por perigo de inesperada contaminação são experimentados por toda parte.

Porém, uma nova luz já se levanta. A pandemia vai sendo vencida e em muitas partes do mundo ela já deu lugar à liberdade, ao menos parcial, como na Itália, onde as igrejas já estão abertas e as liturgias presenciais já iniciaram seu curso, embora ainda com muitas restrições.

Também, entre nós, isso acontecerá em breve, pela graça e força do Espírito Santo que celebramos. Nosso coração já se inflama como o dos discípulos de Emaús e já se alegra como o dos Apóstolos, fechados ainda no cenáculo naquela hora terça, da manhã de Pentecostes, na expectativa do momento exato da missão.

À semelhança deles, temos que aguardar o momento, em nosso Brasil, pois ainda corremos perigo, e o que nos salva são o isolamento social, a higiene frequentíssima das mãos, o álcool gel e as máscaras. Mas a hora da graça já se aproxima. Aguardemos o instante da alegria, pois não tardará. Nossos olhos estão fixos no céu, e cremos em tempos novos. Por isso, rezamos com convicção: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e renovareis a face da Terra!

Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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