CNBB cria Comitê de Gestão Administrativa e Financeira em vista de mais transparência

GestãoNo artigo abaixo, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fala do modelo de gestão que vem sendo implementado pela nova presidência da entidade. Entre as novidades, está a criação de um Comitê de Gestão Administrativa e Financeira. Segundo dom Walmor, o gesto configura-se como “um passo importante da Conferência, em sua sólida e reconhecida trajetória, no zelo com os recursos que promovem e garantem trabalhos de evangelização e a dedicação e cuidado com os mais pobres, opção prioritária da Igreja”. Saiba mais sobre a forma de gestão em implementação na Conferência dos Bispos.

Honestidade exemplar

Agir com transparência é dever cidadão, irrenunciável compromisso de quem professa, com autenticidade, a fé cristã católica. É exatamente este caminho que a Igreja procura cada vez mais ensinar e promover, não apenas com palavras, mas a partir de gestos concretos, oferecendo um testemunho cristão genuíno, capaz de inspirar diferentes segmentos da sociedade. Nesse sentido, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tem seu Conselho Econômico e criou o Comitê de Gestão Administrativa e Financeira. Um passo importante da Conferência, em sua sólida e reconhecida trajetória, no zelo com os recursos que promovem e garantem trabalhos de evangelização e a dedicação e cuidado com os mais pobres, opção prioritária da Igreja.

Com o Conselho e Comitê Gestor, a gestão dos recursos torna-se ainda mais transparente, permitindo que a colegialidade da CNBB, seu principal tesouro, inspire também mecanismos de controladoria e fiscalização. Uma iniciativa que deve servir de exemplo para as diferentes instituições que buscam investir em mecanismos que representam uma contribuição na prevenção e combate aos riscos da corrupção. Isso porque ninguém está imune deste mal, conforme ensina São Gregório Magno, citado pelo Papa Francisco, na Bula Apostólica Misericordiae Vultus. É preciso, pois, enfrentá-lo com coragem e humildade.

O Santo Padre faz distinção entre corrupção e pecado. A corrupção é mais grave, pois se trata de “uma contumácia no pecado, que pretende substituir Deus com a ilusão do dinheiro como forma de poder”. Na contramão desse domínio do dinheiro está o compromisso com a adoção de uma conduta honesta. A criação do Conselho Econômico é sinal genuíno de que os bispos do Brasil têm essa consciência. A administração do bem comum seria diferente, melhor, se cada pessoa reconhecesse a preciosa indicação do apóstolo Paulo: o dinheiro é a raiz de todos os males.

Esse reconhecimento é o primeiro passo para que todos, permanentemente, cultivem a honestidade. Estejam atentos aos limites que não podem ser ultrapassados, certos de que o melhor é ter credibilidade e estar tranquilo quando alguém solicita uma prestação de contas. Tranquilidade, credibilidade e a consciência em paz são qualidades dos que agem de modo coerente com os ensinamentos do Mestre Jesus. O ser humano comete falhas, peca, mas não pode ser corrupto. O convite é para seguir na direção oposta, da santidade, fazendo o bem, em sintonia com o amor de Deus.

Não há caminho mais promissor para vencer a corrupção do que a permanente busca por uma vida em santidade. E a santidade pressupõe assumir que longe de Deus somos todos incompletos. A Igreja nos ensina que a santidade, caminho contrário ao da corrupção, não é ideal distante, uma condição restrita aos cristãos dos primeiros séculos. Todos se espelhem no exemplo de Santa Dulce dos Pobres, que evangelizou em um contexto urbano, semelhante ao que se vive na atualidade. Dedicou-se incansavelmente aos pobres.

Para isso, Santa Dulce dos Pobres exerceu exemplar administração dos recursos que lhe eram confiados. Mesmo muito doente, já no fim de sua caminhada entre nós, conseguiu consolidar uma rede de solidariedade. Isto não se faz sem honestidade, transparência e credibilidade. A sua canonização é um presente do Papa Francisco ao povo brasileiro. Todos possam se inspirar, sempre mais, no exemplo de Santa Dulce dos Pobres, fortalecendo o compromisso com a honestidade.


Dom Walmor Oliveira Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Fonte: Site da CNBB

Santa Sé: crise de refugiados exige partilha de obrigações e responsabilidades

crise-de-refugiadosO observador permanente da Santa Sé no escritório da Onu em Genebra, na Suíça, dom Ivan Jurkovič, lançou um apelo a “dar um rosto aos números e às estatísticas” das tragédias humanas que envolvem tantos refugiados.

