Catedral Metropolitana de Juiz de Fora
Para a Misericórdia não há hora e nem limites
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- Segunda, 18 Janeiro 2016 12:14
O evangelista João descreve o início da vida pública de Jesus, numa festa familiar. Estava ele, sua mãe e seus discípulos no pequeno povoado de Caná da Galileia, para as celebrações de um casamento (cf Jo. 2, 1-11), cujos festejos, na cultura judaica, duravam oito dias. De repente, falta vinho. Isto significava o fim da festa, a interrupção das alegrias, a decepção dos convidados e o constrangimento da família dos nubentes.
É Maria, com o coração de mãe solícita, que se dirige ao seu Filho Jesus e propõe a questão. É interessante a resposta de Cristo: “minha hora ainda não chegou”. Que hora seria esta? A de iniciar seus milagres? A de revelar-se como Messias? Alguns exegetas costumam referir-se à hora da Redenção, quando Jesus vai dizer ao Pai na Oração Sacerdotal, rezada na noite anterior à prisão: “minha hora chegou” (Jo 17,1). Certo é que Maria diz aos que estavam servindo: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Seis grandes talhas de água são trazidas e o Senhor faz seu primeiro milagre, transformando a água em bom vinho. Eram cerca de 500 litros de vinho que foram suficientes para que a festa continuasse, a alegria perdurasse, o acanhamento tivesse fim. Vê-se que a conversão da água em vinho não foi a única transformação realizada naquele dia.
O fato narrado pela literatura joanina, sempre cheia de significado teológico, tem profundo sentido para o Ano da Misericórdia que estamos vivenciando aos acenos do Papa Francisco. O primeiro gesto de misericórdia vem por parte de Maria, a quem a Igreja tem cognominado, há centenas de anos, de Mãe da Misericórdia. Contemplando agora as palavras do atual Papa que afirma que a misericórdia tem um rosto e que este rosto é Cristo, tal título mariano mais se justifica. O mesmo pode-se dizer, diante do primeiro livro de sua autoria, “O Nome de Deus é Misericórdia”.
À expressão “Ainda não chegou minha hora”, dita pelo Senhor a Maria, é legitimo entrever a atenção de Jesus em atender o pedido de sua mãe misericordiosa, adiantando, de alguma forma, sua hora. Ainda que se possa entender esta expressão no sentido teológico da hora da paixão salvadora, como acima mencionado, certo é que Jesus faz o que lhe pede a Mãe, resultando no primeiro milagre. Assim se realiza de forma maravilhosa o que era esperado confiantemente por ela, aguardado pelos discípulos, pelos serventes, pela família em apuros e pelos convidados. Para se fazer misericórdia não há hora. A misericórdia não espera. Não se marca o momento para se praticar o bem. E a misericórdia se tornou em vinho de ótimo sabor. A alegria tem novo sentido, quando a misericórdia está presente. A crise vai embora, ao movimento dos gestos misericordiosos.
Neste sentido, vê-se no texto de João que a hora de Jesus e a hora de hora de Maria coincidem. Dirigir-se a ela com o termo ‘Mulher’, não é de forma alguma uma atitude desprezível, mas afirmação explícita a respeito da realização plena e definitiva da palavra misericordiosa de Deus presente no livro do Gêneses, quando promete o Salvador aos primeiros pais. Não o fez Deus sem se referir à mulher. Ao amaldiçoar a serpente, assevera: “porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela” (Gen 2,15). É uma referência inequívoca à mãe do Redentor, contrapondo Eva culpada pelo pecado, maculada pela ofensa, marcada pela infidelidade, termos estes que traduzem o contrário de qualquer imitação da misericórdia divina, e Maria concebida sem pecado, imaculada pela graça, santa pela amorosa resposta de vida, fiel em todos os momentos, disposta a cumprir sem limites a vontade do Pai, marcada pelo altruísmo, nunca pelo egoísmo, expressões eloquentes da misericórdia que vem do alto. O misericordioso ato salvador de Deus feito plena e inteiramente por Jesus, não acontece sem a presença da Mulher predestinada, escolhida e preservada de toda e qualquer mancha: Maria.
Diante dos fatos de Caná da Galileia, verificamos o que ensina o Papa Francisco: “Os sinais que Jesus realiza, sobretudo para com os pecadores, as pessoas pobres, marginalizadas, doentes e atribuladas, decorrem sob o signo da misericórdia. Tudo nele fala de misericórdia” (MV 7).
A Igreja e cada cristão só se justificam pela capacidade de ser misericordiosos, a toda e qualquer hora, sem reservas, sem limites! Eis o que marca a vida de Jesus na terra desde o início até o fim.
Dom Gil Antônio Moreira
Arcebispo Metropolitano de Juiz de Fora
Campanha arrecada materiais escolares
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- Terça, 12 Janeiro 2016 18:18
A equipe Anjos da Misericórdia, formada por leigos que atuam na Catedral Metropolitana, está arrecadando materiais escolares até o dia 31 de janeiro. O objetivo da campanha é beneficiar escolas e creches da periferia de Juiz de Fora. A equipe está recebendo caderno brochura (pautado e sem pauta), caderno de matérias (espiral), lápis preto, cola, tesoura, lápis de cor e caneta hidrocor.As doações podem ser entregues na recepção da Catedral, de segunda a sábado, das 07h às 21h, o endereço é rua Santo Antônio, 1201, Centro.
