Catedral Metropolitana de Juiz de Fora

Papa envia mensagem ao Brasil no início da CF-2015

papa francisco 1 2A Igreja no Brasil inicia nesta quarta-feira de Cinzas, 18, junto ao período quaresmal a Campanha da Fraternidade. Para essa ocasião, o Papa Francisco enviou uma mensagem aos fiéis de todo o Brasil. Em sua palavra o Santo Padre pediu que cada pessoa faça um exame de consciência sobre o seu empenho "concreto e efetivo" na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.

A iniciativa brasileira se realiza dentro do contexto das celebrações dos 50 anos do Concílio Vaticano II e tem como tema: “Igreja e Sociedade” e o lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). A partir dessa proposta temática, a Igreja pretende levar os fiéis a refletir sobre "o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade propostos pelo Vaticano II para melhor servir ao povo brasileiro no atual momento e contribuir com a construção do reino de Deus".

Eis a íntegra da mensagem:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Aproxima-se a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa: tempo de penitência, oração e caridade, tempo de renovar nossas vidas, identificando-nos com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos, sobretudo aos mais necessitados. Neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, inspirando-se nas palavras d’Ele «O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos» (Mc 10,45), propõe como tema de sua habitual Campanha «Fraternidade: Igreja e Sociedade».

De fato a Igreja, enquanto «comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade» (Const. Dogmática Lumen gentium, 3), não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor, pois, «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo» (Const. Pastoral Gaudium et spes, 1). Mas, o que fazer? Durante os quarenta dias em que Deus chama o seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade - propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II - como serviço de edificação do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro.

A contribuição da Igreja, no respeito pela laicidade do Estado (cfr. Idem, 76) e sem esquecer a autonomia das realidades terrenas (cfr. Idem, 36), encontra forma concreta na sua Doutrina Social, com a qual quer «assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano» (Documento de Aparecida, 384). Isso não é uma tarefa exclusiva das instituições: cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com quem me relaciono. E de modo concreto, é preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que «cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo» (Exort. Apost. Evangelii gaudium, 187), sobretudo sabendo acolher, «porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos» (Discurso na Comunidade de Varginha, 25/7/2013). Assim, examinemos a consciência sobre o compromisso concreto e efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacífica.

Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz «Eu vim para servir» (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso, faço votos que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressureição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. A todos e a cada um, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, envio de todo coração a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Fonte: Portal A12


Coral Arquidiocesano Benedictus reinicia atividades e faz testes para novos membros

DSC08474 640x480 2O Coral Arquidiocesano Benedictus retoma suas atividades nesta terça-feira (27) para iniciar a preparação para as apresentações que realizará em 2015. Na próxima semana, começará o período de testes de verificação de potencialidades musicais para o ingresso de novos membros.

Os interessados devem comparecer à Catedral Metropolitana, onde o coral se reúne, na próxima segunda (2) ou terça-feira (3), às 18h. No teste de potencialidades musicais serão observados elementos técnicos, como afinação, ritmo e memória musical. Há vagas para homens e mulheres a partir dos 14 anos.

A Catedral fica na Rua Santo Antônio, 1201 – Centro.

O Coral

O Coral Arquidiocesano “Benedictus” foi criado há cerca de quatro anos pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, para unir o canto da música sacra e litúrgica às Celebrações Eucarísticas. O coral conta atualmente com 50 membros.

Fonte: Arquidiocese de JF


Vereadores aprovam projeto que torna Semana da Caridade evento oficial de Juiz de Fora

caridadeNa última sexta-feira (9), os vereadores de Juiz de Fora aprovaram, por unanimidade, o projeto de lei nº 103/2014, que dispõe sobre a inclusão da Semana da Caridade da Arquidiocese de Juiz de Fora no calendário oficial do município.

Antes de ir para votação no Plenário, o projeto foi avaliado pelas comissões de Legislação e Educação da Câmara Municipal. Nesta segunda-feira (12), os vereadores irão confirmar a aprovação, já que na primeira discussão não houve nenhum voto contrário. Para que a inclusão oficial no calendário seja confirmada, resta apenas a sanção por parte do prefeito Bruno Siqueira, o que pode acontecer ainda este mês.

A iniciativa de tornar a Semana da Caridade um evento oficial do calendário de Juiz de Fora é dos vereadores Júlio Gasparette e Isauro Calais. “A Igreja Católica é reconhecida como a instituição que mais exerce a caridade. Desta forma, procuramos fazer com que a Semana da Caridade se torne um evento oficial do município”, afirmou o vereador Júlio Gasparette.

