“Estou em comunhão de oração com os catequistas que se dedicam de corpo e alma à catequese”, afirma dom Rixen

Dom-RixenNo último domingo de agosto, dia 27, será comemorado em todo o Brasil o Dia do Catequista. Por ocasião da data, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou mensagem encorajando à perseverança todos os catequistas. Na oportunidade, o portal da CNBB entrevistou o bispo de Goiás, dom Eugênio Rixen, sobre a importância da catequese como ensinamento essencial da fé. Dom Rixen já foi presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Aos 72 anos, completados neste ano, dom Rixen é de origem belga. Já foi bispo de Assis, em São Paulo e atualmente é bispo de Goiás, posto que exerce há 18 anos. Por lá é conhecido por manter o seu compromisso com as causas dos trabalhadores do campo, dos povos indígenas e dos migrantes. Também é elogiado por sua luta pela saúde pública, pela educação e pelo trabalho com dependentes químicos.

Na CNBB, como presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, cargo que exerceu por dois mandatos, ficou conhecido por apontar novos caminhos para a Iniciação à Vida Cristã. Atualmente tem vários livros publicados sobre o assunto.

Confira a entrevista:

Antes de falarmos sobre a pessoa do catequista, gostaríamos que abordasse um pouco de sua ação pastoral, uma vez que o catequista tem o poder de falar em nome da Igreja e é enviado para exercer essa missão.

De fato, o catequista está a serviço da iniciação à vida cristã de crianças, adolescentes, jovens e adultos. Por isso, ele recebe uma missão da sua comunidade. Catequese significa”fazer ecoar”. Mas ecoar o quê? Em primeiro lugar a Palavra de Deus que ele recebe da Igreja. E ele transmite esta Palavra para que ela transforme a sua vida e a comunidade. Em seguida, ele faz entrar em comunhão com Deus e com a Igreja através da Liturgia, dos Sacramentos e do ensino da Doutrina. Hoje, mais do que nunca, o catequista precisa ser uma testemunha dos valores do Evangelho, pois se atrai mais pelo exemplo de vida do que por muitas palavras não vividas.

Uma das finalidades da evangelização é convidar homens e mulheres à conversão e a fé. Este chamado pode ser realizado de várias formas, entre elas por meio da catequese. Qual sua opinião sobre isso?

O primeiro objetivo da catequese é ajudar os catequizandos e crismandos a fazerem uma verdadeira experiência de Deus através do anúncio do Querigma. Este, consiste no anúncio inicial de que somos amados pelo Pai, apesar das nossas fraquezas, que Jesus, Filho de Deus, nasceu no meio de nós, morreu para nos salvar e ressuscitou, vencendo assim a morte, e que o Espírito Santo continua animando e fortalecendo a Igreja. Após este primeiro anúncio, começa a catequese propriamente dita que aprofunda o conteúdo da fé, faz entrar na vida dos sacramentos, estuda a moral cristã e leva a uma profunda vida de oração.

A catequese na Igreja é uma praxe que remonta à época apostólica, mas que tem a sua fonte primeira no próprio Jesus, que foi um excepcional mestre de doutrina e de vida. Hoje em dia, ainda que a catequese seja uma responsabilidade de toda a comunidade cristã, há algumas pessoas que recebem um encargo especial, nesta tarefa pastoral. Comente sobre quem são essas pessoas e sua vocação.

Ser catequista é continuar o ministério da Palavra iniciado por Jesus e transmitida aos apóstolos. Nos séculos III e IV, para formar melhor os discípulos e discípulas de Jesus, elaborou-se o catecumenato que dava uma formação sistemática e celebrativa àqueles que queriam se tornar discípulos do Mestre. Na idade média, do século V a XV, a fé cristã se encarnou na religiosidade popular, novenas, terços, devoção aos santos, romarias, etc.… Na época moderna, nos séculos XVI a XIX, acentuou-se o conhecimento doutrinal da formação religiosa. Desde o século XX e principalmente depois do concílio Vaticano II (1962 a 1965) se fortaleceu uma catequese mais bíblica e celebrativa, e capaz de transformar a vida das pessoas (fé e vida) e da comunidade.

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB lançou recentemente mensagem dedicada a todos os catequistas, por ocasião do dia a eles dedicado. Gostaríamos que falasse um pouco sobre ela e sobre esse importante dia.

No domingo 27 de agosto, último domingo do mês vocacional, celebramos o Dia do Catequista. Quero também unir minha voz à voz da CNBB para parabenizar os catequistas que com muito entusiasmo e fidelidade iniciam crianças, jovens e adultos no caminho de Jesus. É uma missão fundamental para a Igreja. Gostaria, no entanto, que os padres e os bispos valorizassem ainda mais a missão daqueles que exercem este serviço eclesial, apoiando-os através da oração e acompanhando-os nos encontros, valorizando-os nas celebrações e ajudando-os fornecendo materiais de qualidade. Estou em comunhão de oração com os catequistas que se dedicam de corpo e alma à catequese.

