Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
No 1º Domingo do Advento, fiéis recordam sétimo dia do falecimento de Monsenhor Miguel Falabella
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- Quarta, 02 Dezembro 2020 09:45
Na manhã deste domingo (29), o primeiro do Tempo do Advento, foi celebrada na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, a Missa de sétimo dia do falecimento de Monsenhor Miguel Falabella de Castro. A celebração foi transmitida ao vivo pela Rádio Catedral e Web TV “A Voz Católica”.
Monsenhor Falabella faleceu em 23 de novembro, vítima da Covid-19, após 15 dias de internação na Santa Casa de Misericórida. O presbítero tinha 89 anos de idade e 66 anos de sacerdócio.
A Eucaristia foi presidida pelo Administrador da Catedral, Padre José de Anchieta Moura Lima, e concelebrada pelo Vigário Geral da Arquidiocese, Monsenhor Luiz Carlos de Paula, que também celebrou os cinco anos da Páscoa de sua mãe, dona Arzelina de Oliveira Motta (Dona Zota). Ao lado do altar foi colocado um quadro com uma foto de Monsenhor Miguel Falabella. “Monsenhor deixa uma marca muito bonita de alegria, de simplicidade. Fiquei muito emocionado com a forma como ele deixou seu testamento, deixando para as pessoas mais pobres os poucos bens que tinha. Que nós possamos trazer na nossa vida todos os ensinamentos, todo o espírito missionário, todo aquele jeito bom, alegre e muito firme nas suas colocações, nas suas pregações, tudo aquilo que ele deixou de bonito e que marcou a vida da nossa Igreja.”
O sacerdote ainda citou as pessoas que, assim como Monsenhor Falabella, faleceram em decorrência do novo coronavírus. “A gente sabe o quanto o Monsenhor significou, significa e vai significar na vida de cada um de nós, daqueles que conviveram bem de perto, daqueles que acompanharam a sua longa jornada de 40 anos de atividade pastoral aqui na Catedral. Que Deus o acolha no Reino Eterno, como também nós incluímos com ele todas as outras pessoas falecidas vítimas da Covid-19, que nem sempre tiveram a oportunidade de ter uma celebração de exéquias por causa da pandemia.”
O Administrador da Catedral ainda falou sobre o início do novo Tempo Litúrgico, período de espera e expectativa. “São dois os sentidos fortes do Advento: o sentido do Emanuel, Deus conosco, Aquele que vem ao nosso encontro; mas também o dia em que nós vamos nos encontrar no Reino da Glória, a chamada Parusia. Acolhemos Jesus que vem, mas vamos ser acolhidos por Ele no Reino da Glória, da ressurreição dos justos”.
No início da celebração, aconteceu o rito da bênção da Coroa do Advento e da primeira vela. “Nós temos as quatro velas, que fazem recordar os quatro domingos do tempo do Advento. Cada vela com uma cor, recordando o momento especial que vamos vivendo a cada semana”, explicou Padre Anchieta.
Fonte: site da Rádio Catedral Juiz de Fora e da Arquidiocese de Juiz de Fora
Missa de 7º dia de Monsenhor Falabella será neste domingo (29)
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- Sexta, 27 Novembro 2020 11:40
No próximo domingo, 29 de novembro, às 10h, a Catedral Metropolitana sediará a Missa de sétimo dia do falecimento de Monsenhor Miguel Falabella de Castro. A celebração será transmitida ao vivo pelo Facebook e YouTube da WebTV “A Voz Católica” e pela Rádio Catedral FM 102,3.
Monsenhor Falabella faleceu em 23 de novembro, vítima da Covid-19, após 15 dias de internação. O sacerdote tinha 89 anos de idade e 66 anos de sacerdócio.
