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III Congresso Eucarístico Arquidiocesano - Novembro de 2024

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Encontro entre imagens do Senhor dos Passos e Nossa Senhora emociona fiéis na Catedral

procissao encontroA Procissão do Encontro é, sem dúvidas, uma das celebrações mais emocionantes da Semana Santa. Ano após ano, os fiéis têm a oportunidade de presenciar, neste dia, o encontro doloroso entre Maria e seu Filho, Jesus, no caminho do Calvário.

E, em 2022, foi mais especial ainda, pois os fiéis conseguiram participar deste momento que não acontecia há dois anos devido à pandemia. Após a celebração presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, as imagens de Nossa Senhora das Dores (acompanhada pelas mulheres que estavam presentes) e do Senhor dos Passos (acompanhada pelos homens) seguiram para a frente da Catedral Metropolitana, onde, o padre José Elissandro Santos de Santana, sss, proclamou o Sermão do Encontro.

Em entrevista o arcebispo falou sobre a celebração, que esse ano ainda foi um pouco diferente, devido à pandemia. “Celebramos nesta Terça-feira Santa, mais uma vez a tradicional Procissão do Encontro. O encontro de Jesus com Maria recordando aquele momento dramático da subida do Calvário, diz São João que Maria estava de pé no alto do Calvário diante de Jesus, então em determinado momento houve esse encontro, não se sabe se foi mais no meio ou no fim, mas de fato o encontro existiu”.

Dom Gil ainda trouxe para o nosso cotidiano a vivência deste dia importante. “Tradicionalmente celebramos esse encontro para mostrar que nós queremos encontrar Cristo e que Cristo quer nos encontrar, mas queremos encontrar a Cristo fiéis como Maria foi, sempre de pé, confiantes e esperançosos, suportando as dores sem perder a paciência e o controle. O mundo de hoje tem muitos conflitos, problemas, guerras, brigas políticas, tantas coisas que são desencontros e nós queremos reabilitar-nos para encontrar Jesus nos nossos Calvários para que tenhamos forças para vencer as dificuldades e com Ele celebrar a vitória da Ressurreição”.

O padre José Elissandro que proferiu o Sermão do Encontro destacou a beleza da celebração do encontro. “Foi um momento de dedicação, de encontro com a Palavra de Deus e esses sentimentos que nos trazem toda a memória essa entrega linda do nosso Senhor por cada um de nós. No encontro com Maria, a mulher das Dores e também com a humanidade toda inteira, que sente, que revive, que está junto neste momento, que é essa via dolorosa do amor de Deus por cada um de nós. Ele que se entregou totalmente por nós e que doou-se de modo maravilhoso nos faz reviver esse momento”.

“Eu aqui em Juiz de Fora pela primeira vez me fez perceber o grande amor de Deus por mim que me chama como consagrado e padre religioso, mas também a tantas e tantas pessoas, que por meio do sacramento do batismo são filhas amadas e filhos amados por Deus”, completa sobre sua primeira Semana Santa vivida em nossa cidade, pois foi transferido para Juiz de Fora no início deste ano a partir da instalação da Congregação dos Padres Sacramentinos no Cenáculo São João Evangelista.

Ao final do sermão, Dom Gil deu a bênção final e os fiéis presentes puderam venerar as imagens de Nossa Senhora e do Senhor dos Passos.

Acesse o Facebook da Catedral e confira as fotos.

Catequese da Catedral realiza Via-Sacra Encenada

via-sacra-catequeticaNa Quarta-feira Santa, 13 de abril, a Catequese da Catedral realizou uma Via-Sacra encenada logo após a missa das 19h. Centenas de fiéis puderam refletir as estações da Via crucis e reviver o momento da Paixão de Cristo. O arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, participou deste momento emocionante que marcou a Semana Santa na Catedral.

A crucificação de Jesus aconteceu na frente do altar-mor da Catedral, ao lado dos dois ladrões. Ao final, Dom Gil parabenizou todas as pessoas responsáveis pela produção e organização da encenação e destacou que não foi apenas um teatro, mas uma vivência profunda da via dolorosa.

