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Leia maisFiéis celebram o Natal do Senhor na Catedral
Noite de festa e de reflexão foi a Vigília de Natal, que aconteceu no sábado, dia 24, na Catedral. Centenas de pessoas marcaram presença na missa que foi presidida pelo arcebispo metropolitano, dom Gil Antônio Moreira, concelebrada pelo pároco da Catedral, padre João Paulo Teixeira Dias, e por nossos vigários. Também participaram os diáconos permanentes, Antonio e Waldeci.
Um dos momentos marcantes da celebração foi a entrada do menino Jesus. A catequista da Catedral, Tatiane Dias, entrou vestida de Nossa Senhora com seu esposo, vestido de José, e seu bebê simbolizando o maior dos presentes do Natal: Jesus, o menino luz, que foi entregue nas mãos do arcebispo.
O arcebispo, dom Gil, falou durante entrevista sobre a noite santa de Natal. “A gente tem um feliz Natal quando a gente está com o coração sintonizado com o de Jesus, porque Ele está presente no nosso meio. Essa profissão de fé que nós fazemos em todas as celebrações, ‘o Senhor esteja convosco, Ele está no meio de nós’ tem um lugar muito especial nessa noite santa do Natal, é a celebração da presença de Jesus, Ele não veio, passou e foi embora, mas veio, passou, nos falou, nos ensinou e permanece conosco. Então a gente celebra a presença de Jesus, que está entre nós, por isso não tem sentido celebrar o Natal sem missa e sem Eucaristia”.
O pároco da Catedral, padre João Paulo, deixou sua mensagem para esta data tão especial, “quero nesta noite santa do Natal desejar a todos um abençoado Natal, a alegria do nosso coração Emanuel, Deus está vivo, presente no meio de nós. Esta noite nos encontramos em nossa casa mãe e queremos assim, iluminados por Jesus, nossa luz alegrarmos com o seu Natal, com sua vinda gloriosa para estarmos como Igreja, família de fé, reunidos na casa de Deus e para estarmos também na primeira Igreja, a família doméstica, na qual continuaremos esta festa tão bonita do Senhor no meio de nós”, destacou.
Para a professora, Anete Ribeiro Fontes, que participou da celebração, “o nascimento de Jesus é uma das datas mais importantes da Igreja Católica, a gente tem que estar vivenciando e renovando a nossa esperança, neste tempo de paz, de amor, de fraternidade e esse mundo que estamos vivendo está precisando muito disso. O espírito do Natal é a gente estar cada vez mais preocupado com o próximo, ser solidário e esperar dias melhores para 2023”.
Durante a celebração, dom Gil convidou o ex-pastor José Valadão, que fez sua profissão de fé pública na Igreja Católica no último final de semana para representar todos presentes e receber um abraço de Feliz Natal.
Confira as fotos da celebração em nosso Facebook.
Entrevistas: WebTV “A Voz Católica”
A força da bênção: Dom Gil reflete sobre o sim de Maria e a missão de vida de Bento XVI
Neste último domingo, 1º de janeiro, durante a missa de Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no encerramento da Oitava de Natal, o Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, falou sobre as bênçãos na nossa vida. Na homilia, ele também reforçou a importância de Bento XVI para a Igreja Católica. O Papa Emérito faleceu no sábado, 31 de dezembro, aos 95 anos.
Na reflexão, Dom Gil Antônio Moreira lembrou nosso hábito de desejar bênçãos uns aos outros especialmente neste período de virada de ano. “A Palavra de Deus tem força, foi com a Palavra que Ele criou todas as coisas. Ela é uma pessoa, o Verbo de Deus se fez carne, nós lemos no Evangelho de São João, a Palavra de Deus cria e recria, por isso quando nós desejamos um ano abençoado, o que nós queremos dizer mesmo é que este ano receba de Deus sempre uma palavra boa, para nos proteger, nos ajudar, nos animar, nos fazer melhores. Por isso essa saudação, de fato, tem fundamento na Palavra de Deus, nós também abençoamos os pais, os padrinhos, geralmente nós nos abençoamos uns aos outros. Hoje até parece que o costume de pedir a bênção e de abençoar tem aumentado, graças a Deus. O que queremos para o ano é uma bênção, como eu dizia a grande bênção de Deus, a grande Palavra de Deus se fez carne, se tornou pessoa”, destacou.
