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Catedral Metropolitana de Juiz de Fora

Fiéis celebram morte e sepultamento de Cristo na Sexta-feira da Paixão

DSC 0531A Sexta-feira Santa (7), também chamada de Sexta-feira da Paixão, é o único dia do ano em que não são celebradas missas. Neste dia, os cristãos recordam a Paixão e Morte de Jesus, crucificado por nossos pecados, durante a Ação Litúrgica, às 15h, horário em que o Senhor foi ao encontro do Pai. Na parte da manhã, na Catedral, os fiéis puderam participar da Via-Sacra pelas ruas do centro e também houve grande movimento no último dia de confissões durante a Semana Santa.

A Ação Litúrgica, na Catedral, foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira. Também estiveram presentes o Pároco, Padre João Paulo Teixeira Dias, e os diáconos Antonio Valentino e Waldeci Rodrigues. A Ação Litúrgica começou com uma silenciosa procissão de entrada. Aos chegarem ao altar, desnudado na noite anterior, os celebrantes prostraram-se no chão, seguidos pelos fiéis presentes, que se ajoelharam.

Após este momento, fez-se as leituras do dia, incluindo o Evangelho da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. A celebração seguiu com a Oração Universal, durante a qual foram lembradas dez intenções especiais em prol da Igreja, fiéis e sociedade de uma forma geral. Em seguida, aconteceu o momento de adoração à Santa Cruz, com a reverência e o beijo dos celebrantes no símbolo da vitória de Cristo sobre a morte. Depois da oração do Pai Nosso, houve o momento da Comunhão.

DSC_0609.jpgEm entrevista, o Arcebispo de Juiz de Fora afirmou que a Sexta-feira da Paixão é um dia de respeito, recolhimento, penitência e oração profunda sobre aquilo que aconteceu fisicamente, moralmente e espiritualmente com o Senhor no alto do Gólgota. “A Sexta-feira Santa faz parte do Tríduo Pascal, que é constituído pela quinta-feira à noite; a sexta-feira, com a morte do Senhor; o sábado, com silêncio respeitoso e expectativa; e domingo, com a luz da ressurreição. Hoje a Igreja não celebra sacramentos, mas celebra essa grande ação litúrgica, que deve ser feita preferencialmente às três horas da tarde, recordando a hora da morte de Cristo. E assim nós adoramos o Senhor na cruz e agradecemos a Deus a sua misericórdia de ter dado seu Filho para a nossa salvação.”

Ao final da Ação Litúrgica, os fiéis presentes na Catedral puderam fazer o seu momento de adoração à Cruz, tendo a possibilidade de aproximar-se dela, tocá-la e beijá-la. Observando este momento, Dom Gil comentou a emoção das pessoas, aflorada pela imagem do Cristo crucificado. “Condoer-se pela morte do Senhor é algo bom. É uma participação nos sofrimentos de Cristo. Mas, ao mesmo tempo, o nosso povo traz para diante da Cruz os seus próprios sofrimentos, suas próprias cruzes. Esta presença física, espiritual, moral do nosso povo na Sexta-feira Santa é também o recolhimento do sofrimento dos nossos irmãos: nós não podemos esquecer que há muitas pessoas que sofrem muito, e mais do que nós, em todas as partes do mundo e também em nosso Brasil.”


Sermão do Descendimento e Procissão do Enterro

Como acontece tradicionalmente na Catedral, a noite da Sexta-feira Santa foi marcada pelo Sermão do Descendimento, este ano proclamado pelo Pároco, Padre João Paulo. Em seguida, aconteceu a Procissão do Enterro, que tomou as ruas do centro de Juiz de Fora.

Dom Gil Antônio Moreira falou sobre esse costume mineiro. “À noite, em muitos lugares do Brasil, em Minas Gerais sobretudo, se faz o descendimento da cruz. Um sermão, uma palavra de Deus que é comunicada à comunidade de uma maneira, vamos dizer, visual, descendo a imagem da cruz, parte por parte – as mãos, os pés, depois o corpo inteiro -, refletindo sobre os símbolos da Paixão: a coroa de espinhos, os pregos, os cravos, a placa. Depois fazemos uma grande procissão acompanhando o Senhor morto. O povo tem muita veneração por esse momento, muito respeito, e comparece sempre com número muito grande de pessoas para esta procissão. É a maneira que nós temos de celebrar essa grande misericórdia de Deus, da morte que não é totalmente morte, mas é princípio da ressurreição.”