Em entrevista Dom Gil destacou a importância desta meditação. “Terminamos de acompanhar a Via-Sacra encenada pelos meninos da Catequese, sobre a coordenação da Luzia Helena. Uma encenação muito bem feita, bonita e piedosa que ajudou a comunidade e a todos nós rezarmos e meditarmos os passos de Cristo da sua morte até a sua Ressurreição. A Via-Sacra é esse exercício espiritual que nós já temos desde o tempo de São Francisco, no século XIII, dividindo a Paixão de Cristo em 14 quadros meditativos e, por fim, nós ainda acrescentamos mais o último quadro que é a Ressurreição, uma maneira do povo poder meditar e visualizar aquilo que está escrito nas Sagradas Escrituras”, explicou o arcebispo.

A coordenadora da Catequese da Catedral e principal organizadora da Via-Sacra, Luzia Helena Vale Fonseca, contou sobre essa vivência de refletir sobre os passos de Jesus. “Foi bom e, ao mesmo tempo, doído porque nesta experiência a gente consegue imaginar um pouquinho como que Ele sofreu. Aqui eles [catequizandos] vivenciaram a prática do que é passado em sala para eles, mas a gente já realiza essa Catequese em ação, que foge daquelas quatro paredes da sala e vai para o dia a dia da vida. E agora nesse momento tão importante da nossa Igreja foi uma das missões que a gente recebeu e se dedicou mais pela grandiosidade”.

A estudante, Anabel Vale Fonseca, falou sobre como foi representar Nossa Senhora na encenação. “Foi uma experiência única, desde os ensaios até aqui, acho que na hora que a gente vestiu a roupa e entrou na igreja caiu a ficha. Mas desde os ensaios estava sendo muito interessante, não só interpretar, mas também aprender com mais detalhes como foi e também dá aquela emoção, na hora que estava vendo Jesus ser crucificado eu fiquei extasiada”, completou.

Confira mais fotos da Via-Sacra Catequética em nosso Facebook.

Missa da Unidade reúne Clero no aniversário de 60 anos da Arquidiocese de Juiz de Fora

santos oleosNa manhã dessa Quinta-feira Santa (14), o Clero da Arquidiocese de Juiz de Fora reuniu-se para a Missa da Unidade, também chamada Missa do Crisma e Missa dos Santos Óleos, na Catedral de Juiz de Fora. A Eucaristia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano, Dom Gil Antônio Moreira, e concelebrada pelo Arcebispo Emérito, Dom Eurico dos Santos Veloso, e pelos sacerdotes diocesanos e religiosos.

“A Semana Santa é a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. É o sentido da vida dos cristãos, e sobretudo da vida do padre e do bispo. Então, ter um dia especial só para o clero, juntamente com seu bispo, de celebrar a unidade arquidiocesana, é muito significativo. Nós fazemos isso na quinta-feira Santa, dia da instituição do sacerdócio e da Eucaristia, motivo da vida e da vocação sacerdotal. É muito bonito, muito agradável, muito gratificante para o coração do bispo e de cada padre, de cada diácono, nos reunirmos neste dia para celebrar com tempo, com alegria, com disposição os mistérios do Senhor", afirmou Dom Gil.

Na ocasião, os presbíteros presentes renovaram suas promessas sacerdotais e Dom Gil abençoou os Óleos dos Catecúmenos e dos Enfermos e consagrou o Óleo do Crisma. “O Santo Crisma é o principal deles, porque é usado no batismo, na crisma e nas ordenações. É um óleo perfumado. O santo óleo, bento na catedral, espalhado por todas as paróquias, é também um símbolo de unidade diocesana”, ressaltou o Arcebispo Metropolitano.

O Pastor Arquidiocesano lembrou que a Celebração Eucarística também marcou o aniversário de 60 anos de elevação da Diocese de Juiz de Fora à condição de Arquidiocese e a criação da Província Eclesiástica, que inclui as dioceses de Leopoldina e São João del-Rei. “Vamos nos aperfeiçoando na vivência de uma Igreja cada vez mais sinodal, que não é outra coisa que uma Igreja da unidade, obedecendo àquilo que Jesus pediu: ‘que todos sejam um, como Eu e Tu, Pai, somos uma coisa só, para que o mundo creia’ (cf. Jo 17,21).”

Clique aqui e confira mais fotos.

Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora

Missa de sétimo dia do Sr. José Lopes, pai do Pe. Anchieta, será nesta terça-feira (19)

setimo dia jose lopes fundo azulA Missa de sétimo dia de falecimento do Sr. José Lopes Lima, pai do nosso administrador paroquial, Pe. José De Anchieta Moura Lima, será nesta terça-feira (19), às 12h, na Catedral Metropolitana, com transmissão ao vivo pelo Facebook e YouTube da WebTV “A Voz Católica”, pela Rádio Catedral FM 102,3 e pelo Facebook da Catedral.

Em Guiricema - MG, a missa será na Matriz de Nossa Senhora da Encarnação, às 19h. 


A vida do papai: um legado

Pe. Aureliano de Moura Lima, SDN (irmão do Pe. Anchieta)

“A vida pra quem acredita, não é passageira ilusão.
A morte se torna bendita porque é nossa libertação.
Nós cremos na vida eterna e na feliz ressurreição.
Quando de volta à Casa paterna, com o Pai os filhos se encontrarão”.

Desde criança ouvia do papai, em voz retumbante, esse hino, dentre tantos outros hinos religiosos que ressoam ainda nos ouvidos de minh’alma saudosa, pois ficaram apenas saudosas lembranças: no dia 13 último, Quarta-feira Santa, meu pai, José Lopes de Lima, fez sua viagem definitiva para a Casa do Pai. Filho prestimoso, foi se encontrar com o Pai, de quem, certamente, recebeu o abraço de Pai misericordioso. Transportado aos ombros do Bom Pastor para os prados verdejantes reservados a todos que buscam, em sua peregrinação terrestre, fazer a vontade do Pai.

Diz a Sagrada Escritura que ninguém deve ser elogiado enquanto não terminar sua vida neste mundo (cf. Pr 27,1-2). Então agora posso tecer aqui algumas considerações sobre meu pai que julgo relevantes, sobretudo em relação aos sentimentos de afeto, de respeito, de admiração e de gratidão pelo que o Senhor realizou em sua vida.

Temor de Deus: papai sempre nos ensinou a amar e a temer a Deus. Sua vida se resumiu em cuidar da família, em ir à igreja para o culto religioso e em trabalhar para o sustento da família. Nos entremeios de tempo rezava, lia, visitava algumas poucas pessoas. Ia à rua somente para resolver alguma pendência como mercado, pagamento, recebimento da aposentadoria, farmácia, consulta ou outro serviço parecido. Afora isso, em casa. Sua convicção a respeito da fé era tão grande que, ao ser transferido da enfermaria para a UTI disse: “Nossa vida está nas mãos de Deus. Esta é a suprema verdade”

Amor á Igreja: homem de Igreja, era convicto de sua fé, obediente aos ensinamentos da Igreja, nunca duvidou do caminho que trilhava. Nunca obrigou os filhos a irem às celebrações. Mas sempre recomendou a participação com a palavra e o exemplo. Indo à cidade, seu primeiro compromisso era entrar na igreja e fazer sua oração diante do Santíssimo Sacramento.

Vida em família: firme, rigoroso, exigente em relação à disciplina nos compromissos diários. Não admitia mentira, desonestidade, enganação, furto de qualquer espécie, vícios, desrespeito. Se soubesse que algum filho estivesse em algum descaminho, nunca se furtava em chamar-lhe a atenção. Um aspecto importante a ressaltar é que ele nunca proibiu a nenhum filho nas suas buscas e decisões. Orientava, mas não impunha nada.

Paciente nas dificuldades: quando chegava cansado do serviço, nem sempre havia comida pronta. Ele buscava lenha, acendia o fogo, fazia a comida e chamava os filhos pequenos para comer e levava também para a mamãe com todo carinho. Aquilo era uma cena admirável, pois ele fazia tudo isso em silêncio, sem reclamar nem murmurar.

Amor a Nossa Senhora: um homem apaixonado pela Mãe de Jesus. Sempre rezou o terço. Quando voltava do trabalho, nas estradas e caminhos rurais, a pé, cansado, ao anoitecer, rezava o terço. Chegava à casa cansado, se sentava no banco de madeira à luz de lamparina. O mais novo corria para sentar em seu colo. E ele continuava rezando o terço de Nossa Senhora, silenciosamente. Por vezes cochilava e o terço caía no chão. Ele retomava, terminava, se lavava num “banho de gato” e ia descansar para a luta do dia seguinte.