Confira a mensagem na íntegra no novo site da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética.

Fonte: CNBB

Papa ordena que instituto religioso belga deixe de oferecer eutanásia a doentes mentais

Ramo belga dos “Irmãos da Caridade” oferece eutanásia em seus hospitais psiquiátricos;
não seguimento da ordem papal pode levar à excomunhão


foto eutanasiaO Papa Francisco ordenou que o Instituto Religioso “Irmãos da Caridade” na Bélgica pare de oferecer a eutanásia nos hospitais psiquiátricos por eles geridos. A ordem foi transmitida pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica ao Superior Geral do Instituto, Frei René Stockman, e o prazo é até esse mês de agosto. Caso a ordem não seja seguida, poderão seguir rígidas medidas canônicas, até a excomunhão.

O instituto religioso masculino de direito pontifício foi fundado por um sacerdote belga e aprovado em 1899. Em maio passado, o instituto havia anunciado que permitiria aos médicos praticar a eutanásia em seus 15 hospitais psiquiátricos na Bélgica.

Junto à Holanda, a Bélgica é o único país onde os médicos são legalmente autorizados a fazer a eutanásia em pessoas com problemas de saúde mental. Um dos critérios para a prática é o estado de “sofrimento insuportável” do paciente, além de ser necessário ao menos o parecer de três médicos, entre os quais um psiquiatra.

O superior da Congregação Católica na Bélgica, Raf De Rycke, em comunicado, havia dito que a eutanásia seria feita somente na falta de um “tratamento alternativo razoável” e que todo pedido seria examinado com a “máxima cautela”.

O superior-geral da Congregação, Irmão Rene Stockman, manifestou-se sobre o caso na época, dizendo que isso é inaceitável. Ele denunciou a forte pressão sofrida pela Ordem no que diz respeito à eutanásia e afirmou que a “a secularização está arruinando a congregação na Bélgica”.

Nos meses passados, Irmão Stockman solicitou uma tomada de decisão clara por parte dos bispos belgas e a Santa Sé abriu uma investigação sobre o caso. Agora, a ordem para cessar a prática nos hospitais psiquiátricos geridos pelos “Irmãos da Caridade” chega diretamente do Papa Francisco, por meio do órgão vaticano para a vida consagrada.

Os religiosos que fazem parte do conselho do Grupo Irmãos da Caridade deverão assinar uma carta, a ser enviada ao superior geral, declarando que “apoiam plenamente a visão do magistério da Igreja Católica, que sempre confirmou que a vida humana deve ser respeitada e protegida em termos absolutos, desde o momento da concepção até ao seu fim natural”.

A maior parte dos pacientes que pedem a eutanásia na Bélgica são doentes de câncer ou têm uma grave doença degenerativa, enquanto o número de pessoas com distúrbios psiquiátricos que a pede representa somente 3% dos cerca de 4000 mortos por eutanásia todos os anos. No país, esta prática registrou um forte aumento nos últimos dez anos.

Fonte: Canção Nova

Simpósio Mariológico Ecumênico: inscrições até dia 24

mariologico22As inscrições para o Simpósio Mariológico Ecumênico, que acontecerá de 1º a 3 de setembro, em Curitiba (PR), estão abertas até o dia 24 de agosto. Destinado a todos os envolvidos na causa ecumênica, o evento possibilitará o conhecimento e o aprofundamento no comentário de Martín Lutero sobre a obra Magnificat, na ótica católica e luterana. O evento está inserido no contexto da celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba do Sul e dos 500 anos da Reforma Protestante.

Promovem o simpósio a Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Comissão de Diálogo Bilateral Católico-Luterano, em parceria com o Núcleo Ecumênico e Inter-Religioso da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

De acordo com o assessor da Comissão para o Ecumenismo da CNBB, padre Marcus Barbosa Guimarães, o momento é também uma oportunidade para se fazer um resgate, a partir dos documentos ecumênicos, da figura de Maria na história da salvação, a fim de superar preconceitos recíprocos entre as Igrejas cristãs.

Ainda para ele, o estudo do comentário do Magnificat é uma oportunidade de aprender a contemplar as grandezas de Deus. “Sem dúvida, é uma bela e convidativa oportunidade, neste Ano Mariano e Ano da Celebração dos 500 anos da Reforma, a cantar com Maria e aprender a contemplar as grandezas de Deus, o poder libertador de Jesus, a viver no reconhecimento de nossa fragilidade e pequenez, abertos e entregues à fé na sua misericórdia”, completa.

Na programação, além das conferências proferidas por doutores teólogos, membros da Comissão de Diálogo Bilateral Católico-Luterano, o simpósio contará com duas conferências que serão ministradas pelo presbítero e doutor Hubertus Blaumeiser, teólogo alemão, professor em Roma, especialista na Teologia de Lutero.

Informações sobre inscrições estão disponíveis no site do Instituto de Ciência e Fé da PUC-PR.

Confira o folder com a programação completa do evento.

Fonte: CNBB

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