Intercalando as falas com momentos oracionais guiados por músicas bastante conhecidas, o Semão foi centrado em explicar a manifestação do amor de Jesus por toda a humanidade, deixando claro que seu único crime foi amar, que Ele se entregou completamente no momento da cruz.

DSCN6142“Nessa Sexta-feira Santa vivemos a tristeza sim, permanecemos em silêncio, em penitência, mas estamos vigilantes, esperançosos pela sua ressureição, pela vida que se renova na cruz. A cruz não é morte, é vida, é a árvore da vida que nos faz ser irmãos, ser comunidade de fé”, disse Padre João Paulo.

Desta maneira, o clima de pesar pairava no local, mas havia espaço para reflexão. “O Padre João Paulo já falou lá, essa é a maior prova de amor que nós tivemos de Deus, ele morrer na Cruz por nós. Nós não podemos esquecer isso, tem que ser gratidão eterna. A gente não entende esse mistério, porque Deus quis passar por isso, por nós. E nós, por amor a Ele, por amor os irmãos, a gente faz memoria disso tudo”, comentou a fiel da Igreja São Sebastião, Ana Maria Lopes.

Além disso, o sacerdote destacou outra entrega de Jesus na cruz: sua mãe, aquela que esteve com ele do início até o fim. “Cristo entregou-a como mãe, através do discípulo amado. Nós, como filhos de Maria, salvos por Jesus, queremos pelo ‘sim’ de Maria testemunhar nosso ‘sim’, para levarmos, com nossa vida, nosso testemunho, a vontade de Deus, para sermos discípulos, apóstolos missionários, neste mundo”, afirmou ele.

DSCN6208Após o sermão, a imagem do Bom Jesus morto e de Nossa Senhora das Dores foram conduzidas pelas ruas do centro e acompanhadas por centenas de fiéis. As procissões são costumes bastante tradicionais na Igreja Católica. Esta, em específico, é um ato público de fé que recorda para nós que Jesus foi conduzido ao sepulcro. Ele também foi enterrado, também passou pela morte. Segundo Padre João Paulo, a presença de cada fieis na procissão valia como uma procissão de fé.

Joaquim Martins, do Terço do Homens da Igreja São Sebastião, localizada no centro de Juiz de Fora, foi uma das pessoas que esteve com as imagens nos ombros e comentou sobre o que o motivou a isso. “Hoje, ao carregar o andor, foi uma penitência porque eu entendo que todo o peso que eu carrego não é nada perto da cruz que Jesus carregou. Eu carregar Jesus nos meus ombros, foi uma forma de sacrifico que eu tentei fazer ”.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Missa da Ceia do Senhor abre Tríduo Pascal, período mais importante da Igreja

DSC 0340Na noite da Quinta-feira Santa (6), a Igreja deu início ao Tríduo Pascal, que vai até a manhã do Domingo de Páscoa. Durante a celebração, chamada de Missa da Ceia do Senhor, é recordada a última ceia de Jesus com os apóstolos, durante a qual Ele instituiu a Eucaristia e o sacerdócio.

É também durante essa celebração que acontece o rito do lava-pés. Na Catedral de Juiz de Fora, ele foi realizado pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, que presidiu a Santa Eucaristia. “O primeiro ponto dessa Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa destaca a instituição da Eucaristia e do sacerdócio. Depois, o mandamento novo, que é sempre novo – ‘amai-vos uns aos outros como eu vos amei’ (Jo 13,34) – e a lição do lava-pés: Jesus lava os pés dos apóstolos para nos dar a lição da humildade e a disposição de servir. O cristão que não serve não é cristão, o cristão que não se preocupa com os pobres, com os pequenos, com aqueles mais necessitados, tem dificuldade para participar da Eucaristia, porque a Eucaristia é doação. Jesus deu a sua vida por nós.”

Ao final da Missa, aconteceu a transladação do Santíssimo Sacramento para a chamada Capela do Sepulcro, no salão paroquial da Catedral, onde permaneceu em adoração até o dia seguinte. “Ali, os fiéis são chamados a adorar o Senhor, que viveu e morreu por nós, mas está vivo na Sagrada Eucaristia”, afirmou Dom Gil. Também ocorreu a desnudação do altar-mor, que ficou sem toalha e velas. A partir deste momento, a igreja ficou escura e o sacrário, aberto e vazio. “Faz-se a desnudação dos altares para mostrar o momento em que Jesus ficou completamente despojado de tudo, inclusive das suas vestes”, explicou, ainda, o Arcebispo.

