Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
Papa faz novo apelo sobre a situação do Líbano
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- Quarta, 25 Setembro 2024 16:50
Para o Papa Francisco, uma escalada “inaceitável” vem ocorrendo há dias no Líbano, onde ondas de ataques israelenses contra o Hezbollah já causaram mais de 550 vítimas entre civis e crianças. O apelo do Papa feito, no final da Audiência Geral desta quarta-feira (25), na Praça São Pedro, chega num momento em que se contabilizam também os mortos, em Beirute, enquanto as sirenes soam em Tel Aviv e enquanto os mísseis libaneses caem ao sul de Haifa e em outras áreas de Israel.
Estou triste com as notícias que chegam do Líbano, onde nos últimos dias bombardeamentos intensos causaram muitas vítimas e destruição.
Deter essa escalada terrível
O Papa Francisco espera “que a Comunidade internacional faça todos os esforços para deter essa terrível escalada”. “É inaceitável!”, afirmou o Pontífice, reiterando sua proximidade a uma população assolada há anos por uma crise política, econômica e social que parece não ter solução, e pelas consequências da dramática explosão no porto de Beirute em 2020.
Expresso minha proximidade ao povo libanês que já sofreu muito no passado recente.
Orações pelos povos afetados pela guerra
Do País dos Cedros, que João Paulo II definiu como “uma mensagem”, o olhar do Papa Francisco também se volta, nesta Audiência Geral de número 500 de seu pontificado, para os territórios e povos afetados pela brutalidade dos conflitos. Por eles, o Papa reza e pede orações.
Rezemos por todos, por todos os povos que sofrem com a guerra: a martirizada Ucrânia, Mianmar, Palestina, Israel, Sudão, e todos os povos martirizados. Rezemos pela paz.
A tragédia do conflito na Ucrânia
O Papa recordou também a martirizada Ucrânia em suas saudações aos fiéis poloneses, quando, lembrando a “tragédia da guerra” que aflige o país há mais de dois anos, bem como as inundações que devastaram a Polônia, os exortou a não se deixarem “vencer pelo egoísmo e pela indiferença”.
Com a ajuda de Deus, apoiar solidariamente os sofredores e necessitados, que muitas vezes não veem esperança.
A viagem a Luxemburgo e à Bélgica
O Papa Francisco recordou a viagem que fará a Luxemburgo e à Bélgica a partir desta quinta-feira, 26 de setembro, até domingo, 29. Uma mensagem de esperança que o Bispo de Roma lançará do coração da Europa. Uma viagem internacional, apenas algumas semanas depois da longa peregrinação à Indonésia, Papua Nova Guiné, Timor-Leste e Singapura, para a qual Francisco pede o acompanhamento espiritual dos fiéis.
Confio às suas orações a viagem que farei amanhã a Luxemburgo e à Bélgica, para que seja a ocasião de um novo impulso de fé nesses países.
Fonte: Site Vatican News
Projeto Cuidar da Vida forma 159 multiplicadores de todo o Brasil Para Prevenção ao suicídio entre os jovens
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- Quarta, 25 Setembro 2024 16:36
Entre os meses de junho e setembro deste ano, a Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizou seis formações do projeto “Cuidar da Vida – Prevenção de suicídio entre adolescentes e jovens”. No total, 159 pessoas participaram dos cursos e estão prontas para atuar como multiplicadores nos grupos e movimentos juvenis e nas escolas.
O assessor da Comissão para a Juventude da CNBB, padre Antônio Gomes de Medeiros Filho, explica que o Projeto Cuidar da Vida nasce de um esforço da Comissão, desde 2022, tendo presente a preocupação no coração dos bispos e o anseio que tomou forma no Plano Pastoral “Ao seu lado”. No eixo 4, “Cidadania: Casa Comum e Dignidade Humana”, há a linha de ação que visa incentivar iniciativas e parcerias em vista da saúde mental das juventudes, atuando de forma preventiva com relação à dependência química, suicídio e todo tipo de violências.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam o suicídio como a terceira causa de morte entre jovens de 18 e 29 anos em todo o mundo. Diante dessa realidade, a Pastoral Juvenil e a Pastoral da Educação, em parceria, propuseram a Capacitação de Agentes de Pastoral acerca da Prevenção do suicídio com o intuito de formar líderes que possam levar adiante a formação de outras lideranças locais.
