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III Congresso Eucarístico Arquidiocesano - Novembro de 2024

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Papa na ONU: cuidado com o Meio Ambiente e luta pelos excluídos

Papa Francisco discursa na 70ª Assembleia Geral da ONU e destaca cuidado com o meio ambiente e luta pelos excluídos; questão nuclear também foi abordada

onu papa discurso1O Papa visitou na manhã desta sexta-feira, 25, a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. O convite foi feito pelo secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. Esta é a quinta visita de um Pontífice ao Concerto das Nações.

Logo que chegou ao local, o Santo Padre teve um encontro privado com Ban Ki-moon e assinou o Livro de Ouro da ONU, registrando sua presença.

Em seguida, Francisco dirigiu algumas palavras aos funcionários da casa, ressaltando que apesar do trabalho discreto e simples que realizam nos bastidores, seu compromisso diário torna possível as iniciativas das Nações Unidas. O Papa desejou ainda que os funcionários, enquanto trabalham, sejam capazes de, segundo as próprias capacidades, cuidar uns dos outros, sendo solidários e respeitosos, encarnando neles mesmos, o ideal da Organização, sendo “uma família humana unida, que vive em harmonia, que trabalha não só pela paz, mas em paz”.

Ao final, houve um momento de silêncio, em homenagem a todos os funcionários que tombaram em serviço. [Leia a saudação na íntegra]

Após este breve momento, o Santo Padre se dirigiu a Assembleia Geral da ONU, em que estavam presentes chefes de Estado e de Governo e representantes de 193 países.

A sessão da 70ª Assembleia Geral das Nações Unidas foi aberta pelo seu presidente, o dinamarquês Mogens Lykketoft, que apresentou as preocupações atuais do mundo. Em seguida, o secretário geral Ban Ki-moon disse que jamais na história as Nações Unidas sentiram-se tão honrados. Ele agradeceu Francisco por ter mostrado ser um homem de fé, de todos os credos, e exaltou o exemplo e testemunho do Pontífice, que “inspira a todos”.

O secretário lembrou ainda que a visita do Papa a ONU coincide com o estudo da agenda para o desenvolvimento sustentável, e isso “não é uma coincidência”, fazendo alusão a Encíclica Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum.

Discurso do Papa
Em seu discurso aos líderes, Papa Francisco destacou o cuidado com o Meio ambiente e a questão dos excluídos.

Logo no início, o Papa reconheceu o apreço que a Igreja tem pela Organização, que festeja seu 70º aniversário, e disse que a mesma é uma resposta jurídica e política adequada para o momento histórico.

Francisco lembrou que, no trabalho das Nações Unidas, a justiça é um requisito indispensável para se realizar o ideal de fraternidade universal. E recordou que a limitação do poder é uma ideia implícita no conceito de direito: “Dar a cada um o que lhe é devido, segundo a definição clássica de justiça, significa que nenhum indivíduo ou grupo humano se pode considerar onipotente, autorizado a pisar a dignidade e os direitos dos outros indivíduos ou dos grupos sociais.”

A partir daí, o Papa concentrou seu discurso em dois problemas, consequentes de um mau exercício do poder: a questão do meio ambiente e a luta pelos excluídos.

O Papa lembrou que existe um “direito do ambiente”, que o ser humano faz parte deste, e “só pode sobreviver e se desenvolver se o ambiente ecológico lhe for favorável”, e que qualquer dano ao meio ambiente é um dano ‘a humanidade. Além disso, Francisco frisou que toda a criação provém do Amor de Deus, e que cada uma das criaturas têm seu valor; ao ser humano é permitido, portanto, “servir-se respeitosamente da criação para o bem dos seus semelhantes e para a glória do Criador, mas sem abusar dela e muito menos sentir-se autorizado a destruí-la”.

Acesse
.: Discurso na íntegra

Quanto à questão dos excluídos, o Papa disse que a ambição egoísta e ilimitada de poder e bem-estar material leva não só ao abuso dos meios materiais disponíveis, mas também à exclusão dos “fracos e menos hábeis”, frisando que a exclusão econômica e social é uma negação total da fraternidade humana e um atentado grave aos direitos humanos e ao ambiente. Francisco lembrou que os mais pobres “são descartados pela sociedade, ao mesmo tempo são obrigados a viver de desperdícios, e devem sofrer injustamente as consequências do abuso do ambiente. Estes fenômenos constituem, hoje, a «cultura do descarte» tão difundida e inconscientemente consolidada.”