DSC 0287Rito do lava-pés

O Pároco da Catedral, Padre João Paulo Teixeira Dias, que concelebrou a Missa, explicou como foram escolhidas as doze pessoas que representaram os apóstolos. “Este ano, acompanhando o tema da nossa Campanha da Fraternidade 2023, que nos convida a pensar sobre a fome dos mais necessitados, a nossa Catedral Metropolitana, em todo o seu trabalho pastoral, convidou os agentes envolvidos nesta área da caridade, realizando, assim, um gesto de agradecimento a tantas pessoas, membros das nossas comunidades, movimentos, pastorais, associações, que com muito amor se dedicam aos mais necessitados.”

O sacerdote ainda refletiu sobre como o gesto de Jesus pode ser repetido nos dias de hoje. “Creio que são duas perguntas importantes que fazemos: se somos capazes de lavar os pés de outras pessoas, pois Jesus nos ensinou a amar o próximo, mas também o gesto de saber acolher este gesto, quando muitas vezes nós estamos necessitados de receber o amor do próximo. Lavar os pés significa amar. Amar significa deixar tempo neste tempo em que vivemos de tanta pressa, de tanta correria; amar significa respeito, atenção, gesto de gratidão; amar significa encontrar em casa, na nossa família, aquela palavra que conforta, que agradece, que diz bom dia, boa noite; amar significa ter paciência na correria do nosso trânsito, ter paciência na realidade do nosso trabalho e especialmente nos meios sociais, para pensarmos que somos de Cristo e que precisamos cristificar este mundo a partir das nossas ações, dos nossos gestos, das nossas palavras. São pequenas atitudes, mas que na verdade simbolizam a nossa fé e o nosso desejo de seguir os passos de Jesus até a glória, até a Páscoa e a eternidade.”

Ronaldo Lamarca e Jeksonlley de Paula estiveram entre as pessoas que representaram os apóstolos. “Foi uma emoção muito grande, uma satisfação imensa representar um dos discípulos de Jesus”, contou Jek, coordenador do Terço dos Homens da Catedral. O grupo distribui cachorros-quentes para pessoas em situação de rua após a oração do terço, semanalmente. Ronaldo, por sua vez, tirou o gesto do lava-pés como exemplo. “Faz-nos ser servos, que é a nossa função de servir aos outros. Então, que nós tenhamos essa consciência de servir ao próximo, que é o que nós fazemos no SOS Cristão.” Este movimento oferece cestas básicas todos os meses a famílias previamente cadastradas.

O rito do lava-pés também contou com a participação de mulheres. Uma delas foi Maria Isabel da Silva, representando o Instituto Fênix, que distribui marmitex para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Paroquiana da Catedral há 67 anos, esta foi a primeira vez que ela esteve na cerimônia. “Eu senti muita emoção, porque quando Dom Gil veio lavar meus pés, eu senti mesmo Jesus fazendo aquele gesto, como Ele fez há tantos anos atrás.”

Áurea da Conceição Nascimento, que faz parte do Grupo São José há quase trinta anos, afirmou sentir-se orgulhosa por representar, pela primeira vez, um dos apóstolos de Cristo. “A caridade é a parte principal da religião. Não adianta rezar se você não fizer a caridade. Então, o que a gente faz no Grupo São José é com muita dedicação, com muito carinho, com muito gosto, com muito capricho.” A partir de doações, ela e outras voluntárias produzem enxovais de bebê, destinados às mamães que não podem comprar esses itens.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Tradicional Missa da Unidade reúne todo clero e marca comemoração de 90 anos de Dom Eurico

missa unidade1O presbitério da Arquidiocese de Juiz de Fora se reuniu, na manhã da Quinta-feira Santa, 6 de abril, em torno do Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, para celebrar a Missa da Unidade e do Crisma. A Eucaristia foi realizada na Catedral de Juiz de Fora e contou também com a presença de diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, fiéis leigos e leigas desta Igreja Particular.