O apelo do representante vaticano foi lançado esta quarta-feira (18) no âmbito do Fórum Global da Onu sobre refugiados. Em seu pronunciamento, o arcebispo esloveno comentou positivamente a importância dada pelo encontro aos temas da educação e da saúde, setores nos quais a Igreja católica é ativamente comprometida.

O Papa lançará em maio de 2020 o Pacto educativo global

A propósito, o prelado recordou o Pacto educativo global que o Papa Francisco lançará em 14 de maio de 2020. “O acesso à instrução e à assistência médica favorece a integração”, disse o representante da Santa Sé, pensando em particular nos jovens, que “representam a metade da população dos refugiados”.

Uma educação inclusiva e o acesso a uma instrução de qualidade “protege nossos jovens do tráfico de seres humanos, do trabalho forçado e de outras formas de escravidão”. Em seguida, dom Jurkovič reafirmou a centralidade da pessoa humana e dos princípios de solidariedade, humanidade e não rejeição que se encontram sob proteção internacional.

Necessidade de uma maior cooperação internacional

O arcebispo evocou “uma maior cooperação internacional e uma partilha de obrigações”, expressando gratidão em nome da Santa Sé pela “generosidade e solidariedade mostradas por alguns países no acolhimento dos deslocados, apesar das dificuldades. Um testemunho da fraternidade humana, dimensão essencial para o futuro”.

O pensamento voltou-se de modo especial para aquelas situações nas quais um elevado número de refugiados se estabelece nos Estados confinantes. Estes últimos, às “presas com desafios e sacrifícios substanciais”, não devem ser deixados sozinhos.

Família de nações: destino comum e casa comum

“Como família de nações, partilhamos um destino comum e uma casa comum. Se os Estados acolhedores que recebem grandes fluxos de refugiados são deixados sozinhos, é inevitável que os refugiados não possam receber o acolhimento que merecem”, foi a sua exortação.

“Segundo a Santa Sé, a cooperação internacional não pode limitar-se à alocação de recursos financeiros, mas ‘é preciso um empenho complementar pela reinserção e reintegração também por parte dos Estados doadores’.”

Ademais, as causas que levam a um alto número de refugiados a deixar seus países não podem ser ignoradas, mas devem ser enfrentadas.

Soluções partilhadas não só para hoje, mas também o futuro

Tudo isso, reconheceu dom Jurkovič, “requer coragem e vontade política para acabar com os conflitos e encorajar à paz, à reconciliação e ao respeito pelos direitos humanos universais e das liberdades fundamentais”.

Daí, o renovado chamado a partilhar “obrigações e reponsabilidades” e a encontrar soluções partilhadas não somente para hoje, mas também para o futuro.

Fonte: Site do Vatican News

“Mutirão pela Vida – por Terra, Teto e Trabalho” será o tema da 6ª Semana Social Brasileira

6ªsemanasocial-1200x762 c“Mutirão pela Vida – por Terra, Teto e Trabalho” será o tema da 6ª Semana Social Brasileira cujo processo de realização terá início com o lançamento na 58ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em abril de 2020, e o encerramento, com a etapa nacional, em julho 2022.

O objetivo da 6ª semana, aprovada na 57ª Assembleia Geral do episcopado brasileiro, é mobilizar a sociedade tendo em vista o fortalecimento da democracia. Um outro objetivo é também fortalecer a ação das Pastorais Sociais da Igreja na defesa da população e dos grupos que se encontram em situação de maior vulnerabilidade.

Frei Olávio Doto, assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), informa que a organização buscará desenvolver um processo de mobilização social com vistas à retomada do trabalho de base.

Como parte da estratégia de mobilização, será realizado um Seminário Nacional de Mobilização da 6ª Semana, de 3 a 5 de julho de 2020, em Brasília-DF, com representantes dos regionais, igrejas, entidades e movimentos parceiros. A 6ª Semana Social Brasileira terá como eixos: defesa da soberania e da democracia e promoverá um debate sobre o sistema econômico do país.

No próximo dia 13 de fevereiro, o grupo de preparação voltará a se reunir para detalhar a metodologia e as estratégias do processo de organização e mobilização da 6ª Semana Social Brasileira. O grupo de preparação pede que, desde já, as dioceses, comunidades e organizações, reservem em as datas em suas agendas.

A 6ª Semana Social Brasileira tem como parceiros em sua realização as Pastorais Sociais e a Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB, a Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil, movimentos sociais, como o Movimento de Atingidos pela Mineração (MAM), o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Movimento Nacional Fé e Política e o Conselho Nacional de Igrejas (Conic).

Fonte: Site da CNBB

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