O Papa destacou a responsabilidade de todos os governantes neste quesito: “O mundo pede vivamente a todos os governantes uma vontade efetiva, prática, constante, feita de passos concretos e medidas imediatas, para preservar e melhorar o ambiente natural e superar o mais rapidamente possível o fenômeno da exclusão social e econômica, com suas tristes consequências de tráfico de seres humanos, tráfico de órgãos e tecidos humanos, exploração sexual de meninos e meninas, trabalho escravo, incluindo a prostituição, tráfico de drogas e de armas, terrorismo e criminalidade internacional organizada. Tal é a magnitude destas situações e o número de vidas inocentes envolvidas que devemos evitar qualquer tentação de cair num nominalismo declamatório com efeito tranquilizador sobre as consciências.”

Francisco ressaltou que deve-se cuidar para que as instituições sejam realmente eficazes na luta contra os problemas. E chamou a atenção para que este cuidado não fique somente na burocracia e no levantamento de estatísticas e metas, mas que seja observado que, além dos números, “existem homens e mulheres concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem, e que muitas vezes se vêem obrigados a viver miseravelmente, privados de qualquer direito.” O Papa apontou que para estes, a solução é que sejam atores do seu próprio destino.

“O desenvolvimento humano integral e o pleno exercício da dignidade humana não podem ser impostos; devem ser construídos e realizados por cada um, por cada família, em comunhão com os outros seres humanos e num relacionamento correto com todos os ambientes onde se desenvolve a sociabilidade humana – amigos, comunidades, aldeias e vilas, escolas, empresas e sindicatos, províncias e países, e reafirmou a importância da educação. O Papa chamou a atenção para que seja assegurado a todos o direito ao mínimo a nível material e espiritual. “A nível material, este mínimo absoluto tem três nomes: casa, trabalho e terra. E, a nível espiritual, um nome: liberdade do espírito, que inclui a liberdade religiosa, o direito à educação e os outros direitos civis.”

O pontífice destacou que a experiência destes setenta anos de existência das Nações Unidas e dos primeiros quinze anos do milênio mostram tanto a eficácia da plena aplicação das normas internacionais como a ineficácia da sua inobservância. “Se se respeita e aplica a Carta das Nações Unidas, com transparência e sinceridade, sem segundos fins, como um ponto de referência obrigatório de justiça e não como um instrumento para mascarar intenções ambíguas, obtém-se resultados de paz. Quando, pelo contrário, se confunde a norma com um simples instrumento que se usa quando resulta favorável e se contorna quando não o é, abre-se uma verdadeira caixa de Pandora com forças incontroláveis, que prejudicam seriamente as populações inermes, o ambiente cultural e também o ambiente biológico.”

Francisco também criticou a questão nuclear e lembrou que “Uma ética e um direito baseados sobre a ameaça da destruição recíproca – e, potencialmente, de toda a humanidade – são contraditórios e constituem um dolo em toda a construção das Nações Unidas, que se tornariam «Nações Unidas pelo medo e a desconfiança».” O pontífice disse ser necessário trabalhar por um mundo sem armas nucleares e elogiou os acordos da Ásia e do Médio Oriente.

O Papa ainda mostrou sua preocupação com a perseguição aos cristãos na região da África e com as situações de conflito na Síria. “Estas realidades devem constituir um sério apelo a um exame de consciência por parte daqueles que têm a responsabilidade pela condução dos assuntos internacionais. (…) Nas guerras e conflitos, existem pessoas, nossos irmãos e irmãs, homens e mulheres, jovens e idosos, meninos e meninas que choram, sofrem e morrem. Seres humanos que se tornam material de descarte, enquanto nada mais se faz senão enumerar problemas, estratégias e discussões.”

Francisco citou a carta enviada por ele ao Secretário Ban Ki-Moon, em agosto do ano passado: “a mais elementar compreensão da dignidade humana obriga a comunidade internacional, em particular através das regras e dos mecanismos do direito internacional, a fazer tudo o que estiver ao seu alcance para impedir e prevenir ulteriores violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas» e para proteger as populações inocentes.”