O Arcebispo chamou a atenção dos fiéis para como Maria agiu diante das repercussões da chegada de Jesus ao mundo. “Maria guardava esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. Essa palavra guardava, conservava, no texto grego, tem um sentido mais importante, mais belo até do que da nossa língua portuguesa. Não é guardar apenas na memória, mas é conservar uma riqueza, conservamos dinheiro nos cofres, guardamos joias no lugar seguro, Maria guardava, conservava esse tesouro no seu coração, aquilo que ela via e sentia, porque era uma mulher de fé e além disso escolhida por Deus para uma missão especial. Imaginemos também que José também guardava na sua mente e no seu coração, podemos claro, deduzir isso, mas fala de Maria, que era a Mãe do Salvador, a Mãe de Deus”.
“Ele queria ser alguém capaz de abençoar a Igreja”, destacou Dom Gil sobre Bento XVI
Ao refletir sobre as leituras deste domingo, 1º, que abordaram a importância dos nomes que trazem o significado importante da missão daquela pessoa, Dom Gil Antônio Moreira lembrou que Bento significa "abençoado". “Quando o papa João Paulo II morreu, no dia 02 de abril, véspera do Domingo da Misericórdia e uns dias antes o que foi seu sucessor, o papa Bento XVI, tinha ido ao Mosteiro de São Bento e depois que o papa foi eleito eu estive lá em Roma e visitei este mosteiro sem saber de nada, e quando estava na visita veio um monge e eu estava vestido de batina de bispo e me falou depois que o senhor terminar a visita passe naquela sala porque temos o costume de colher uma mensagem de todos os bispos que passam por aqui, depois fui na sala e tinha um grande livro com as mensagens de todos os bispos que passavam por lá e antes de escrever a minha o monge disse assim ‘vou mostrar para o senhor uma assinatura do livro de umas páginas anteriores’, era justamente a assinatura do cardeal Ratzinger pedindo a Deus que abençoasse a Igreja, ele era presidente da Congregação da Doutrina da Fé, grande amigo de João Paulo II, que estava à morte, ele então fazia um pedido pela Igreja e pelo seu amigo papa João Paulo. Mal sabia o cardeal que o Conclave haveria de escolher o seu nome para ser o novo papa e aí ele escolheu justamente o nome Bento, recordando de São Bento e de seu retiro no mosteiro, mas também porque a palavra bento significa abençoar, abençoado, queira ser alguém que fosse capaz de abençoar a Igreja”.
No sábado, 31, o Arcebispo Metropolitano divulgou uma nota de pesar sobre a morte do Papa Emérito. No domingo, 1º, durante a homilia, Dom Gil reforçou a importância de Bento XVI para a comunidade católica. “O papa Bento durante todos os seus oito anos de pontificado foi de fato uma bênção para a Igreja tinha uma inteligência invulgar [Que não se encontra com facilidade], reconhecido como um dos homens mais competentes do mundo capaz de discutir em qualquer matéria, sobretudo em Filosofia e Teologia, dotado, portanto, de um raciocínio privilegiado, ele serviu à Igreja com isso e deixou muitos escritos, Opera Omnia, do papa Bento é uma riqueza e uma bênção que ficará para a Igreja. Por isso, no momento em que nós nos despedimos dele e o entregamos nas mãos do Pai, recordemos dessa bênção. Queria lembrar uma frase do papa Bento, nestes últimos tempos agora, que ele sentia que estava aproximando o seu fim, no entardecer da sua vida ele dizia: ‘Eu não estou me preparando para o fim, eu estou me preparando para o encontro’. Para ele a morte é aquilo que Jesus ensinou é um encontro com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, com a realidade do céu e lá onde cremos que ele se encontra com Maria, os anjos e os santos vivendo a paz eterna, na bênção maior para a qual nós todos nos dirigimos”.
Os católicos na Itália já estão se despedindo do Papa Emérito Bento XVI. O corpo está exposto para saudação dos fiéis na Basílica de São Pedro. O funeral será presidido pelo Papa Francisco na quinta-feira, dia 5, às 5h30, no horário de Brasília, na Praça São Pedro. Após a cerimônia, o corpo será sepultado na cripta vaticana.
Íntegra da Nota de Dom Gil Antônio Moreira
Faleceu o Papa Bento
Com muito pesar comunico que faleceu nesta manhã [31 de dezembro de 2022] nosso amado Papa Bento XVI.
Encontrava-se em sua residência, o Mosteiro Mater Ecclesiae, no Vaticano , depois de alguns dias de agravamento de sua enfermidade.
Aguardemos as informações da Santa Sé sobre maiores detalhes e como serão as celebrações exequiais.
De princípio, unidos ao coração condoído do amado Papa Francisco, a nossa Arquidiocese de Juiz de Fora se irmana com toda a Igreja, nesse momento de dor e eleva a Deus, Senhor de nossas vidas, do tempo e da eternidade, terna gratidão por aquilo que significou sua vida, sua inteligência privilegiada colocada a serviço da fé, seu pastoreio exercido, com sacrifícios e muito amor, a favor de coisas de Deus, pois sempre se apresentou como “Servidor da Verdade “.