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora
Vai e faça o mesmo
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- Quinta, 26 Novembro 2020 12:07
Ao observarmos a parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 29-36) observamos três personagens: o sacerdote, o levita, o estrangeiro. Cada um teve uma atitude em decorrência do desenrolar da história. Sem dúvida, sobressai a figura do estrangeiro. Ele foi o bom, o misericordioso, o irmão solidário. É isso mesmo que Jesus nos ensina: ter cuidado com o necessitado, abrir mão de sua nacionalidade e sentir a necessidade de ajuda. Quantas vezes vemos pelas ruas um pobre, um carente de recursos e tomamos a atitude do sacerdote ou do levita: a indiferença diante daquele carente de afeto. Jesus não se cansou de dar exemplo do misericordioso, do interessado em servir o outro. Lembre-se de que você não é sozinho no mundo. Alguém precisa de você. Vá e faça o mesmo, seja um bom samaritano.
Padre Antônio Pereira Gaio
Vigário Paroquial da Catedral
Arquidiocese de Juiz de Fora se despede de Monsenhor Miguel Falabella
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- Quinta, 26 Novembro 2020 12:05
“A todos levo no coração”. Esta foi a mensagem que Monsenhor Miguel Falabella de Castro deixou a familiares, amigos e admiradores horas antes de retornar à UTI da Santa Casa de Misericórdia, no sábado (21) à noite, de onde pressentia que não mais sairia com vida. O recado é um alento para aqueles que tanto sentiram o seu falecimento, ocorrido no final da noite da última segunda-feira, 23 de novembro, depois de 15 dias de internação. O sacerdote, que se confunde com a história de Juiz de Fora e era, até então, o segundo mais velho do Clero juiz-forano, foi vítima da Covid-19.
Embora os protocolos das autoridades sanitárias não tenham permitido um velório aberto à população e uma Missa de corpo presente, sua morte foi recordada em Celebração Eucarística na Catedral Metropolitana, onde foi pároco por quase quatro décadas. O Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, presidiu a Eucaristia, que foi concelebrada pelo Arcebispo Emérito de Sorocaba (SP), Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, e por vários padres de nossa Igreja Particular.
Durante a homilia, Dom Gil lembrou os 12 anos de convivência com Monsenhor Falabella e a forma com que ele faleceu. “No domingo passado, quando a Igreja inteira celebrava Cristo Rei do Universo, a conclusão do Ano Litúrgico, e nos preparava para o fim dos tempos e também da vida de cada um de nós, o nosso irmão querido, Monsenhor Miguel Falabella de Castro, se despedia. Nos últimos momentos do dia de ontem ele partiu para o Pai, serenamente, cheio de fé e de amor, pronto e desejoso de encontrar o Pai para o abraço feliz da eternidade”.
Segundo o Arcebispo, o monsenhor tinha um grande amor a Deus, à Maria e à Igreja, sentimentos que registrou em um Testamento Espiritual, lido em parte durante a missa de terça-feira (24). “Acabamos de ouvir a homilia última que Monsenhor Falabella nos faz, através desses trechos. Sugiro que todos acompanhem, na próxima Folha Missionária, que está sendo publicada pelos meios virtuais, para ver tudo mais o que ele disse a respeito de sua vida e da sua morte”, conclamou. “Voltando ao Evangelho que nós ouvimos, quero recordar que Nosso Senhor nos deu a matéria final para o nosso ingresso na eternidade. ‘Vinde, benditos de meu Pai. Tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes’ (Cf. Mt 25, 34-40). Por isso, agradeço a Deus o exemplo deste homem, e tenho convicção plena de que já entrou na eternidade, ouvindo esta palavra de Nosso Senhor. Interceda por nós diante de Deus este santo sacerdote que passou pelo nosso meio e nos ensinou a viver e até a morrer”, finalizou Dom Gil.
Padre Leonardo Pinheiro foi quem esteve mais próximo de Monsenhor Falabella em seus últimos momentos, e pela amizade construída durante décadas, um dos que mais sentiram sua partida. “Eu o conheço desde os seis anos. Fui coroinha dele na Catedral. Cresceu uma amizade muito grande, a tal ponto que se hoje eu sou padre, digo que me espelho no exemplo dele de vida, de vocação. Agradeço e louvo a Deus por tudo o que o monsenhor representa na minha história, na minha vida, e representa na história da Igreja de Juiz de Fora”. O padre ainda deu testemunho da postura do monsenhor no tempo que passou no hospital. “Nesses últimos dias, demonstrou mais ainda a sua fé, o seu amor à Igreja, o seu amor a Deus, e acho que uma marca é a serenidade com que ele viveu toda a sua vida, mas particularmente esses últimos dias. Eu tenho a testemunhar isso: até nesse grande momento desafiador, a sua serenidade e a sua fé”.