A temática do narcotráfico também foi levantada por Francisco, “uma guerra «suportada» e pobremente combatida. O narcotráfico, por sua própria natureza, é acompanhado pelo tráfico de pessoas, lavagem de dinheiro, tráfico de armas, exploração infantil e outras formas de corrupção. Corrupção, que penetrou nos diferentes níveis da vida social, política, militar, artística e religiosa, gerando, em muitos casos, uma estrutura paralela que põe em perigo a credibilidade das nossas instituições.”

Francisco recordou as palavras de Paulo VI, quando disse que o perigo não está no progresso nem na ciência, mas no homem, “que dispõe de instrumentos sempre cada vez mais poderosos, aptos tanto para a ruína como para as mais elevadas conquistas”, e frisou que a casa comum de todos os homens deve continuar a erguer-se sobre uma recta compreensão da fraternidade universal e sobre o respeito pela sacralidade de cada vida humana, e da natureza criada. “Tal compreensão e respeito – disse o Papa- exigem um grau superior de sabedoria, que aceite a transcendência, renuncie à construção duma elite onipotente e entenda que o sentido pleno da vida individual e coletiva está no serviço desinteressado aos outros e no uso prudente e respeitoso da criação para o bem comum.”

O Papa finalizou seu discurso dizendo que o mundo contemporâneo, aparentemente interligado, experimenta uma crescente, consistente e contínua fragmentação social que põe em perigo todo o fundamento da vida social e assim acaba por colocar-nos uns contra os outros na defesa dos próprios interesses, e reafirmou a urgência das questões: “Não podemos permitir-nos o adiamento de «algumas agendas» para o futuro. O futuro exige-nos decisões críticas e globais face aos conflitos mundiais que aumentam o número dos excluídos e necessitados.”

Por fim, o Papa definiu as Nações Unidas como penhor para um futuro seguro e feliz para as gerações futuras. “Sê-lo-á se os representantes dos Estados souberem pôr de lado interesses sectoriais e ideologias e procurarem sinceramente o serviço do bem comum.”

Fonte: Canção Nova

Intenções de Oração do Papa Francisco para o mês de outubro

papa francisco 1 2Nas intenções de oração do Papa Francisco para o mês de outubro, o Pontífice confiou ao Apostolado da Oração os seguintes propósitos:

Como intenção Universal o Santo Padre reza, “Para que seja erradicado o tráfico de pessoas, a forma moderna de escravidão”.

Já na intenção para a Evangelização, Francisco pede pela Missão na Ásia - “Para que, com espírito missionário, as comunidades cristãs do continente asiático anunciem o Evangelho a todos aqueles que ainda não o conhecem”.

As intenções de oração do Papa são confiadas, cada mês, ao Apostolado de Oração. Em todo o mundo, fiéis seguem essa iniciativa e rezam com o Santo Padre pelas intenções propostas.

*Fonte: www.apostoladodaoracao.pt


2º Seminário do Fórum das Pastorais Sociais

banner 1442412925Com o intuito de fortalecer a articulação do setor social nas (Arqui)dioceses e no Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) da CNBB, será realizado nos dias 6 a 8 de novembro, o 2º Seminário do Fórum das Pastorais Sociais.

Neste ano o Seminário terá uma particularidade: não acontecerá em Belo Horizonte. No intuito de conhecer outras realidades, o encontro será realizado na Casa de Retiro Nossa Senhora da Alegria, na Arquidiocese de Mariana.

Com o tema "Os valores que constituem a identidade e missão cristã no mundo", o 2º Seminário do Fórum das Pastorais Sociais é direcionado a coordenadores(as), agentes e lideranças de pastorais, organismos e movimentos sociais das (arqui)dioceses do Leste 2. Além de partilhar realidades pastorais o encontro pretende ser espaço para dinamizar e integrar o trabalho de evangelização e promoção humana, tendo como referência o serviço à vida, a opção preferencial pelos pobres e as Diretrizes Gerais da CNBB.