Descanse em paz, homem santo de Deus!
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora.
Fonte: site da Rádio Catedral Juiz de Fora
Ano Jubilar da Diocese de Juiz de Fora é apresentado em coletiva de imprensa
Aproxima-se a data do centenário da diocese de Juiz de Fora, em um mês será realizada a abertura do ano jubilar. Na ocasião, a Catedral Metropolitana receberá um grande Celebração com a presença do Núncio Apostólico, representante diplomático que exerce o posto de embaixador do Vaticano, Dom Giambattista Diquattro.
Criada pelo Papa Pio XI em 1º de fevereiro de 1924, pela bula “Ad Sacrosancti Apostolatus Officium”, a Diocese de Juiz de Fora festejará seus 99 anos no primeiro final de semana do próximo mês, nos dias 4 e 5 de fevereiro, e uma extensa programação está sendo preparada para marcar este momento.
Em vista disso, na manhã da primeira segunda-feira do ano, dia 2 de janeiro, os veículos de comunicação de Juiz de Fora se reuniram no prédio da Cúria Metropolitana, onde o Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, o Vigário Episcopal para Comunicação, Padre Antônio Camilo de Paiva e o Pároco da Catedral, Padre João Paulo Teixeira Dias, explicaram a importância deste evento.
A vinda do núncio representa um desejo de manifestar nossa união plena com o Papa, que é o sucessor de Papa. A Igreja só tem sentido se ela busca e promove a unidade. Então, o Núncio vem representando a unidade da Igreja”, destacou Dom Gil.
Afinal, o que é um Núncio Apostólico?
Na Igreja Católica, dentre seus vários organismos e membros hierárquicos, reveste-se de importância o ministério do Núncio Apostólico que é o representante do Papa junto ao episcopado de uma nação e embaixador da Santa Sé junto ao Governo do País. Tem, portanto, como missão efetivar vínculos e tornar eficaz o diálogo e a proximidade das Dioceses e Bispos com o Santo Padre, o Papa, e não somente isto: a pessoa do Núncio deve promover e estimular o diálogo e relações entre a Santa Sé e as autoridades do País ao qual ele corresponde. Assim, relacionado ao diálogo com o Estado, o Núncio exerce a função de diplomata, como a maioria dos embaixadores exercem nos países onde cumprem suas funções.
O atual Núncio Apostólico do Brasil, nomeado em agosto de 2020, é Dom Giambattista Diquattro. Ele chegará a Juiz de Fora na noite do dia 3 de fevereiro e nos dias seguintes terá uma agenda extensa de compromissos em nossa arquidiocese.
Programação da Visita
Durante a coletiva, o Arcebispo de Juiz de Fora contou o roteiro detalhado da visita do Núncio. Os principais momentos serão: Ida a Fazenda da Esperança, Celebração no Seminário e Missa Solene na Catedral; os dois primeiros no dia 4 de fevereiro. “Ele terá três visitas importantes: primeiro, a Fazenda da Esperança, onde desenvolvemos um trabalho muito importante, que é a recuperação de pessoas dependentes químicas que desejam sair desta situação. Temos duas fazendas ele vai visitar a de Guarará. Seria interessante se ele pudesse visitar muitos outros campos de atuação que a Igreja tem, mas escolhemos a Fazenda da Esperança como símbolo que tudo aquilo que a Igreja faz no âmbito caritativo”, esclareceu ele.
Na tarde do sábado (4), Dom Giambattista segue para o Seminário Santo Antônio, em Juiz de Fora, onde celebrará uma Missa Vocacional com Rito de Ministérios de Leitor e Acólito para dois seminaristas. Todo o docente e discente estará presente, incluindo seminaristas de outras dioceses e de congregações que estudam no local.
“Isso traz para nós um significado grande, porque é também o ano vocacional e nós queremos, como pastores e formadores de pastores, dizer que existem outras vocações importantes e todos eles têm um papel importante na Igreja. Queremos juntar três partes, a formação intelectual, a formação espiritual litúrgica e a formação pastoral. Esse será um momento alto na nossa formação em Juiz de Fora”, afirmou Pe. Camilo, que além de Vigário para a Comunicação é Reitor do Seminário.
O ápice da visita será na tarde de domingo, dia 5 de fevereiro, na Catedral Metropolitana. “Como coroamento de toda a visita do Núncio à nossa Arquidiocese, teremos uma programação toda especial na Catedral. A partir das 14h30, teremos a entrada pontifical, onde vamos acolher solenemente o Núncio Apostólico, o nosso Arcebispo e os demais Bispos, em seguida, a Santa Missa. Portanto esse dia é para nós bonito, celebrativo, litúrgico, de toda a nossa história de fé da nossa arquidiocese”, disse Pe. João Paulo.