Dom Eduardo Benes foi aluno de Monsenhor Falabella no Seminário Santo Antônio e pôde com ele conviver nos anos em que trabalhou na Catedral e também mais recentemente, no Lar Sacerdotal. O bispo ressaltou o lado cordial, afável e dinâmico do amigo. “Perdemos um companheiro, um irmão de comunidade, mas ganhamos um amigo no céu. Por isso, se de um lado sentimos a sua falta, de outro lado nos alegramos porque acreditamos na vida eterna. Eu estou muito contente de ter estado nesses momentos com ele”.
Quem também deu testemunho dos anos de convivência com Monsenhor Falabella foi o Padre Expedito Lopes de Castro, que o conheceu ainda jovem. Emocionado, o presbítero contou da relação que começou no dia do falecimento de sua avó e se fortificou após sua entrada no Seminário. “Quando eu ordenei sacerdote e fui trabalhar, no segundo ano de padre, na Paróquia Nossa Senhora das Dores em Bias Fortes, ele foi um grande irmão, um verdadeiro pai. Ele não media esforços para nos ajudar, inclusive fez para a paróquia a doação de um carro, o que muito nos ajudou”. Além disso, foi o monsenhor quem o incentivou a iniciar o programa ‘Encontro com Deus’. “Há 18 anos, foi ele que me apresentou a equipe da Rádio Solar e lá eu comecei esse trabalho nos meios de comunicação aqui em Juiz de Fora, e nunca mais parei. Eu fico emocionado ao lembrar deste grande sacerdote, deste coração imenso, de um homem bom, que agora brilha no céu e de lá, sem dúvida alguma, vai interceder por todos nós”.
Outro que construiu uma forte amizade com Monsenhor Falabella foi o Padre Antônio Camilo de Paiva. “Era um padre que transitava em todas as idades do clero, sendo respeitado por todos. Tinha inteligência emocional e um humor fantásticos. Sempre com aquela palavra serena, tranquila, monsenhor foi também o homem da caridade. Ele ajudou famílias e paróquias. No período em que ele era pároco da Catedral, doou carros para muitas paróquias de Juiz de Fora, inclusive quando eu estava na cidade de Passa Vinte, nós fomos contemplados”. Por fim, o Padre José de Anchieta Moura Lima destaca o exemplo de homem e sacerdote deixado pelo monsenhor. “Eu aprendi muito com Monsenhor Falabella, com seu jeito de acolher todo mundo, seu jeito simples de viver. Ele deixou para nós esse exemplo bonito de uma devoção muito forte à Nossa Senhora, de um compromisso muito sério com o evangelho, de uma preocupação com o conjunto da Igreja”.
Apesar de ser natural de Mar de Espanha (MG), a trajetória de Monsenhor Miguel Falabella se confunde com a história de Juiz de Fora. Ordenado pelo primeiro bispo da então diocese, Dom Justino José de Santana, em 1954, sua importância foi recordada pelo Prefeito Antônio Almas. “Monsenhor Falabella, que sempre se dedicou a um grande trabalho pastoral na cidade de Juiz de Fora, com certeza, conseguiu, com isso, combater o bom combate e agora merece a coroa da justiça. Está no céu, celebrando e dando glórias a Deus”.
No início da tarde de terça-feira (24), o corpo do monsenhor foi velado e sepultado no Cemitério Parque da Saudade. Poucos familiares e amigos participaram do momento, obedecendo àquilo que pedem as autoridades sanitárias em casos de falecimentos por Covid-19. Pelo mesmo motivo, o caixão permaneceu fechado durante o velório, que durou pouco mais de uma hora. O rito exequial foi conduzido pelos padres Leonardo e José de Anchieta e, logo em seguida, ocorreu o sepultamento.
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora
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