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Eis o Tempo de Conversão

big 18343A quaresma é um tempo de renovação espiritual para a nossa Igreja, tempo de conversão e de fidelidade, tornando-a mais profundamente Povo do Senhor. Tempo de preparação para a celebração da Páscoa: Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus. Precisamos tomar a sério a advertência do Apóstolo Paulo: “Este é o tempo favorável, este é o dia da salvação” (2Cor 6,2).

A Quaresma é, para a Igreja, um momento de verdade, de se assumir como povo que o Senhor escolheu e conduz. É tempo para assumirmos corajosamente a nossa diferença, no mundo em que vivemos: diferença na fé, nas motivações e nos critérios. É tempo de penetrar no desígnio de Deus a nosso respeito, de percebermos que Ele tem uma vontade para o Seu Povo, em que revela os caminhos da vida e que nos fortalece com o seu Espírito, para que possamos caminhar na fé, na esperança e na caridade. Tomemos consciência de que a Quaresma tem de ser, para nós, tempo de discernimento e de fidelidade.

A primeira interpelação da Quaresma é a da conversão. É o grito, em tom dramático, do Profeta Joel: “Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração, não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor vosso Deus” (Jl. 2,12-13). E São Paulo, em tom igualmente sério, escreve aos Coríntios: “Nós vos pedimos, em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus” (2 Cor 5,20).

A Quaresma é um tempo em que somos chamados a viver ao ritmo da graça, recorrendo a todas as ajudas que, para isso, Deus nos dá, por Jesus Cristo, através da força sacramental da Igreja. Não tenhamos ilusões: muitas das fragilidades dos cristãos devem-se ao fato de reduzirem a sua vida à ordem da natureza, esquecendo que a retidão natural, mesmo que se consiga, não é ainda a santidade.

A Quaresma contém uma forte interpelação à conversão, o que significa aceitar os nossos pecados e a confiança na misericórdia transformadora de Deus. A conversão é uma experiência de realismo e de confiança: realismo de quem reconhece o seu pecado, confiança na infinita misericórdia de Deus: “Ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso” (Jl 2,13).

A Campanha da Fraternidade 2016 aborda o tema “Casa comum, nossa responsabilidade”. O lema bíblico para apoiar esta escolha baseia-se em Amós 5,24, que diz: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. A Campanha propõe um olhar mais amoroso para o planeta e para a natureza, criando assim uma consciência fraterna e lembrando que nossos recursos são limitados e precisamos cuidar bem deles para que assim possamos viver bem. A Campanha deste ano é ecumênica, ou seja, realizada em união com as igrejas cristãs pertencentes ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

Vamos viver com profundidade o tempo da Quaresma à luz da Campanha da Fraternidade como caminho de conversão e de graça. Eis o tempo de conversão, eis o dia da salvação.

Mons. Luiz Carlos de Paula
Pároco da Catedral Metropolitana

Igreja em Missão

diretrizesNeste espaço, nós vamos apresentar a cada mês a Missão da Igreja Católica no Brasil para os anos de 2015 a 2019. O objetivo geral desta é “EVANGELIZAR, a partir de Jesus Cristo, na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária, profética e misericordiosa, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida, rumo ao Reino definitivo”.

Em cada edição refletiremos sobre as urgências na Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil:
1) Igreja em estado permanente de missão;
2) Igreja: casa da iniciação à vida cristã;
3) Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral
4) Igreja: comunidade de comunidades;
5) Igreja a serviço da vida plena para todos.

A “Alegria do Evangelho” seja nossa esperança neste mês missionário. A igreja continua a ação evangelizadora de Jesus: “Ide e fazei discípulos...” (Mt 28,19) Até a próxima edição!

Pe. José Sávio Ricardo

Natal: Festa da Misericórdia

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Natal, o Filho eterno de Deus se fez carne por nós, no seio de Maria, sob a ação do Espírito Santo e nasceu em Belém de Judá. Maria “envolveu-o em panos e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7).

É preciso unirmo-nos à Maria e a José, aos pastores de Belém e aos magos do Oriente e a todos os Anjos, para adorar o Menino-Deus. A multidão dos Anjos louvava a Deus cantando: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2,14). O Filho de Deus se faz homem para nos salvar. O Deus de Misericórdia nos salva com sua vida na terra, com sua paixão, morte e ressurreição. Toda a vida de Jesus na terra foi um contínuo ato de amor ao Pai e à humanidade, uma oferenda permanente de amor, entrega e doação total.

O nascimento de Jesus, o Filho amado de Deus, é para o ser humano a máxima dignidade a que poderia aspirar. Ele fez sua a nossa humanidade para que nós pudéssemos participar da sua divindade.

Natal é tempo de contemplar com alegria este admirável mistério: a união entre Deus e o ser humano, entre o céu e a terra. Devemos celebrar o Natal, o nascimento de Jesus Cristo, não como um acontecimento do passado, mas como um evento de salvação que é para nós atual. Aquele que nasceu em Belém está conosco, hoje, no aqui e agora da nossa história e estará para sempre.

Natal é revelação da ternura de Deus para com cada um de nós, pois Ele vem ao nosso encontro e vem simples, humilde e pobre. Ele vem como criança que precisa dos cuidados de uma família. Natal é festa da família, da fraternidade, da solidariedade, da ternura e da paz. Celebra bem o Natal quem entra nesse clima de graça e de luz, quem de fato, se compromete em viver assim não só no dia do nascimento de Jesus, mas todos os dia da vida.

Natal, uma história de amor escrita pela pessoa e gestos de um Deus com feições humanas. Uma presença clara e visível de Deus. O apóstolo Paulo proclama: “Ele é a imagem do Deus invisível” (Col. 1, 15). É a imagem clara de Deus, que se pode ver e sentir. Ele é presença, é realidade, é concretude.

É importante lembrar que a Igreja abrirá o Ano da Misericórdia no dia 8 de dezembro, solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora e concluirá aos 20 de novembro de 2016. Em nossa Catedral celebraremos a abertura da Porta Santa no dia 13 de dezembro. O papa Francisco convocou a Igreja para que todas as pessoas possam experimentar a misericórdia de Deus. Assim escreve na Bula de proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia: “Decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na Misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia.

Com toda a Igreja acolhemos com alegria o convite do papa e desde já nos comprometemos em abrir as portas do nosso coração, das nossas casas, das nossas comunidades e das nossas Igrejas para que o Deus misericordioso possa entrar.

Celebremos o Natal do Senhor de modo digno, deixando que Ele ocupe o centro de nossa vida, de nossas atenções, acolhamos este presente do céu. Ele vem, é o nosso Senhor e Salvador que chega até nós. Sigamos seus passos, recordando a Palavra de Jesus: Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia e sede misericordioso como o Pai do céu é misericordioso.
Feliz Natal para todos.


Mons. Luiz Carlos de Paula
Pároco da Catedral Metropolitana

 

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