Serviço
2º Seminário do Fórum das Pastorais Sociais
6 (início às 19h) a 8 (término ao meio dia) de novembro de 2015
Tema: Os valores que constituem a identidade e missão cristã no mundo
Assessoria: Marilza Lopes- Coordenadora do Conselho Nacional Leigos do Brasil (CNLB)

Inscrições: As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de outubro, através do formulário on line.

São 2 (dois) participantes por (Arqui)diocese. O Fórum das Pastorais Sociais arcará com as despesas de alimentação e hospedagem. As despesas de transporte ficarão por conta das (Arqui)dioceses ou Pastorais Sociais.

Local do Encontro
Casa de Retiro Nossa Senhora da Alegria
Rua Floritá s /n - Vila Samarco (atrás da Pirâmide) - Mariana (MG)
Tel.: (31) 3553-8752 / 9767-8005 (Amanda)

Importante:

√ Os participantes devem levar para o Seminário, síntese da realidade local da pastoral social da (Arqui) dioceses (5 minutos para cada diocese apresentar).

√ É necessário que o participante programe a saída com antecedência, pois, chegando em Mariana, há necessidade de outro transporte para o local do encontro.

√ É necessário levar roupa de cama e banho.

√ Levar comidas típicas de sua região para a noite cultural.


Outras informações
Cebs: 31 3269-3132 (Suzana) 
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Fonte: CNBB Leste2

 

Cardeais falam sobre o Sínodo dos Bispos

Sínodo dos Bispos trata da vocação e missão da família./ Foto: L’Osservatore RomanoA XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem por tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo” teve início neste domingo, 04, no Vaticano.

O Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida (SP), falou de suas expectativas para este sínodo em entrevista ao Programa Brasileiro, da Rádio Vaticano: “As expectativas são as melhores. Esta Assembleia sinodal ordinária é a conclusiva da primeira etapa que começamos no ano passado com o mesmo tema: a família. Na primeira etapa, nós tratamos mais dos desafios que a família enfrenta no mundo de hoje. Nesta segunda etapa, a conclusiva, votaremos um documento final que será entregue ao Santo Padre. E dependerá dele o desejo de fazer uso deste documento para publicar uma Exortação pós-sinodal ou não. Cabe ao Santo Padre esta decisão. Nós esperamos continuar aprofundando os desafios, mas procurando dar uma resposta. Primeiro, analisando esses desafios à luz da palavra de Deus, portanto procurando descobrir a missão da família. Depois, procurar mostrar também o caminho da família no mundo de hoje, que é de ser missionária, uma pequena Igreja doméstica, uma Igreja que não se fecha em si mesma, mas que se abre para evangelizar outras famílias, levar a Boa Nova do Evangelho a outras pessoas.”

Dom Damascendo completou: “Que as famílias possam encontrar na palavra final do Sínodo uma luz para viver a sua vocação matrimonial e possa encontrar também uma inspiração para fazer do seu lar uma Igreja doméstica, missionária, que assuma sua responsabilidade com o futuro da Igreja e da sociedade. Esperamos também que leve um conforto e um consolo e uma orientação aos casais que passam por sérias dificuldades.”

O Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer também falou à emissora, e se deteve na relação da mídia com o Sínodo: “Primeiramente, é positivo que a mídia se interesse pelo tema da família e pelo trabalho da Igreja em relação a ela. Seria pior se não se interessasse por nada. Por outro lado, é claro, é preciso ter discernimento e senso crítico em relação às tentativas de eventualmente pautar o Sínodo a partir de certos setores da mídia ou da opinião pública. A mídia certamente levanta questões a partir daquilo que é a vida da sociedade, da cultura do momento. Mas, como o Papa disse, o que nos deve orientar não é simplesmente aquilo que são desejos, mas nossa fidelidade realmente à Palavra de Deus e aos desígnios de Deus sobre a família.”

Dom Odilo lembrou das palavras usadas pelo Papa: “O Sínodo não é um parlamento, disse o Papa, onde se dá a vitória de um sobre o outro. Somos todos discípulos da Palavra de Deus. O trabalho da mídia é importante, mas seria bom se pudesse perceber o trabalho da Igreja.”

O Sínodo acontece até o próximo dia 25. Seu tema é: “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.”

 

Fonte: Canção Nova Notícias
Foto: L’Osservatore Romano

 

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