Cenáculo São João Evangelista é elevado à condição de Santuário Eucarístico Arquidiocesano

DSCN7993A Arquidiocese de Juiz de Fora esteve em festa na manhã desta quinta-feira, 30 de maio, Solenidade de Corpus Christi, com a elevação do Cenáculo São João Evangelista à condição de Santuário Eucarístico Arquidiocesano.

A Santa Missa de instalação solene foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, pelo Superior da Província Nossa Senhora de Guadalupe, Padre Marcelo Carlos Silva, SSS, pelo Capelão do Cenáculo, Padre José Elissandro Santos de Santana, SSS, pelo Pároco da Catedral, Padre João Paulo Teixeira Dias, entre outros sacerdotes.

O decreto da ereção canônica do Santuário dedicado à Eucaristia foi lido pelo Chanceler da Cúria Metropolitana, Padre Eder Luiz Pereira, durante a Celebração, e entregue pelas mãos do Arcebispo para as Irmãs Servas do Santíssimo Sacramento. O documento confirmou a forte expressão de devoção eucarística, presente há mais de 74 anos no oratório anexo ao convento das religiosas, dentro do contexto do Ano Eucarístico vivido em toda a Arquidiocese de Juiz de Fora, através do qual busca-se promover o culto eucarístico.

O templo, localizado na avenida central da cidade juiz-forana, está sob os cuidados dos Padres da Congregação do Santíssimo Sacramento e das Servas do Santíssimo Sacramento, fundados por São Pedro Julião Eymard. Este é o terceiro santuário criado por ocasião das celebrações do Centenário Diocesano e o quinto de nossa Igreja Particular. “Tudo isso vem para aumentar as condições para que o povo possa conhecer, amar, adorar a Jesus de maneira mais perfeita e com mais dedicação. Somos muito agradecidos às Irmãs Servas do Santíssimo Sacramento e à Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento pelo trabalho que fazem. Agora, contamos com maior força por parte deles para expandir, cada vez mais, a obra eucarística, seja para a celebração da Santa Missa sempre mais elaborada, seja para o culto eucarístico fora da missa, especialmente a bênção e a adoração perpétua”, declarou Dom Gil.

A escolha da data para a instalação do Santuário, segundo o Arcebispo, não poderia ter sido mais propícia. “Quisemos promover esse Santuário Eucarístico Arquidiocesano instalando justamente no dia de Corpus Christi. Não tinha data melhor para isso do que esse momento em que a Igreja, no mundo inteiro, celebra a festa do Corpo e Sangue de Jesus Cristo.”

III Semana Eucarística

Como um caminho de preparação para a grande festa, de 23 a 29 de maio, foi realizada a terceira edição da Semana Eucarística, promovida pela Congregação do Santíssimo Sacramento e pelas Servas do Santíssimo Sacramento. As atividades foram motivadas pelo versículo bíblico “Fazei de nós um só Corpo e um só Espírito” (cf. Ef 4,4), em sintonia com o Ano Eucarístico Arquidiocesano.

Com uma programação que envolveu Celebrações Eucarísticas, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, oração do terço, concerto eucarístico e o Lucernário, a Semana Eucarística contou com uma grande participação dos fiéis. “De modo muito especial, agradecemos a todas as pessoas que participaram conosco e vivenciaram esses momentos de cultura, culto e caridade”, disse Padre Elissandro, SSS.

Com foco na Eucaristia, o evento é realizado anualmente na semana que antecede a Solenidade de Corpus Christi nos santuários, igrejas, cenáculos e basílicas administrados pelos sacramentinos. No Brasil, a Semana Eucarística acontece há 98 anos, tendo sido iniciada no Rio de Janeiro. “Para a nossa Congregação do Santíssimo Sacramento, preparar para a Solenidade de Corpus Christi, com toda a semana voltada à Eucaristia, é uma experiência de aprofundamento da espiritualidade cristã eucarística, cujo centro brota do Cristo no Corpo entregue e no Sangue derramado. Por isso, em quase todas as comunidades de missão em nossa Província, especialmente no Brasil, temos a tradicional Semana Eucarística”, pontuou o Provincial, Padre Marcelo, SSS.

