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Santo Antônio: Padroeiro de Juiz de Fora

DSC05973 400x306Além de ser padroeiro da cidade, Santo Antônio é padroeiro da Arquidiocese de Juiz de Fora, da Catedral Metropolitana e do Seminário Arquidiocesano. É comemorado no dia 13 de junho, feriado municipal. O que muitas pessoas não sabem é de onde vem esta devoção a um dos santos mais populares da Igreja Católica.

De acordo com o documento produzido em homenagem ao Jubileu Áureo da Arquidiocese, “Juiz de Fora: Nossa História é de fé, Nossa Igreja tem arte”, a devoção da cidade a Santo Antônio surgiu bem antes de sua emancipação política, quando Juiz de Fora era apenas uma vila. A devoção teria sido trazida pelos portugueses.

Relatos históricos narram que o fazendeiro Antônio Vidal deu exemplo dessa devoção, em 1741, quando decidiu pedir licença para construir uma capela com a invocação do santo. Por ter seu nome homônimo ao de Santo Antônio, acredita-se que essa atitude foi uma homenagem ao santo, o que remete a uma “hereditariedade” da fé.

“O arraial de Santo Antônio do Paraibuna se formou não só a partir da movimentação proveniente do Caminho Novo, mas também em virtude das manifestações de religiosidade das pessoas que sentiram a necessidade de construção de uma capela”, diz o documento a respeito do espaço coletivo, que se tornou ponto de referência.

Em 1850, a então Vila de Santo Antônio do Paraibuna de Juiz de Fora teve sua capela de Santo Antônio elevada à categoria de paróquia, a qual se tornou a matriz, no mesmo local onde se encontra hoje, como a Catedral Metropo-litana de Juiz de Fora.


NA IGREJA: “SANTO ANTÔNIO FUJÃO”depoisrestaurado stoantoniofujao 208x400

A imagem de Santo Antônio Fujão, foi a primeira de Juiz de Fora e possui mais de 200 anos. Conta-se que quando foi construída a capela de Santo Antônio de Juiz de Fora, em meados do ano de 1844, à margem da Estrada Geral (hoje avenida Barão do Rio Branco), trouxeram em procissão a imagem de Santo Antônio para o novo templo. Porém, a imagem teria sumido e aparecido na sua capelinha de origem. Tornaram a levar a imagem do santo para a nova capela, mas novamente ela retornou para seu local de origem. Daí o nome “Santo Antônio Fujão”. A imagem é preservada até hoje, passou por um processo de restauração e ela é exposta durante a Festa de Santo Antônio, no dia 13 de junho.

SANTO ANTÔNIO: PEQUENO HISTÓRICO DE VIDA

Santo Antônio nasceu em Lisboa no ano de 1195, recebendo no batismo o nome de Fernando de Bulhões. Inicial-mente, tornou-se frade regrante de Santo Agostinho, e em 1220 passou para a ordem de São Francisco, assumindo o nome de Antônio. O sobrenome de “Pádua” relaciona-se à cidade italiana onde ele viveu seus últimos anos e conserva até hoje suas relíquias.

A Semana Santa

semana santa cruzA cada ano celebramos uma semana diferente; é a chamada Semana Santa. Nesta Semana devemos rezar, refletir, fazer silêncio, adorar e também contemplar uma história única. Esta Semana coloca diante de nossos olhos, sobretudo do nosso coração, os acontecimentos centrais da história da salvação, cujo personagem principal é o Homem-Deus, O Cristo Jesus, Salvador da humanidade.

Celebrar a Semana Santa é trazer ao mundo de hoje o drama divino-humano da salvação da humanidade, a qual dá nova orientação à história. Os fatos acontecidos no Monte Calvário querem gerar vida nova para que cessem os mecanismos de violência e de morte e se prolongue o nascimento de vida, de amor e de paz.

Jesus Cristo morre para que todos tenham vida e vida em abundância. Ele morre para que a salvação possa alcançar a história de toda a humanidade. Morre para destruir o pecado. Morre porque ama. Morre para que da escuridão da sepultura possa surgir o mundo da Ressurreição, da luz, da alegria e da vitória. Morte que dá uma vida que jamais acabará.

A Semana Santa é o momento mais forte de todo o Ano Litúrgico, pois nela celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, ou seja, a Páscoa. Na páscoa de Jesus está a páscoa da Igreja e a páscoa de todo cristão. A Semana termina com a vitória da Vida, ou seja, com a Ressurreição de Cristo.

Jesus veio, evangelizou, assumiu a cruz, morreu e foi sepultado, mas não ficou no domínio da morte, Ele ressuscitou glorioso. Cristo é o Eterno Vitorioso; superou todos os obstáculos do mal e realizou a integral libertação. A Ressurreição de Cristo tem um caráter solidário. Ele ressuscitou para que outros pudessem também ressuscitar. A Ressurreição de Cristo faz descortinar um novo estado de coisas, uma nova realidade, sua glorificação tem um alcance cósmico. É o triunfo de toda a criação, porque no corpo de Cristo glorificado se encontra a elevação de toda a criatura. Tudo participa da glorificação do Homem-Deus.
Celebrar a Ressurreição é vislumbrar um mundo novo: o mundo onde reina a vida, a paz, o amor, a justiça e a verdade.

                                                              Mons. Luiz Carlos de Paula
                                                                  Pároco da Catedral
                                                 Vigário-geral da Arquidiocese de Juiz de Fora

 

Quaresma: Tempo de Conversão

quaresmaNa quarta-feira de cinzas, a Igreja abre o tempo especial chamado Quaresma. São quarenta dias de reflexão, interiorização e conversão para tornar mais profunda a consciência do que é ser cristão. Quaresma não é tempo de tristeza ou solidão, mas sim de amadurecimento espiritual. O ser humano precisa de momentos fortes para aprofundar suas opções de vida, necessita avaliar a sua caminhada à luz da Palavra de Deus e da oração.

Os quarenta dias evocam momentos importantes da história do povo de Deus: o dilúvio, que durou 40 dias e 40 noites; Moisés, que durante 40 anos ficou no deserto com o povo a caminho da Terra Prometida; o profeta Elias, que caminhou 40 dias até o Monte Horeb em direção ao Senhor, e Jesus, que jejuou 40 dias no deserto.

A Quaresma é o período em que a Igreja prepara-se para a Páscoa, através da oração mais intensa, do jejum e da vivência profunda da caridade, buscando, assim, uma conversão sincera.

A oração ajuda a comunidade e cada batizado em particular, no discernimento do projeto de Deus. A oração desperta e aviva a consciência de que todos somos irmãos, chamados a ter a vida plena.

O jejum é expressão de desprendimento e de liberdade face aos bens terrenos que dispõe a pessoa para a vivência da fraternidade e da solidariedade.

A esmola coloca a comunidade e cada pessoa em sintonia com os mais necessitados e excluídos. Nesse confronto somos chamados à partilha, motivados pela fé e pelo amor aos irmãos e irmãs. 

A Quaresma vivida num processo de conversão contínua nos levará à celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, possibilitando-nos a experiência profunda de inserção no Mistério Pascal de Cristo; Mistério que atua no presente da vida humana até completar-se na eternidade.

                                                            Mons. Luiz Carlos de Paula
                                                         Pároco da Catedral Metropolitana
                                                   Vigário-geral da Arquidiocese de Juiz de Fora


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