“A promoção da vida das juventudes em nosso país é urgência que se faz sentir a cada dia e este projeto é uma resposta concreta aos apelos pela vida em plenitude dos jovens brasileiros”, destaca padre Antônio.
A jovem Samara Maria de Souza Oliveira, de João Pessoa, na Paraíba, participou da formação entre os dias 21 e 23 de junho, em Recife (PE), convidada pelo Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB). Para ela, o curso foi “bastante engrandecedor” em seus momentos, falas e interações. Ela destacou a possibilidade de aprofundar os conhecimentos acerca do que é o tema e como lidar com a realidade do suicídio, além das partilhas de como prevenir, os testemunhos e oficinas “que nos auxiliaram na percepção de avaliar, aprender e propagar acerca do tema disposto nos três dias de curso”.
Profissionais voluntários
Contribuíram voluntariamente no processo formativo psicólogos, o padre suicidólogo Lício Vale e educadores católicos, que somam à sua experiência profissional sua atuação pastoral. Esses profissionais, comenta padre Antônio, “muito tem a contribuir com a problemática do suicídio que tem crescido em números e expressa-se em comportamentos e sentimentos que podem ser percebidos nos ambientes em que os adolescentes e jovens se encontram e, assim, ser evitado e trabalhado com aqueles que sobrevivem ou perdem desta forma, entes queridos”.
Confira um resumo com as datas e números de participantes em cada edição do minicurso.
- Cuiabá (MT), de 7 a 9 de junho
Participação de 21 pessoas dos regionais Oeste 1, Oeste 2 e Centro Oeste;
- Manaus (AM), de 14 a 16 de junho
Participação de 19 pessoas dos regionais Norte 1 e Noroeste;
- Recife (PE), de 21 a 23 de junho
Participação de 21 pessoas dos regionais Nordeste 1, Nordeste 2 e Nordeste 3;
- Rio de Janeiro (RJ), de 28 a 30 de junho
Participação de 24 pessoas dos regionais Leste 1, Leste 2 e Leste 3;
- Imperatriz (MA), de 16 a 18 de agosto
Participação de 45 pessoas dos regionais Norte 2 e Norte 3 e Nordeste 4 e Nordeste 5;
- São Paulo (SP), de 30 de agosto a 1º de setembro
Participação de 29 pessoas dos regionais Sul 1, Sul 2, Sul 3 e Sul 4.
Fonte: Site da CNBB
Pacto Contra a Fome, lança campanha contra desperdício de alimentos
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- Segunda, 09 Setembro 2024 15:51
O Pacto Contra a Fome lançou no início de setembro, a campanha nacional a favor da redução do desperdício de alimentos, que contará com a publicação de um manifesto em jornais de grande circulação.
A campanha abre o mês em que é celebrado o Dia Internacional da Conscientização sobre Perdas e Desperdício Alimentar (29), data estabelecida pelas Nações Unidas, e está buscando conscientizar a sociedade sobre as consequências do desperdício de alimentos para a segurança alimentar e o meio ambiente. Pacto Contra a Fome coloca o desperdício de alimentos no centro do debate com o lançamento da campanha “Comida Boa É Na Boca e Não na Boca do Lixo”, que mostra a relação entre a comida que vai para o lixo e a fome. Com ações que vão desde a comerciais na TV a ativações nas principais cidades do país e o lançamento do Guia “Lugar de comida é no prato”, entidade quer mobilizar sociedade contra o descarte desnecessário de alimentos.
O Assessor do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Padre Jean Poul Hansen, fala que desde a Campanha da Fraternidade de 2023, cujo tema foi Fraternidade e Fome, a CNBB se fez parceira do Pacto contra a Fome porque também deseja que todos os brasileiros tenham segurança alimentar. A Campanha da Fraternidade de 2023 já apontava, em seu texto-base, que o desperdício de alimentos no Brasil é uma das grandes causas da insegurança alimentar e da fome no país.