De acordo com a ministra extraordinária da Comunhão Eucarística, Aline Zaquine (integrante da equipe), o objetivo do grupo é propagar a misericórdia e a caridade. “Há muito tempo, Deus colocou em nosso coração essa missão. Mas, foi em 2015, que respondemos ao pedido de Deus. Ele confirmou esse sonho através de um segundo chamado que veio pelo diácono Ruy e com o apoio incondicional do nosso, pároco Monsenhor Luiz Carlos”, declara.
Ela explica, ainda, que na Igreja existem muitas obras de evangelização, mas essa equipe procura aprofundar mais na propagação da misericórdia divina. “Nos reunimos, rezamos e depois colocamos em prática uma missão que o Senhor nos direciona. Realizaremos visita a creches, hospitais, orfanatos, asilos, aos moradores de rua e levaremos conforto aos familiares de fiéis defuntos no dia de finados, com evangelismo no cemitério”, completa.
Confira as datas para o Encontro de Preparação de Noivos na Catedral em 2016
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- Sexta, 08 Janeiro 2016 11:10
Um dia de partilha e de orientações sobre a vida a dois. Assim, é o Encontro de Preparação para Noivos, retiro destinado àqueles que desejam receber o Sacramento do Matrimônio. A participação no encontro é um pré-requisito para a celebração do casamento na Igreja.
Para facilitar o planejamento dos noivos, a Catedral oferece o Encontro de Noivos em diversas datas ao longo do ano.
O evento acontece durante um domingo, das 8h às 17h. Palestras, dinâmicas, e momentos de espiritualidade fazem parte da programação.
As inscrições podem ser feitas com um mês de antecedência diretamente com a funcionária Taíse Rodrigues, de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h, e das 12h às 16h. No ato da inscrição, o casal paga um valor de R$ 70,00 (que é destinado aos lanches e às refeições para ambos). As vagas são limitadas.
Confira a data dos Encontros de 2016
- 14 de fevereiro
- 06 de março
- 03 de abril
- 1º de maio
- 5 de junho
- 3 de julho
- 7 de agosto
- 4 de setembro
- 2 de outubro
- 6 de novembro
- 4 de dezembro
Centenas de fiéis acompanham a chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida na Arquidiocese
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- Terça, 05 Janeiro 2016 17:25
Na noite do último sábado, 2 de janeiro, centenas de fiéis estiveram presentes no trevo do Salvaterra para acompanhar a chegada da Imagem Peregrina de Nossa Senhora Aparecida em Juiz de Fora. O arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, Dom Gil Antônio Moreira, buscou a imagem em Aparecida/SP, onde celebrou uma missa, que foi transmitida pela TV Aparecida.
Após a chegada da imagem, centenas de fiéis, bastante emocionados, receberam Nossa Senhora Aparecida com orações e cânticos em honra. Maurício Vieira, 64 anos, morador do bairro Centro, estava no local e afirmou estar muito feliz pela visita da imagem. “Vou a Aparecida três vezes ao ano e fico muito feliz com a chegada da imagem da Padroeira do Brasil a nossa cidade. Sou muito devoto e durante a minha vida Nossa Senhora Aparecida têm me ajudado em muitos momentos de necessidade”.
Pe. Pitágoras de Paula Bandeira, que foi a Aparecida junto com Dom Gil, afirmou que a experiência dessa visita é um momento de muita alegria e emoção. “Buscar a imagem da Mãe Aparecida e ver o Santuário lotado de fiéis foi uma grande emoção”. O vice-prefeito de Juiz de Fora, Sérgio Rodrigues, que também acompanhou a chegada da imagem, afirmou que esse é um momento muito importante para ele como católico e para a cidade. “Participo da Equipe de Nossa Senhora e me senti muito feliz ao ser convidado por Dom Gil a acompanhar a chegada. A Mãe Aparecida é a figura principal do movimento que participo”.
Após a recepção no trevo do Salvaterra, a imagem seguiu para a Catedral Metropolitana, acompanhada pelos fiéis com uma carreata e motociata pelas ruas da cidade. Já na Catedral, Dom Gil presidiu uma celebração de acolhida.
Dom Gil afirmou estar muito feliz com a visita da Mãe Aparecida à Arquidiocese e lembrou que a imagem percorrerá as foranias nos próximos oito meses. “ Onde Maria vai ela leva Jesus. Deus a escolheu para essa missão, apresentar Jesus a todos. Essa visita é muito importante para todos nós, receber essa imagem é nos colocarmos sob a proteção de Nossa Senhora”. O arcebispo lembrou também que essa visita faz parte da preparação para o Jubileu dos 300 anos de aparição de Nossa Senhora Aparecida, além de acontecer no ano em que a Igreja Católica celebra o Ano da Misericórdia. “Espero que essa visita desperte em cada família a reflexão que o Papa Francisco nos propõe de sermos mais misericordiosos, mais bondosos e mais pacíficos”.
Fonte: Arquidiocese de Juiz de Fora
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