chamada blog

Artes na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora

pinturaA Sagrada Escritura nos revela que desde os tempos do Antigo Testamento, o Povo de Deus sempre teve um cuidado muito grande para com o Templo de Deus, a Morada do Altíssimo: “O zelo pela tua casa me consome” (Sl 69,10). Assim sendo, também os juiz-foranos com seus líderes católicos cuidaram e cuidam muito bem da Catedral e das demais igrejas.

A nossa Catedral Metropolitana foi construída em estilo romano. Ela possui seis altares laterais (Nossa Senhora de Fátima, São Francisco, Santa Mônica, Sagrado Coração de Jesus, Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora do Carmo), além do altar-mor. Diversos vitrais enfeitam a Igreja. No altar-mor, há três imagens: a do padroeiro, Santo Antônio, Nossa Senhora e São José. Um painel de mármore que retrata a morte de Santo Antônio enfeita o local, junto com desenhos de trigo e uva. A Igreja possui uma belíssima imagem de “Santo Antônio” que, recentemente, foi restaurada.

Outro destaque da Catedral são as pinturas. No altar principal, a Santíssima Trindade e Jesus pregando para os doutores da lei e para as multidões que o seguiam. Há, debaixo da abóboda, pinturas dos quatro evangelistas. No corredor, estão: Cordeiro de Deus, São Pedro e São Paulo, Anjos e Santa Cecília. Cada altar lateral também possui sua respectiva pintura e na entrada, perto da porta principal, São Pio X. Os quadros da Via-Sacra são feitos de gesso, coloridos e em alto relevo. Na área externa, próximo ao portão de entrada da praça temos uma estátua em tamanho natural de Dom Justino José de Sant’ana, primeiro Bispo de Juiz de Fora.

vitral“A arte sacra é verdadeira e bela quando corresponde, por sua forma, a sua vocação própria: evocar e glorificar, na fé e na adoração, o Mistério transcendente de Deus, beleza excelsa invisível de verdade e amor, revelada em Cristo, ‘resplendor de sua glória, expressão de seu Ser’ (Hb 1,3), em quem ‘habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Cl 2,9), beleza espiritual refletida na Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus, nos anjos santos. A arte sacra verdadeira leva o homem à adoração, à oração e ao amor de Deus Criador e Salvador, Santo e Santificador’. (Catecismo da Igreja Católica §2502)

Nos últimos anos, a Catedral vem sendo reformada com grande cuidado para que seja respeitada a sua história. A pintura da cúpula, que está em fase de conclusão, retrata a Assunção de Nossa Senhora, Mãe de Deus e nossa e Santo Antônio, em três momentos de sua vida: na pregação aos peixes, na passagem em que a mula se curva diante do Santíssimo Sacramento e na sua ida para o céu, sendo acolhido por Jesus. Em breve começaremos a fase de restauração e pintura interna recuperando as pinturas antigas. 

Como afirmou o Papa Francisco: “Em todas as épocas, a Igreja apelou às artes para dar expressão à beleza de sua fé e proclamar a mensagem evangélica da magnificência da criação de Deus, da dignidade do homem, criado à sua imagem e semelhança, e do poder da morte e ressurreição de Cristo levar redenção e renascimento a um mundo marcado pela tragédia do pecado e da morte”.

A Arte Sacra evangeliza, abre o coração do ser humano para que ele possa acolher Deus e a sua Palavra e assim, viver em comunhão com Aquele que é digno de toda honra e toda glória.

 

                                                    Dom Gil Antônio Moreira
                                            Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora


Natal, Festa da Ternura

FamiliaEstamos vivendo o último mês do ano e nele celebramos muitos momentos marcantes na nossa vida eclesial. Começamos um novo Ano Litúrgico com o Tempo do Advento, que nos prepara para a Celebração do Natal e também para a volta de Jesus Cristo, visivelmente, no final dos tempos.

O mês de dezembro nos coloca diante da importância da avaliação da nossa caminhada anual, momento em que percebemos nossas conquistas e falhas e nos projetamos para o ano novo que se aproxima; isto deve acontecer em nível pessoal, familiar, eclesial e social.

É Natal. Nós só entendemos, de verdade, o que é o natal se o contemplarmos olhando o Deus-criança. Então, entendemos a grandeza desta festa, pois percebemos a humildade de Deus, que quer ser um de nós, fazendo parte de nossa história, assumindo as nossas condições humanas, para que, assim, possamos sentir o Deus que se interessa pela nossa vida concreta porque partilha da nossa história.