“Nós produzimos muito alimento, mas igualmente desperdiçamos muito alimento. Se o que é desperdiçado fosse partilhado, nós resolveríamos grande parte da fome, da insegurança alimentar e da miséria no Brasil” afirmou Padre Jean Poul.
O filme da campanha, feito com a África Creative, destaca a urgência de mudar a forma como lidamos com alimentos e desperdício. Raphael Vandystadt, da África Creative, destaca que é essencial mobilizar a sociedade para reduzir o desperdício e a fome.
A campanha inclui uma música de Jair Oliveira e um filme publicitário produzido pela Magma. Além disso, o Pacto Contra a Fome lançará um manifesto chamado “Um ano a menos”, que aborda a insegurança alimentar e o desperdício no Brasil, enfatizando a necessidade de ação coletiva até 2030, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A campanha também terá diversas ações online e offline em locais públicos e comerciais.
Em 2023, o Brasil tinha 64 milhões de pessoas com insegurança alimentar, sendo 8,7 milhões enfrentando fome grave, segundo o IBGE. Maria Siqueira, do Pacto Contra a Fome, destaca que a situação não mudou muito desde 2018, indicando a necessidade de resolver problemas estruturais para acabar com a fome. O desperdício de alimentos agrava a crise, contribuindo para 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa e usando um terço das terras agrícolas para alimentos que são descartados.
O projeto revelou que 55 milhões de toneladas de alimentos são jogadas fora anualmente, sendo a maior parte antes de chegar aos consumidores. Em resposta, lançaram o Guia “Lugar de comida é no prato” para incentivar a redução do desperdício e promover uma alimentação mais consciente.
O Pacto Contra a Fome é um grupo que reúne pessoas de diferentes áreas e partidos para combater a fome e o desperdício de alimentos. A missão do grupo é acabar com a fome até 2030 e garantir que todos os brasileiros estejam bem alimentados até 2040. Eles trabalham com três principais ações: unir esforços, usar informações para tomar decisões e incentivar mudanças.
Fonte: Portal A12
Em vídeo com intenções de oração para setembro, Santo Padre convida a ouvir “a dor das vítimas de catástrofes ambientais”
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- Segunda, 02 Setembro 2024 16:30
A intenção de oração do Papa Francisco para setembro é pelo grito da Terra, que “tem febre e está doente, como qualquer doente”. É um forte apelo para “fazer frente às crises ambientais provocadas pelo homem” e enquadra-se no chamado Tempo da Criação, época do ano em que a Igreja tradicionalmente se mobiliza para refletir sobre o cuidado da casa comum.
Na sua vídeo-mensagem, que a Rede Mundial de Oração do Papa realizou este mês com o apoio do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Francisco pregunta-se se “ouvimos” o grito da Terra, a dor de “milhões de vítimas de catástrofes ambientais”, e pede à humanidade “respostas não só ecológicas, mas também sociais, económicas e políticas”.
Veja o vídeo na íntegra aqui: https://youtu.be/BCQxQMMXBqI
O homem e a criação
Furacões, incêndios, maremotos, secas, degelo dos glaciares: o grito da Terra, narrado em O Vídeo do Papa de setembro, ouve-se cada vez mais. As imagens que acompanham as palavras do Papa Francisco mostram os efeitos da crise climática nos seres humanos: pessoas que fogem das catástrofes ambientais, aumento da emigração devido aos efeitos do clima e crianças obrigadas a viajar dezenas de quilómetros à procura de um pouco de água. “Os que mais sofrem com as consequências destes desastres – denuncia Francisco – são os pobres, os que são obrigados a abandonar as suas casas devido a inundações, vagas de calor ou secas”.
As preocupações do Papa são confirmadas por estudos fidedignos: segundo o Fórum Económico Mundial, os países com rendimentos menores produzem um décimo das emissões, mas são os mais afetados pelas alterações climáticas. Estima-se que, até 2050, as alterações climáticas descontroladas obrigarão mais de 200 milhões de pessoas a migrar dentro dos seus próprios países, empurrando ao mesmo tempo 130 milhões de pessoas para a pobreza.