Esta celebração é importante para os padres, pois marca a renovação das promessas sacerdotais, feitas no dia da ordenação. “É um momento único para nós, é momento de a gente renovar todo aquele comprometimento que fizemos com Jesus para estar servindo à Igreja e o reino de Deus da melhor maneira possível contando sempre com a graça dEle”, comentou Pe. Fabiano dos Santos Admiral, FAM, quando questionado sobre a importância do momento.

O Padre José Anchieta Moura Lima destacou que a cerimônia fortalece o serviço na Igreja. “Eu tenho dito que seria um momento importante para valorizarmos a espiritualidade do avental, do serviço generoso, solidário, samaritano, para uma Igreja cada vez mais em saída, que o Papa Francisco sempre pede para cada um de nós. ” O sacerdote fez questão de levar consigo seu irmão, Frei Gabriel de Moura Lima, OMM, da Diocese de Toledos (PR), para participar da Santa Missa.

missa unidade2Juntos, clero, leigos e seminaristas estiveram em torno do altar com mais um motivo para render ações de graças: a comemoração dos 90 anos de Dom Eurico dos Santos Veloso, Arcebispo Emérito de nossa arquidiocese. Durante a Missa, ele agradeceu a presença de todos e explicou suas razões a antecipação da festividade, segundo ele para praticamente o mesmo dia. “A razão porque escolhi celebrar antecipadamente meus 90 anos, primeiro porque a maior parte deste tempo foram doados a essa Diocese de Juiz de Fora. Depois porque Quinta-feira Santa foi o dia de meu nascimento daquela época, e todos falaram ‘este vai ser padre’, e por isso muito agradeço a Deus”.

Outro momento marcante da manhã de quinta-feira foi a bênção dos Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e a consagração do Óleo do Crisma. “O óleo tem uma característica interessante, você passa sobre a pele, no começo você vê e depois não vê mais, ele penetra na pele, assim é Deus quando nos abençoa, quando entra em nós pela Eucaristia, pelo Espirito Santo, Ele penetra no organismo espiritual e emite o perfume que vem do alto”, explicou Dom Gil.

missa unidade3Além disso, o Pastor Arquidiocesano destacou que os óleos bentos são símbolo de unidade. “A unidade é uma realidade importantíssima na Igreja e os óleos sendo abençoados numa única Missa na Catedral, indo agora, repartidos, para todas as paróquias, simbolizam esta unidade de Cristo, como Ele pediu: que todos sejam um, como eu e tu, Pai, somos um”.

Ao final da celebração, Dom Gil entregou os Santos Óleos aos Vigários Forâneos, que serão responsáveis por encaminhá-los para as paróquias. Além deles, os Santos Óleos também foram entregues a Dom Eurico e aos representantes de outras instituições católicas. Na sequência, os padres da Forania Bom Jesus recebam o ícone de Maria Mãe da Igreja e o relicário vocacional das mãos de leigos da Forania São Miguel, continuando a Peregrinação Arquidiocesana Mariana e Vocacional.

Logo após a celebração todo clero, se dirigiu para o Seminário Arquidiocesano Santo Antônio para um almoço e confraternização. Na ocasião, homenagens foram prestadas a Dom Eurico.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Catequese da Catedral realiza Via-Sacra Encenada

via-sacra catequeseNa Quarta-feira Santa, 05 de abril, a Catequese da Catedral realizou uma Via-Sacra encenada logo após a missa das 18h30. Centenas de fiéis puderam refletir as estações da Via crucis e reviver o momento da Paixão de Cristo. O nosso pároco, padre João Paulo Teixeira Dias, participou deste momento emocionante que marcou a Semana Santa na Catedral.

A crucificação de Jesus aconteceu na frente do altar-mor da Catedral, ao lado dos dois ladrões. Ao final, o padre João Paulo parabenizou todas as pessoas responsáveis pela produção e organização da encenação. Também falou sobre a tentativa de roubo e ressaltou que foi um acontecimento que serviu para fortalecer a sua fé e dos demais padres que atuam na Catedral.

Em entrevista, padre João Paulo, destacou que o evento não foi apenas um teatro, mas uma vivência profunda da via dolorosa. “Esperamos com muita alegria e fé a ressurreição [do Senhor], no Tríduo Pascal. Queremos agradecer a nossa Catequese que preparou este momento tão belo de oração e espiritualidade, ensinando para nós a Via-Sacra”, completou.

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