Amor aos pobres: acolhia a todos que passavam em nossa casa. Nunca discriminava ninguém. Com todo carinho acolhia pessoas discriminadas por serem pobres ou deficientes, dando-lhes comida e guarida. Nunca nos dizia como devemos tratar as pessoas: ensinava com seu modo de fazer as coisas, de tratar as pessoas. Seu exemplo era seu ensinamento para nós. Sempre repartiu com os mais pobres que batiam à nossa porta.

Bens e posses: sua relação com os bens materiais era de total desapego. Não era consumista nem acumulador: se relacionava com total liberdade com o dinheiro, com aplausos e posses. Bem antes de morrer repartiu o pequeno sítio com os filhos sem nenhuma ressalva. Ajudava várias entidades religiosas e sociais com o pouco que tinha. Foi vicentino, congregado mariano, professor na juventude, pedreiro, carapina, mestre de obras, dirigente de encontros celebrativos etc. Nunca se apegou a nenhum cargo ou função nem se vangloriava de nada. Ao receber uma homenagem na Câmara Municipal de Guiricema, recentemente, perguntaram como se sentia. Respondeu sem rodeios: “continuo o mesmo”.

Netos e bisnetos: relação sempre afetuosa, carinhosa. Os netos mais crescidos e já mais conscientes dos acontecimentos choraram muito sua morte. Papai tratava-os com carinho, jogava baralho com eles, acolhia com ternura e afeto. A Patrícia, neta e cuidadora da mamãe e dele, escreveu um lindo texto que retrata bem seu cotidiano:

“Sabe o que dói? É ver aquelas roupas penduradas no guarda-roupas e saber que aquela camisa preferida ele não vai usar mais.

Sabe o que dói? É aquele ‘Bom dia minha querida...’ eu não vou ouvir mais.

Sabe o que dói? O café pontual das 15h que eu tomava com ele... agora não faz sentido mais.

Sabe o que dói? Aquele doce de leite que era o preferido dele... não é tão doce mais.

Sabe o que dói? Não ouvir seu batido de palmas, seu pulo repentino da cama e até o barulho de seus pés esfregando um no outro, pois o banho iria ficar pra depois.

Sabe o que dói? É olhar pra varanda e ele não estar sentado com o terço na mão. É ver sua bengala que não o apóia mais.

É saber que tudo que ele mais gostava: celular, noteboock e baralho agora estão num canto, pois não serão tocados por ele mais.

E mesmo doendo, doendo muito, sinto-me com o dever cumprido. E que ele não tem o que reclamar de mim. E isso me consola e fortalece para eu continuar seguindo...” (Patrícia Freitas).

Deus seja louvado pela vida do papai nesta sua Páscoa definitiva. Posso afirmar dele pelo que conheço de perto, como filho: "Combateu o bom combate, completou a carreira, guardou a fé". Um esteio pra nossa família, um esposo quase pai da mamãe, um pai firme e zeloso, um avô afetuoso. Homem de Deus, de fé firme, cheio de amor pelos pobres, apaixonado pela Eucaristia, por Nossa Senhora, pela Igreja. Deixou pra nós, seus filhos, um legado de firmeza, de desprendimento, de fidelidade, de honestidade, de fé, de justiça, de simplicidade, de humildade.

Muito obrigado, papai, pela vida dedicada a todos nós. O Deus a quem o senhor procurou sempre amar e servir lhe dê a felicidade sem fim. A mim me resta agradecer sempre mais a Deus pelo dom da vida do papai. Uma vida que se fez vida para todos nós, seus filhos e filhas. Deixou grande legado. Queremos fazê-lo florescer e frutificar.

Finalmente, deixo uma palavra de minha irmã primeira, Maria Marta, que viveu todos os seus anos ao lado do papai. Era seu anjo da guarda, seu braço direito, seu apoio, em quem o papai confiava plenamente. Por último foi sua cuidadora, zeladora, como o é da mamãe:

“Quanta falta estou sentindo do senhor! O que mais gostava de fazer era escrever e responder todas as mensagens. E fazia com muito carinho. Claro que não deixava de fazer suas orações. Descanse em paz, meu querido pai. Vou continuar cuidando da mãe com o mesmo carinho. Tenho certeza que está junto de Deus”.

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