“A luta contra a pobreza” e “a proteção da natureza” são, para Francisco, dois caminhos paralelos, que devem ser seguidos da mesma forma: “alterando os nossos hábitos pessoais e os da nossa comunidade”. O homem, vítima da crise ambiental, pode, por isso, ser também o arquiteto da mudança, e as imagens de O Vídeo do Papa demonstram-no: da gestão dos resíduos à mobilidade, passando pela agricultura e pela própria política, há muito que fazer e tudo depende de nós. Porque o destino do homem e o destino da criação – como reiterou o Papa Francisco no seu Pontificado, primeiro com a encíclica Laudato si’ (2015) e depois com a exortação apostólica Laudate Deum (2023) – não podem ser separados.
Espera e age com a Criação
Estas reflexões estão também em sintonia com a mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2024, cujo tema deste ano é uma reflexão teológica inspirada na Carta aos Romanos: “Espera e age com a criação”. “A salvaguarda da criação não é apenas uma questão ética, mas é eminentemente teológica: na realidade, diz respeito ao entrelaçamento entre o mistério do homem e o mistério de Deus”, reflete o Papa na sua mensagem e acrescenta: “Nesta história, não está em jogo apenas a vida terrena do homem, está sobretudo em jogo o seu destino na eternidade”.
O Tempo da Criação – uma iniciativa do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral que promove a celebração da vida e a proteção da criação de Deus – terá início no próximo dia 1 de setembro e terminará no dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia.
Foi precisamente o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral que colaborou no Vídeo do Papa deste mês. O seu Prefeito, o Cardeal Michael Czerny, diz: “A criação geme. O seu sofrimento é causado pelo homem, originalmente guardião e agora dominador, que ‘arrogantemente coloca a Terra numa condição desonrosa, isto é, privada da graça de Deus’. Contudo, na sua Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, o Santo Padre convida-nos, como cristãos, a esperar e a agir com a Criação, o que poderíamos traduzir como viver na Fé. Trata-se de escutar o Espírito Santo, que é amor, não só para com o próximo, mas também para com a Criação, que é obra de Deus e, por isso, está interligada com o homem. Só libertando a Terra da condição de escravidão a que a submetemos, seremos também livres, antecipando a alegria da salvação em Cristo.”
Escutar o grito da criação
O Padre Frédéric Fornos S.J., Diretor Internacional da Rede Mundial de Oracção do Papa, reflete: “A Terra grita. Juntamente com o grito da terra, ouvimos também o grito das vítimas das calamidades ambientais e das alterações climáticas, cujo impacto afeta de forma mais aguda e direta os países com menos recursos. Não viremos a cabeça, não sejamos indiferentes. Não viremos a cabeça, não sejamos indiferentes. Dêmos nomes e rostos às calamidades e aos dramas vividos em muitos países, recordando estes dois últimos anos: os imensos incêndios florestais no Canadá, que devastaram milhões de hectares e obrigaram milhares de pessoas a deixar as suas casas; os incêndios devastadores na Austrália, que mataram milhões de animais e destruíram habitats naturais; as inundações catastróficas no Paquistão, que submergiram um terço do país, provocando centenas de mortos e milhões de pessoas deslocadas; as inundações repentinas na Alemanha e na Bélgica, que ceifaram vidas e destruíram infraestruturas; a seca severa na Amazónia, ameaçando a biodiversidade única desta região; as ondas de calor extremo na Índia, que causaram centenas de mortes e condições de vida insustentáveis para milhões de pessoas; os furacões devastadores nos Estados Unidos e nas Caraíbas, causando destruição maciça e perdas humanas. A Terra grita.
A pandemia, como um comboio de alta velocidade obrigado a parar por um momento no meio do campo, poderia ter sido um momento para ouvir, para verificar se sabemos para onde vamos, para reorientar a nossa sociedade, a nossa vida, antes que seja tarde demais, para proteger a nossa casa comum… mas tantos interesses nos cegam. O Papa Francisco convida-nos a rezar, porque só a oração pode despertar os nossos corações anestesiados.”
Fonte: site da Arquidiocese de Juiz de Fora, com informações de Rede Mundial de Oração do Papa
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