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III Congresso Eucarístico: uma semana de intimidade com Jesus
Entre os dias 17 e 23 de novembro, a Arquidiocese de Juiz de Fora promoverá o III Congresso Eucarístico, oferecendo aos fiéis uma oportunidade de...
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Encontro Arquidiocesano da Pascom é promovido em novembro
Estão abertas as inscrições para Encontro Arquidiocesano da Pastoral da Comunicação (Pascom) 2024, que será realizado no dia 30 de novembro, das 8h às 18h...
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Celebração na Catedral Metropolitana marca Jubileu de Prata Episcopal de Dom Gil Antônio
O Arcebispo de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, celebrou um marco significativo em sua trajetória de dedicação e serviço à Igreja: 25 anos...
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Café & Debate, promovido pela Paulus, aborda história da Arquidiocese e da Catedral
Em meio ao Centenário Diocesano, “História da Arquidiocese de Juiz de Fora e da Catedral Metropolitana” será o tema da próxima edição de Café &...
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Nossa Senhora Aparecida é homenageada com Motociata e Missa na Catedral
No último sábado, 12 de outubro, milhares de devotos se reuniram na Catedral Metropolitana para celebrar Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil. Em...
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Jubileu de Prata de Dom Gil Antônio é celebrado neste sábado (19)
Amanhã (19) acontece a grande celebração do Jubileu de Prata de Dom Gil Antônio Moreira. A Missa Solene de Ação de Graças acontecerá na Catedral...
Leia maisContagem regressiva para o III Congresso Eucarístico Arquidiocesano
Daqui a 40 dias, a Igreja Particular de Juiz de Fora realizará um Congresso Eucarístico. O evento marcará de forma profunda o ano do Centenário...
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Catedral celebra Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil
Entre os dias 03 e 11 de outubro, a Catedral Metropolitana realizará a novena em honra à padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida (programação completa...
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Semana Nacional da Vida é celebrada com atividades em Juiz de Fora
A partir desta terça-feira (1º), as comunidades, paróquias, dioceses e arquidioceses de todo o país celebram a Semana Nacional da Vida. Neste ano, os encontros...
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“É um homem que procurou conduzir a sua vida pela Palavra”, diz Dom Gil sobre Dom Eurico, que falece…
Nesta segunda-feira, 30 de setembro, a Arquidiocese de Juiz de Fora recorda o primeiro ano de falecimento de Dom Eurico dos Santos Veloso, seu quinto...
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Missa do 1º ano de falecimento de Dom Eurico acontece neste domingo
No próximo dia 30 de setembro completa um ano da partida de Dom Eurico dos Santos Veloso, que foi Arcebispo de Juiz de Fora de...
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Dom Gil celebra 25 anos de episcopado em outubro
No ano do Centenário de nossa Igreja Particular, temos a alegria de também celebrar aos 25 anos de episcopado de Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo...
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Assembleia da Osib do Regional Leste 2 reúne padres e seminaristas em Patos de Minas
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O Papa Francisco anunciou neste domingo, 6 de outubro, a criação de 21 novos cardeais num Consistório a ser celebrado no dia ...
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Papa faz novo apelo sobre a situação do Líbano
Para o Papa Francisco, uma escalada “inaceitável” vem ocorrendo há dias no Líbano, onde ondas de ataques israelenses contra o...
Leia maisOs chinelos do Cura d’Ars
Como foi bela aquela viagem! Comigo foram quatro colegas, quando estudávamos em Roma. O calendário primaveril da Europa, marcava o dia 5 de abril de 1991. Eram os primeiros dias de Páscoa, quando as faculdades romanas oferecem férias festivas de uma semana. De Paris, tomamos um trem muito veloz que nos levou a Lion, depois Besançon e por fim, Ars, pequeno povoado cujo nome oficial é Ars sur Formans, comuna da França, do Distrito de Ain. Estávamos muito desejosos de visitar a pequenina paróquia onde viveu e se santificou Padre João Batista Maria Vianney, que se tornou conhecido em todo o mundo como o Santo Cura d’Ars.