Vale destacar que a Missa de abertura do jubileu também marcará a abertura do Ano Mariano em nossa arquidiocese, a abertura do ano vocacional e contará com a acolhida da relíquia da Beata Isabel Cristina, que a partir de então ficará exposta para veneração dos fiéis na Catedral.
Mais informações sobre a abertura do jubileu serão divulgadas em breve.
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora
Homenagens ao Papa Emérito Bento XVI
A morte do Papa Emérito Bento XVI, na manhã do dia 31 de dezembro, mexeu com toda a Igreja. Desde a confirmação de seu falecimento pela Santa Sé, começaram a surgir ao redor do mundo manifestações de admiração e reconhecimento pelo papa alemão que conduziu a Igreja de Cristo por oito anos.
E na manhã desta quinta-feira, dia 05, foi realizada missa exequial do papa emérito na Catedral Metropolitana de Juiz de Fora, presidida pelo nosso pároco, padre João Paulo Teixeira Dias. Momento especial de agradecimento a Deus pela rica contribuição da vida de Bento XVI para a Igreja do mundo inteiro.
Também nos últimos dias, dois estudiosos da Arquidiocese de Juiz de Fora publicaram artigos em homenagem a Bento XVI: enquanto o texto do nosso vigário paroquial, padre Elílio de Faria Matos Júnior, foi divulgado no Jornal Tribuna de Minas, o escritor Luís Eugênio Sanábio e Souza teve seu trabalho veiculado no site do Vatican News. Confira, abaixo, o texto do padre Elílio na íntegra.
O Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, também escreveu um artigo em homenagem ao Papa Emérito. Clique aqui e confira.
O legado de Bento XVI
*Por Padre Elílio de Faria Matos Júnior
Bento XVI teve como grande orientação para o pensamento e para a vida o primado de Deus, tema realçado de modo particular pela espiritualidade da escola daquele que certamente lhe inspirou o nome: Bento de Núrsia.
Procurar o primado de Deus num mundo que, sob diversos aspectos, quer-se pós-cristão e pós-teísta é um grande desafio. Realçar as raízes que nossa vida tem no Eterno para uma mentalidade que vive submersa no tempo é uma empreitada difícil. Chamar a atenção para as coisas da alma e para o encontro íntimo com o Verbo de Deus num tempo em que só se quer o espetáculo e a exibição é colocar-se num caminho de incompreensão.
Sem negar – muito ao contrário! – que a Igreja tem uma missão temporal, social e até política (sem que ela mesma deva tomar o governo político), Bento XVI enfatizou a sede de infinito que caracteriza a alma humana e procurou apontar para a Fonte de Água Viva que é Deus. Nesse sentido, esforçou-se por defender a fé da Igreja diante do que considerava obnubilar o seu caráter transcendente. Defendeu a sacralidade da liturgia diante de tendências consideradas redutivistas. Quando o establishment realçava a relatividade das coisas humanas a ponto de, em muitos casos, abrir caminho para o relativismo e o niilismo, Bento XVI insistia na marca do Definitivo que está impressa no núcleo do coração humano. Se somos finitos e se nosso conhecimento é relativo, nem tudo, porém, deve desaguar nas falsas equiparações ou no vazio. Nossa finitude é atravessada pela positividade do Infinito de Deus, de um Deus tão próximo que quis mostrar-se visível aos nossos olhos carnais e fazer história conosco como verdadeiro homem, em Jesus de Nazaré.
Ratzinger não foi muito bem compreendido por muitos, porque, de certa maneira, nadava contra a correnteza. Mas foi justamente assim que nos deu sua parcela de contribuição e deixou sua grande marca na Igreja e no mundo. Nossas questões temporais têm muito a ganhar se abrirmos, de par em par, nossa alma para o Eterno. Não é preciso estar de acordo com todas as posições de Ratzinger para reconhecer a importância e a clarividência do núcleo do seu pensamento.
Eis o legado de Bento XVI, pastor e teólogo: o anúncio vivo, com todos os recursos argumentativos da razão e da fé de que, sem Deus, sem o Infinito, a vida humana fica estreita. Com Deus, ao contrário, tudo muda; sem tirar-nos nada do que faz a vida humanamente boa, Ele nos dá muito mais: abre-nos o horizonte de sua Vida, Luz eterna e Amor indestrutível.
* Com informações do site da Arquidiocese de Juiz de Fora

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