DSCN8065Espaço sagrado na presença de Deus Vivo

Enquanto lugar sagrado, ao qual os fiéis se dirigem por motivo de piedade, o Santuário Eucarístico Arquidiocesano desfrutará de todos os privilégios estabelecidos por direito, inclusive das indulgências plenárias. Quem se dirigir ao templo, também encontrará Celebrações Eucarísticas, sacramento da reconciliação, apoio espiritual, adoração ao Santíssimo Sacramento e catequeses eucarísticas, como o Eucaristizai.

O Arcebispo Metropolitano explica o significado desse espaço consagrado para a espiritualidade. “O Santuário é um templo especial, reservado para coisas diferentes e sublimes. Como a palavra diz, é um lugar de santificação, onde as pessoas vão para serem santificadas pelo olhar de Deus. Lugar do silêncio eloquente e precioso de Deus. Como Santuário Eucarístico, nos coloca de maneira ainda mais plena na presença de Deus.”

Ministra da Eucaristia e frequentadora do Cenáculo há cerca de 10 anos, Maria da Conceição de Paula Amaral destacou a importância de celebrar a instalação do Santuário, sobretudo no aspecto espiritual, tendo sempre a figura de Cristo como foco central. “Jesus está acima de tudo! Por mais que a gente ornamente a igreja e demonstre um carinho, que o ambiente seja acolhedor e bonito aos nossos olhos físicos, a graça de Deus está muito além do que a gente vê, como diz São Paulo.”

Ela deseja que a partir de agora, mais do que nunca, o templo seja considerado um lugar sagrado de verdadeiro e profundo encontro com Deus. “Eu espero que as pessoas agora não venham apenas como uma visita, não como curiosidade. Espero que elas venham por Jesus, que é a fonte viva de cada coração.”

O Capelão do Santuário afirma que as portas do templo estão abertas a todos e deixa um convite especial para os fiéis: “O nosso coração se alegra em Cristo Jesus, Senhor único da nossa vida, e que Ele siga abençoando, guardando, protegendo você e seus familiares. Esse espaço é seu! Venha! Esteja conosco em adoração nos momentos oportunos para que o amor de Deus siga nos orientando, abençoando e cuidando da nossa vida, do nosso ser e da nossa história”, afirmou Padre Elissandro.

A Missão Eucarística com as Servas do Santíssimo Sacramento

As Irmãs Servas do Santíssimo Sacramento estão presentes na cidade de Juiz de Fora desde dezembro de 1949, realizando com competência, sacrifício e perseverança um trabalho reconhecido no Cenáculo São João Evangelista. A Irmã Abgair Moreira, SSS, Delegada da Madre Geral, conta um pouco da chegada da Congregação em nossa região: “A partir do momento em que a Irmã Emerenciana conheceu nossas Irmãs no Rio de Janeiro, estando viúva, quis entrar em nossa Congregação. Ela fez a formação em São Paulo e nisso, Dom Justino nos convidou para vir a Juiz de Fora. Apoiados pela Família Assis, as Irmãs vieram para a cidade e começaram a casa em frente à Catedral. Depois, ela comprou o terreno para a construção do Cenáculo. O nosso Cônego Isnard Gama foi nosso Capelão desde a chegada das Irmãs até morrer e, inclusive, foi velado em nossa capela. Mas o interessante é que a Irmã Emerenciana, apesar de ter entrado idosa, ainda viveu 25 anos como religiosa do Santíssimo Sacramento. E toda esta herança que nós temos partiu dela, mas com a bênção de Deus, a fidelidade das Irmãs, muito trabalho e muita luta.” O prédio atual do templo, de acordo com a religiosa, foi inaugurado em 1956, mas a capela lateral é anterior, sendo também da década de 50.