Ao visitar sua casa paroquial, singela e pobre, adentramos seu quarto. Chamou-me logo à atenção o seu par de chinelos, debaixo da cama, ali conservado desde seu falecimento, em 4 de agosto de 1859. Como o chapéu toma a feição do dono, segundo o adágio popular, aqueles chinelos, feitos de tapete, revelavam os pés missionários do sacerdote. Lê-se em sua história que teve que atender a várias comunidades na região e, na maioria das vezes, ia a pé, quando muito, de carroça, levando sua volumosa valise com os objetos litúrgicos para a missa. De súbito, me veio à mente e ao coração as palavras do Profeta Isaías: “Quão formosos, sobre os montes, os pés dos que anunciam as boas novas; que trazem boas notícias, que proclamam a salvação; que dizem a Sião: o teu Deus reina! ” (Is 52,7). São Paulo, mais tarde, em sua carta aos Romanos, vai citar esta frase aplicando aos que pregam o Santo Evangelho de Cristo (cf. Rom 10,15).
Nascido aos 8 de maio de 1796, em plena revolução napoleônica, com tantos sofrimentos para a Igreja, o menino João Vianney desejou, desde muito cedo, ser padre. Família muito pobre, mas rica de fé e amor a Deus, somente aprendeu a ler e a escrever aos 18 anos. Estudando entre os feixes de feno, para não ser surpreendido pelas autoridades anticlericais, mal aprendeu o latim e não foi aluno brilhante em nenhuma matéria. Os seus reflexos luminosos estavam na alma, na sinceridade do caráter, na vida moral exemplar, sobretudo na vida intensa de oração. Apresentado por um padre, seu bom jeito de ser na juventude, sua assiduidade e gosto pelos ambientes religiosos, foram suficientes para convencer o bispo de ordená-lo, embora já se previsse para ele lugares humildes e nenhum destaque na organização pastoral. Ordenado, foi designado para a desprezível Ars, aonde nenhum padre desejaria ir. O lugar não contava mais que 300 habitantes, a vida do povo não ia além de bordéis, futilidades, bebidas alcoólicas e pouca religião.
Os pés do jovem sacerdote se puseram à estrada, enquanto a mente e o coração somente lhe inspiravam ardor nas coisas de Deus. Ia rezando e, confessou mais tarde: “a oração me traz alegria e nela nem vejo o tempo passar”.
Como Deus não precisa dos humanos, mas os humanos que precisam de Deus, aquele humilde servo se transformou numa inesperada e extraordinária atração para multidões sedentas de fé. De todas as partes da França e da Europa inteira, chegavam caravanas, não só de simples fiéis, mas também de padres, bispos e cardeais, para confessarem seus pecados, receberem a absolvição sagrada e se aconselharem para o prosseguimento da vida. Sua união com Deus era tão intensa, visível e natural, como dois pedaços de cera que, uma vez misturados, não mais se vê diferença e ninguém mais pode separar. Esta imagem foi usada por ele mesmo, quando pregava aos seus paroquianos sobre a oração. “Rezar e amar, eis o segredo da vida do cristão”, dizia ele.
Certa vez, foi a Ars um professor de Paris com o propósito de analisar, do ponto de vista sociológico, o fenômeno das multidões atraídas por um simples pároco rural. Voltou silencioso. Seus alunos lhe perguntaram: “o que viu em Ars?” Quebrando o segredo de sua transformação interior, lhes respondeu: “vi a Deus em um homem”.
Além de seus chinelos, chama à atenção do observador em Ars, o duro confessionário formado por banco de madeira e uma grade que se ergue à direita, onde o santo passava, às vezes, 18 horas em atendimento.
Ao lado da matriz paroquial, encontra-se ampla construção. É o orfanato que o Santo Cura d’Ars construiu com esmolas que povo lhe dava, para acolher crianças pobres. Chamou-o de “Casa da Providência”.
Com meus colegas de viagem, todos presbíteros, tivemos a graça de celebrar a missa diante de seu corpo conservado, recoberto de camada de cera. O bondoso sacristão, com gentil acolhida, nos trouxe o cálice sempre utilizado pelo Santo, para que, com ele, oferecêssemos o santo sacrifício de Cristo. Emocionante!
Ao retorno, nossos pés pareciam calçados de seus chinelos, ensinando-nos lições de humildade, simplicidade, oração e amor a Deus. Mistérios da santidade. Modelo para todo padre.
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora

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