Para Isauro Calais, recém eleito para mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o intuito do projeto de lei é seguir o exemplo da Arquidiocese e levar todos à reflexão sobre a caridade e a colocá-la em prática no dia a dia. “Nosso objetivo é fazer com que a preocupação com o outro, principalmente os mais pobres, seja lembrada pelos juiz-foranos todos os anos”.

O arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, demonstrou sua satisfação com a novidade e mostrou gratidão aos autores do projeto de lei. “Essa decisão da Câmara Municipal significa muito para a sociedade juiz-forana, sobretudo no que diz respeito aos pobres e sofredores. A Semana da Caridade é a expressão mais eloquente da Arquidiocese de Juiz de Fora para refletir sobre a atenção especial aos pequenos, questão considerada primordial pela Igreja Católica”.

A Semana da Caridade é promovida anualmente pelo Vicariato para o Mundo da Caridade da Arquidiocese de Juiz de Fora e teve, em maio de 2014, sua terceira edição. Na oportunidade, o Parque Halfeld recebeu uma tenda com mais de vinte estandes de pastorais e movimentos da Igreja Particular de Juiz de Fora que realizam trabalhos sócio-caritativos. Além disso, houve arrecadação de cobertores e roupas de frio para instituições ligadas à Arquidiocese.

Fonte: Arquidiocese de Juiz de Fora

Ano da Paz já tem iniciativas pelo Brasil

Somos-da-PAZCom a chegada do Ano Novo, iniciaram-se também ações pela Paz. Em 2014, os bispos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovaram, por unanimidade durante a 52ª Assembleia Geral, o Ano da Paz. Trata-se de um período de reflexões, orações e ações sociais, que se estenderá até o Natal de 2015.

No dia 1º de janeiro, paróquias da arquidiocese de São Luís (MA) reuniram fiéis para proclamar a paz. As missas começaram logo cedo, com participação de centenas de pessoas. Outras atividades estão previstas ao longo do ano na cidade, que pretende, ainda, contar com o engajamento de escolas, universidades e outros setores da sociedade. Na arquidiocese do Rio de Janeiro, também foram celebradas missas pela paz. O arcebispo, cardeal dom Orani João Tempesta, recordou que a “alegria nasce da paz que Cristo concede”.

“Que possamos viver este Ano da Paz com muitas bênçãos. Atitudes, gestos concretos e sempre pedindo ao Senhor que nos ilumine e que traga esta paz aos nossos corações, às famílias e a todo o mundo. Que a Paz reine em nossas fronteiras! Sejamos propagadores e testemunhas da paz, aquela paz que vem do Senhor”, disse o cardeal Orani.

Com a proposta do Ano da Paz, a Igreja no Brasil quer ajudar na superação da violência e despertar para a convivência mais respeitosa e fraterna entre as pessoas, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. “A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples”, pontua dom Leonardo.

De acordo com os últimos dados do Mapa da Violência, mais de 56 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Os jovens são os principais afetados neste contexto, somando mais de 27 mil vítimas naquele ano.

Dom Leonardo afirma que as relações mais próximas, na atualidade, encontram dificuldade de manterem-se vivas e que há uma violência generalizada. “Violência que se manifesta na forma da morte de pessoas, na falta de ética na gestão da coisa pública, na impunidade. A violência, a falta de paz, provém do desprezo aos valores da família, da escola na formação do cidadão, do desprezo da vida simples”, explicou.

Ações práticas

Para celebração do Ano da Paz, serão aproveitados os meses temáticos do Ano Litúrgico, como os meses vocacional, da Bíblia e da missão. “Vamos refletir durante o ano sobre o porquê da violência e sobre a necessidade de uma convivência fecunda e frutuosa. O Ano Litúrgico nos oferece oportunidades para pensar sobre a paz e a realidade da violência”, lembrou dom Leonardo.

O arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário da Silva, afirma que o Ano da Paz é um convite para reflexão sobre os motivos de tantos acontecimentos violentos. “Está na hora da sociedade brasileira dar passos no sentido de buscar uma harmonia maior no relacionamento humano. Os nossos relacionamentos estão muito degastados”, ressalta.

Para dom Leonardo, o Ano Litúrgico oferece oportunidades para refletir sobre a paz e a realidade da violência. “Os meses temáticos como agosto, mês das vocações, setembro, mês da Palavra de Deus, outubro o mês das missões. Mas desejamos ter um dia para manifestar nas ruas de nossas cidades que acreditamos na paz, na fraternidade”.

Fonte: Portal Canção Nova

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