Esta é a primeira vez que as Servas do Santíssimo Sacramento assumem um santuário. Para a Irmã Abgair, a novidade para a história da Congregação feminina carrega um sentimento de gratidão e ansiedade. “É uma inovação que Dom Gil criou e nós esperamos que vá em frente, que dê certo e dê frutos porque o que mais nós queremos é que Jesus cresça, ainda que nós diminuamos. Nós aceitamos essa proposta justamente porque a Eucaristia não nos pertence: é dom de Deus para a vida do mundo! E o que nós queremos é abrir nossas casas para que essa vida transborde abundantemente, floresça e cresça nessa fé no Deus vivo e verdadeiro, presente na Eucaristia”, revelou a religiosa.

O Arcebispo de nossa Igreja Particular definiu como “destacável” a atuação das filhas espirituais de São Pedro Julião Eymard dentro da história centenária da Arquidiocese de Juiz de Fora, enaltecendo os 74 anos de presença da família Sacramentina. “Nós queremos dar valor, reconhecer o trabalho, aplaudir a obra e desejar que Nosso Senhor mande muitas vocações a elas, para que possam permanecer sempre conosco e auxiliar-nos nessa Igreja Particular”, desejou Dom Gil.

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Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora, com a colaboraçao de Brenda Melo

Diácono permanente celebra aniversário de ordenação

diacono waldeciA comunidade paroquial da Catedral está em festa. Hoje, 29 de maio, o diácono permanente Waldeci Rodrigues da Silva, celebra 13 anos de ordenação diaconal. Diácono Waldeci nasceu em Caratinga, foi ordenado diácono permanente em 2011 e, desde então, atua na Catedral.

Entre as suas diversas atividades uma se destaca, desde o início da pandemia alimenta um grupo de Whatsapp que criou com o intuito de encaminhar aos participantes uma breve mensagem sobre o Evangelho do dia, o nome do grupo é "Gotas de Evangelização". Além da assídua participação em nossa Pastoral Social, principalmente, por meio do SOS Cristão, realizando visitas nas casas das famílias cadastradas.

“Para mim, ser diácono é ser imitador de Cristo. É exercer a própria diaconia de Cristo Servo; sendo humilde, servo e servidor. O diácono, exercendo a tríplice missão (diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade), tem a graça de participar efetivamente das ações litúrgicas e do serviço do altar e ser instrumento para que a Palavra de Deus seja anunciada, sobretudo, no exercício de sua principal atividade que é a caridade. Ser diácono é voltar os olhos para os pobres, os humildes, aqueles que estão necessitando de alimento material e espiritual. É viver a dupla sacramentalidade, pois sendo casado, deve viver no amor e na fidelidade do seu matrimônio, assim como deve ser fiel ao seu ministério diaconal, que não é seu, mas do próprio Cristo”.

Fiéis celebram festa de Corpus Christi

corpuschristi siteokMissas e procissão vão marcar o feriado de Corpus Christi na Catedral Metropolitana. Nesta quinta-feira, 30 de junho, a igreja terá missas às 07h, 08h30, 10h e 12h.

O destaque da programação será à tarde, com uma celebração que reunirá todas as paróquias da Forania Santo Antônio na praça da Igreja Bom Pastor. A Santa Missa, marcada para as 16h, será presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. Logo após, haverá procissão luminosa em direção à Catedral, onde haverá a bênção do Santíssimo Sacramento.

O que os católicos celebram no dia de Corpus Christi?

Corpus Christi significa "Corpo de Deus", "Corpo de Cristo". A festividade é a comemoração solene da instituição do Santíssimo Sacramento. Propriamente, é a quinta-feira da Semana Santa o dia da instituição da Eucaristia, mas a celebração da paixão e morte de Cristo, na sexta-feira santa, não permite expansões de alegria. A Festa de Corpus Christi, então, é celebrada na quinta-feira, após a Festa da Santíssima Trindade.

Origem da Festa de Corpus Christi

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o papa Urbano IV estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração. A procissão com a hóstia consagrada, conduzida em um ostensório, é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No país, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento, esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a missa, o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração.

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