O espírito de Natal deve ser o grande inspirador de todos os nossos projetos. O nascimento de Jesus é o grande projeto amoroso de Deus para levar toda a humanidade à salvação plena, à fraternidade, a condições dignas. Deus entra na história para fazê-la história de grandeza espiritual e ética, transformando todas as realidades. O Evangelho proposto por Cristo é o grande projeto de valores éticos e humanos capazes de dar rumos mais felizes à história das pessoas e dos povos.

Natal é a presença de Deus em forma de criança! Um Deus que chega peregrino, sem casa e sem berço, mas acalentado pelo carinho de Maria e de José. Ele quis ter uma família. Cristo é a presença visível de Deus na nossa história, é uma presença que não mais acaba. É fraterna, perene e transformadora.

“Nasceu para nós o Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11). Na união com Ele, no compromisso com o seu Evangelho, o mundo caminhará para a reconciliação e a paz, eliminando o mal e construindo o Reino do amor. É necessário que busquemos a paz onde ela se deixa encontrar: na gruta de Belém, pois, mesmo muitas vezes inconsciente, o mundo deseja ver Jesus, pois só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

                                                    Mons. Luiz Carlos de Paula
                                                          Pároco da Catedral



Nós Cremos na Vida Eterna

nuvemA verdade central do cristianismo é a ressurreição de Cristo, base de todas as outras afirmações da fé cristã. Aceitar a ressurreição de Cristo é aceitar sua pessoa, sua obra, sua missão e sua glorificação.

Cremos firmemente que da mesma forma que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos e vive para sempre, assim também, depois da morte, viveremos para sempre com o Senhor ressuscitado. O próprio Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11, 25). 

Ao celebrarmos o dia de Finados, lembramos nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida. Eles continuam vivendo, pois, para nós que cremos “a vida não é tirada, mas transformada. E desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível.” 

São Paulo nos diz: “Sabemos, com efeito, que, quando a nossa morada terrestre, a nossa tenda, for destruída, temos uma habitação no Céu, obra de Deus, uma casa eterna, não construída por mãos humanas” (2Cor 5, 1-10).

Nesta data, devemos celebrar a vida: vida plena vida completa, vida que começa aqui e desabrocha na eternidade. Finados é fim de uma história temporal e começo de uma história plena, junto de um Deus -Homem ressuscitado, Cristo Jesus.

O dia de Finados nos coloca diante da realidade da morte, esta não é o fim, mas a passagem para o definitivo. Nossa vida não termina na morte. O texto da Carta aos Hebreus nos esclarece: “Está determinado que os homens morram uma só vez e depois disso vem o julgamento” (Hb 9, 27).

O Catecismo da Igreja Católica assim se expressa: “A morte é o fim da peregrinação terrestre que Deus oferece para realizar a sua vida segundo o projeto divino e para decidir o seu destino último. Quando tiver terminado o único curso da nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres, pois os homens devem morrer uma só vez.” 

A visita ao cemitério, as flores, as velas, as orações são manifestações de fé, demonstram que cremos que a vida continua. As flores simbolizam nosso desejo de que as pessoas que partiram alcancem a felicidade eterna; as velas, que estejam na luz que não se apaga e as orações, nossa intercessão e comunhão, pois todos nós somos filhos e filhas de Deus.

A celebração de Finados, portanto, não termina num túmulo, num cemitério, pois para o cristão, a ressurreição é a plenitude da própria vida, uma vida que não termina, mas apenas se desloca para um posicionamento muito melhor: sai do tempo e entra na eternidade.

A Igreja Católica, em sua tradição, com base na Sagrada Escritura, sempre valorizou o respeito ao cemitério, o sepultamento respeitoso, mas com dignidade, as manifestações junto aos túmulos como flores, velas acesas, cruz, e sobretudo a oração em favor dos que
partiram. Cremos que há uma unidade entre a nossa vida e a vida dos que morreram, cremos na comunhão entre todos os membros do Corpo de Cristo. (CIC 962).

                                                             Mons. Luiz Carlos de Paula
                                                          Pároco da Catedral Metropolitana


Arquivos

Tags

  1. Facebook
  2. Twitter
  3. Instagram
  4. Video